Posts Tagged ‘responsabilidade’

Como funciona o Mundo Corporativo…

quinta-feira, janeiro 12th, 2012

huge.101.505320Todos os dias, uma formiga chegava cedinho ao escritório e pegava duro no trabalho.

A formiga era produtiva e feliz.

O diretor marimbondo estranhou a formiga trabalhar sem supervisão. Se ela era produtiva sem supervisão, seria ainda mais se fosse supervisionada e colocou uma barata, que preparava belíssimos relatórios e tinha muita experiência, como supervisora.

A primeira preocupação da barata foi a de padronizar o horário de entrada e saída da formiga. Logo, a barata precisou de uma secretária para ajudar a preparar os relatórios e contratou também uma aranha para organizar os arquivos e controlar as ligações telefônicas.

O marimbondo ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com indicadores e análise das tendências que eram mostradas em reuniões. A barata, então, contratou uma mosca e comprou um computador com impressora colorida. Logo, a formiga produtiva e feliz, começou a se lamentar de toda aquela movimentação de papéis e reuniões!

O marimbondo concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga produtiva e feliz, trabalhava. O cargo foi dado a uma cigarra, que mandou colocar carpete no seu escritório e comprar uma cadeira especial..

A nova gestora cigarra logo precisou de um computador e de uma assistente a pulga (sua assistente na empresa anterior) para ajudá-la a preparar um plano estratégico de melhorias e um controle do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se tornava mais chateada.

A cigarra, então, convenceu o gerente marimbondo, que era preciso fazer um estudo de clima, mas o marimbondo, ao rever as cifras, se deu conta de que a unidade na qual a formiga trabalhava já não rendia como antes e contratou a coruja, uma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnóstico da situação. A coruja permaneceu três meses nos escritórios e emitiu um volumoso relatório, com vários volumes que concluía : Há muita gente nesta empresa!!

E adivinha quem o marimbondo mandou demitir?

A formiga, claro, porque ela andava muito desmotivada e aborrecida.


Já viu esse filme antes ?

Solidão, o Preço da Grosseria.

segunda-feira, junho 13th, 2011

Grosseria e Solidão - O Gerente.

Sábado à noite, em um dos belos teatros do nosso país, assistíamos uma peça, de rolar de rir.

O ator, sozinho no palco, desenvolvia vários personagens e disparava uma frase atrás da outra, que impedia conter o riso.

Na nossa frente um senhor que achávamos iria explodir, tão vermelho estava. Dobrado, sentindo dores no estômago, chegava a soluçar de tanto rir.

O ator, muito jovem, mas já experiente, se aproximou mais e numa atitude provocativa dirigia a ele as piadas. Sua esposa só fazia sustentá-lo para que não caísse da cadeira. A cena, engraçada, envolvia a todos.

Em dado momento, o ator olha para platéia e vê uma garota, sisuda, que quase não ria e nem era contagiada pelos demais. As duas poltronas ao lado vazias. Ele, então, atrai sua atenção, e, após rápido diálogo, pergunta: – Sozinha?

Sem nenhuma palavra, ela acena com a cabeça que sim. Nesse momento o ator olha para o público e dispara: – Deve ser boazinha, não?

Riso geral, impossível conter. Pronto, a garota não riu mais até o fim do espetáculo.

Pois é, assim é!

Isso não significa que o ator tivesse razão, afinal solidão nem sempre se resolve com companhia. Ocorre que os sinais eram significativos.

Solidão é um sentimento no qual uma pessoa sente profunda sensação de vazio e isolamento.

É a história do homem bem sucedido que tem a empresa e a chácara. Quando em uma quer estar na outra.

Na empresa os funcionários são uns pesos, na chácara os filhos uns chatos, a esposa aborrecida e os netos irritantes.

Assim, a grosseria alimenta a solidão.

A grosseria e a solidão são irmãs gêmeas e não convivem bem.  Apesar da solidão não suportar a grosseria, esta insiste em acompanhá-la. Pouco se sabe de seus pais, ainda que muitas opiniões e lendas os cerquem.

Na família, não se dão muito bem com o primo riso que se casou com a bela alegria. Estes procuram agradar a solidão, mas evitam-na quando está acompanhada da grosseria.

Mesmo William Shakespeare não consegue torná-la mais agradável quando diz “se o amor for grosseiro com você, seja áspero com amor”.

Na próxima festa ou encontro observe: Quando encontrar a grosseria, certamente lá estará a solidão. Se a solidão estiver sozinha é porque conseguiu dar uma escapulida.

Qual a solução?

Buscar ajuda. Ninguém precisa viver assim e muito menos obrigar outras pessoas a conviver com isso.

É importante não confundir esse estado com estar sozinho.

Uma gaita, ainda que pequena, é uma excelente companhia para um músico. Que tal um livro, um filme, ou apenas o silêncio.

Um amigo costumava nos dizer: – O silêncio me enlouquece!

E nos contava o incômodo quando tinha que viajar e ficar longe da família, horas nas estradas, dias em hotéis.

Com ele aprendemos muito quando descobriu que não era o silêncio que o incomodava, mas sua voz interior.

Esta pode ser uma grande companhia ou nosso tormento. Depende como a alimentamos e como a satisfazemos.

Para o escritor uma caneta e uma folha bastam, ainda que áspera e grosseira!

Quer ser um futuro líder? Saiba quais são os desafios.

sábado, março 13th, 2010

Alcançar um cargo de liderança, provavelmente, está dentro dos planos de todo profissional que procura fazer carreira. Para chegar lá – além de muito trabalho, é claro – senso de equipe e humildade para servir quando necessário são fatores fundamentais, sem os quais o bom exercício da função pode ser comprometido.

“Não podemos desenvolver as habilidades de líder se não estivermos dispostos a servir ao próximo com humildade, determinação e perseverança”. Isso é o que diz Marcelo Prauchner Duarte, gerente de infraestrutura do Carrefour e autor do artigo “O papel do líder na condução de sua equipe”. Atuar como um parceiro, auxiliando e reconhecendo a boa atuação dos liderados se faz tão importante quanto identificar e corrigir falhas na equipe. “Eu não acredito em um grande líder que não esteja envolvido com uma equipe brilhante”, afirma Duarte.

Estar em constante evolução é outro fator importante para quem quer ser um líder. “Creio que isso (ser um bom líder) pode ser desenvolvido, como qualquer coisa em nossa vida, desde que estejamos dispostos a percorrer um longo caminho com muita dedicação, treino e constância”, diz Duarte.

Bom líder: exemplo para novas lideranças

As responsabilidades do bom líder não se restringem às metas de produtividade da empresa. Sua atuação também é determinante para a formação de novas lideranças, um inteligente investimento a longo prazo em capital humano capacitado. Para isso, o melhor caminho, segundo Marcelo Prauchner Duarte, é o exemplo. “Eu escrevo uma coluna semanal e a minha filha de 10 anos acompanha de perto isso. Outro dia ela me procurou e solicitou para ajudá-la a criar o seu próprio blog e passou a postar semanalmente as suas novidades. Eu acredito que isso é o exemplo e não o comando”, conta Duarte.

Para ver o que pensa Marcelo Prauchner Duarte sobre liderança, veja abaixo a íntegra da entrevista concedida por ele ao Administradores.com.br.

Marcelo Prauchner Duarte
– Especialista em Tecnologia. Atualmente atua como Gerente de Infraestrutura do Banco Carrefour.

“Comparo o desenvolvimento da equipe com a preparação para um salto em altura, ou seja, sempre que saltamos um grande obstáculo devemos retornar no dia seguinte e colocar a marca um centímetro acima para, então, reiniciar um longo treinamento e vencer mais esse desafio. Assim estaremos sempre evoluindo”.

Portal Administradores: Como se tornar um bom líder? Qualquer um pode liderar?

Marcelo Prauchner Duarte:
Eu, particularmente, não sei se existe uma fórmula pronta ou mesmo uma universidade que ensine isto. Acredito que o aprendizado constante é um requisito importante para se tornar um líder. Na minha opinião, um ponto importante para liderar é estar disposto a servir. Não podemos desenvolver as habilidades de líder se não estivermos dispostos a servir ao próximo com humildade, determinação e perseverança. Em relação a ser um bom líder, creio que isso pode ser desenvolvido, como qualquer coisa em nossa vida, desde que estejamos dispostos a percorrer um longo caminho com muita dedicação, treino e constância. A propósito, para ser um líder ou para conquistar uma vitória em nossa vida, precisamos estar dispostos a evoluir sempre com humildade.

Administradores: Saber ser liderado é importante para chegar à liderança? Um líder tem dificuldades em ser liderado?

Duarte: Não entendo que um líder deva ter dificuldades em ser liderado, pois para ser líder é preciso ser humilde e, nesse caso, podemos ser liderados através de ideias e uma equipe brilhante. Eu não acredito em um grande líder que não esteja envolvido com uma equipe brilhante. Acredito que uma das principais virtudes de um líder é se cercar de um time excepcional, pois esse é um fator de motivação para que este esteja sempre se superando e evoluindo.

Administradores: Qual o papel do líder na formação de novas lideranças?

Duarte: O principal papel de um líder é preparar e expor a sua equipe sempre um pouco além daquilo que ela está preparada no momento, porém dosando para que o desafio não seja superior ao que o time está preparado para não destruí-lo. Comparo o desenvolvimento da equipe com a preparação para um salto em altura, ou seja, sempre que saltamos um grande obstáculo devemos retornar no dia seguinte e colocar a marca um centímetro acima para, então, reiniciar um longo treinamento e vencer mais esse desafio. Assim estaremos sempre evoluindo.

Administradores: Como o líder pode influenciar na carreira do liderado?

Duarte:
Não conheço nenhum outro caminho a não ser pelo exemplo. Comparo o treinamento dos liderados como a educar os nossos filhos. Não podemos exigir que eles gostem de ler se apenas os ordenarmos a isso, mas, por sua vez, nunca veem os seus pais lendo um livro. Agora, se a leitura é um hábito dos seus pais, eles próprios os procuram e pedem para você comprar um livro para lerem. Eu escrevo uma coluna semanal e a minha filha de 10 anos acompanha de perto isso. Outro dia ela me procurou e solicitou para ajudá-la a criar o seu próprio blog e passou a postar semanalmente as suas novidades. Eu acredito que isso é o exemplo e não o comando. Resumindo, seja determinado naquilo que você faz em relação ao que você prega, pois quando você olhar para o lado terá várias pessoas de sua equipe atuando como você, não por medo, mas por que acreditam naquilo que você prega e pratica.

Administradores: Um bom líder é bom em qualquer campo? Por exemplo: um ótimo líder empresarial consegue ser tão bom quanto na política?

Duarte: Acredito que se estivermos realmente dispostos a fazer a nova atividade é possível. Eu particularmente já fui comandado por um excelente executivo, que exercia a vice-presidência de TI (Tecnologia da Informação) de um grande banco, sendo a sua formação em Recursos Humanos. Eu gosto muito da filosofia dos antigos samurais, ou seja, eles não apenas se preparavam para lutar, mas para ser um ser completo dedicando tempo para o treinamento do corpo através de exercícios constantes e rigorosos, mas também a sensibilidade através da pintura e a cultura através da leitura. Desse modo, os antigos samurais eram extremamente cultos, pois acreditavam que somente através do equilíbrio perfeito da vida e a determinação era possível conquistar a vitória sobre si mesmo. Ser um bom líder, no meu ponto de vista, é ser uma pessoa equilibrada, que não se acomoda. É tornar-se inquieto em relação à busca do conhecimento constante.

PhD em Gente

sexta-feira, fevereiro 26th, 2010

Quer vender melhor e aumentar sua performance de encantador de clientes? Então comece a exercitar o gosto de lidar com pessoas de forma autêntica e sincera. Mude de atitude. Vá todo dia à frente do espelho e diga para você mesmo:Tenho paixão pelo meu trabalho e gosto muito de servir as pessoas!

Capacidade de comunicação, verdadeira ferramenta de trabalho do homem ou mulher de venda. Observação atenta sobre o que o cliente realmente gosta. Ouvi-lo com atenção e falar com equilíbrio segurança. Interatividade é o nome do jogo.

Hora da verdade, você diante do consumidor com potencial para comprar. A abordagem deve ser no tempo certo, gentil, mas com firmeza. Benefícios dos produtos, detalhes da negociação na ponta da língua. O que começa bem, termina bem.

Ninguém nasce carimbado para vender. Acaba se transformando através da inspiração, essa magia que desperta nas pessoas tocadas pela mosca azul da venda. Por isso desenvolve ao máximo sua habilidade para entender o comportamento dos clientes. Interpretando necessidades e convivendo com pessoas diferentes, o vendedor vira um especialista com phd em gente.

Essa habilidade o credencia a detectar com perfeição as preferências do cliente no instante em que começam a conversar. Olho no olho, você vai logo descobrir que tipo de produto oferecer e qual a melhor linha de argumentação utilizar.  Acumula experiência, cresce e aprende sempre o consumidor. Não pára no tempo.

Além dos detalhes concernentes aos conhecimentos e às ferramentas fundamentais para o sucesso, vender é, essencialmente, ATITUDE. Querer vender faz muita diferença no trabalho. Atitude positiva, metas desafiadoras e trabalhar com determinação para suplantá-las. Marca registrada sua: Vender 40% acima dos demais vendedores, ou da média do mercado.

Colocar a mão na massa. Aproveitar aqueles intervalos de pouco movimento para executar algumas tarefas burocráticas, mas necessárias. Atualizar-se sobre a posição do estoque, a fim de saber as opções que pode oferecer. Rever suas argumentações, descobrir novos benefícios dos produtos/serviços e imaginar saídas para possíveis controversas.

Na verdade, o profissional do Século XXI não vende. Negocia, estimula e viabiliza o negócio. Não empurra produtos como faziam seus colegas do passado. Vibra com a oportunidade de poder prestar serviços profissionais para os clientes concretizarem seus sonhos.  O fechamento é certo e conseqüência natural da inteligência comercial que pratica.

As habilidades do executivo de sucesso

sábado, dezembro 12th, 2009

Foto: Shutterstock

Os mercados globalizados estão alterando significativamente a maneira como os executivos lideram os negócios. Dados do Yale Center of Study of Globalization demonstram em 1970, apenas 7 mil companhias atuavam em mercados fora de seu próprio território; em 1990, este número passou para 30 mil e em 2003, chegou a marca de 63 mil, sem considerar as mais de 800 mil subsidiárias e afiliadas das empresas analisadas.

O aumento exponencial das fronteiras das empresas exige a transformação de seus líderes. Fica premente a necessidade de se reinventar, aprendendo a conjugar o binômio transformar para continuar no jogo. Diariamente é preciso fazer o exercício de se perguntar o que é necessário fazer de novo e diferente para sobreviver e se antecipar às constantes alterações. Num mercado que traz a cada dia novos elementos e desafios, a sensação é da necessidade de “matar 5 leões por dia”. Para tal, é necessário desafiar continuamente suas próprias fortalezas.

Hoje o ambiente de negócios é mais complexo e cada vez menos previsível. Diante desse novo paradigma, encontramos líderes que não foram preparados para operar nesse contexto. Foram educados e treinados a concentrar sua atenção em poucas prioridades, enquanto a necessidade atual é a habilidade de realizar várias tarefas simultaneamente. Também, muitos desconsideram dimensões globais e a necessidade de compreender culturas distintas para se sobressair.

Diferente da nova geração, onde a lei é “fazer tudo ao mesmo tempo”, uma grande parcela dos executivos se perde no mar de novas demandas e acaba por apresentar resultados aquém do esperado. Como então atingir a performance excepcional diante do volume exponencial de desafios e prioridades?

No passado, as prioridades eram a organização, o planejamento e o foco no resultado. Hoje, embora esta última permaneça na agenda dos executivos mais valorizados, as outras estão em segundo plano. Passam a ser críticas as competências mais estratégicas: gerenciar a inovação, empatia/entender e influenciar pessoas, saber dizer não (sorrindo!) e manter equipes de alta performance motivadas.

Uma das chaves está em investir no próprio autoconhecimento como primeiro passo para impulsionar o desenvolvimento pessoal, e conseqüentemente o profissional. Executivos precisam aprender a desenvolver novas competências que envolvem questões nunca antes pensadas para sua agenda: serem efetivamente exemplos/modelos para os seus liderados, e com transparência nunca antes vista. Hoje dependendo de como os executivos e empresários reagem às pressões, passam a ser criticados fortemente.

Claro que há competências mais fáceis de serem identificadas e desenvolvidas, e outras mais complexas. As operacionais se enquadram no primeiro grupo, enquanto as chamadas “soft skills”, características interpessoais, como a habilidade de resolver conflitos, conviver em ambientes desconhecidos e lidar com a diversidade, estão dentre as mais difíceis.No passado, as prioridades eram a organização, o planejamento e o foco no resultado. Hoje, embora esta última permaneça na agenda dos executivos mais valorizados, as outras estão em segundo plano. Passam a ser críticas as competências mais estratégicas: gerenciar a inovação, empatia/entender e influenciar pessoas, saber dizer não (sorrindo!) e manter equipes de alta performance motivadas.

Para as mais complexas, vivências são as melhores catalisadoras do processo de desenvolvimento – participar de um processo de gestão de mudança, por um processo de fusão ou aquisição, ou, ainda, passar por um processo de expatriação para um país com realidade muito diferente da que se está acostumado. Neste último se vive uma nova e desafiante realidade cultural que precisa ser administrada, ao mesmo tempo em que é vital gerar resultados extraordinários, e tudo isso em um contexto diferente do que o executivo está habituado.

O executivo deve centrar seus esforços no desenvolvimento das habilidades estratégicas. Essas competências serão um diferencial claro no futuro. Ser capaz de “criar o novo e o diferente”, aprender com as próprias experiências e conseguir aplicá-las em contextos desconhecidos, bem como compreender genuinamente o ponto de vista do outro são algumas das competências essenciais dos executivos de alto nível cada vez mais cobiçados.

* Sérgio Averbach é Presidente da Korn/Ferry International na América do Sul, e Rodrigo Araújo é Sócio-Diretor Sênior responsável pela Especialização em Ciências da Vida e Saúde

Onde você se encontra na pirâmide?

sexta-feira, novembro 27th, 2009

Não é uma escalada fácil. Demanda competência, muito esforço e grande força de vontade. São os mesmo fatores necessários para se vencer na vida pessoal e na carreira profissional. O desafio de subir a pirâmide me fez refletir sobre uma questão desconcertante: “Por que há tantos executivos frustrados com suas carreiras?”

Para explicar o fenômeno, tenho recorrido à analogia de duas outras pirâmides. A primeira é a Pirâmide de Necessidades de Maslow, tese elaborada pelo psicólogo e professor do MIT, Abraham Maslow (1908 – 1970), onde ele cita que um ser humano deve atender em boa parte certa necessidade para, então, passar a uma outra hierarquicamente superior.

Na base da Pirâmide de Maslow, encontra-se a maioria da população - preocupada em atender suas necessidades fisiológicas: comer, respirar, dormir etc. Acima, encontramos uma parcela menor, já preocupada com sua segurança, dentro de uma perspectiva individualista.

Subindo na pirâmide, há outros seres humanos focados na ascensão social ou na necessidade de pertencer a grupos diferenciados. E afunilando mais ainda, temos uma parcela menor de pessoas preocupadas com a estima ou admiração dos outros.

Maslow identificou nesse nível um outro grau de estima mais elevado, a auto-estima: a própria pessoa se admira, se gosta e goza de independência, que define como o direito de ser quem você é. E, por último, no topo da pirâmide, encontra-se uma pequeníssima parcela da população (o autor cita que representa menos de 2%) que atingiu a auto-realização, ou seja, seu pleno potencial – pessoas como Cristo, Buda, Gandhi, Tómas de Aquino e alguns outros.

Tomando emprestada a pirâmide de Maslow, elaborei, após muitos anos lidando com executivos e profissionais, uma tese que denominei de “Pirâmide de Realização no Trabalho”. Ou como alguns amigos chamam: Pirâmide do Wong.

Na base dessa pirâmide, equivalente à nossa necessidade fisiológica, está o emprego, que possibilita obter os recursos ou um salário para comermos e assim sobrevivermos. Mas sabemos que um emprego não nos dá segurança; procuramos então adquirir uma profissão, a de engenheiro, advogado, administrador, professor etc.

Com um diploma, a pessoa não se contenta em ser um profissional raso; quer progredir, ascender, pertencer a grupos ou hierarquias diferenciadas. Ou seja, almeja uma ascensão profissional e tenta esta escalada no mundo corporativo por meio de uma carreira.

Em meus anos como headhunter e consultor empresarial, tenho percebido uma crescente frustração com a carreira no meio executivo. Por quê? Se almeja uma promoção e não a consegue, você fica frustrado. Caso a consiga, está preparando sua próxima eventual frustração, pois vai querer mais uma outra promoção. Para quem não sabe, a palavra carreira  deriva-se expressão latina “via carrera”. Na prática, isso significa a via ou o caminho das carroças e carretas.

Não é uma boa definição? A pessoa entra nos trilhos e não consegue sair mais daquela via. Podemos dizer que ficou “bitolada”.

Se emprego não é a solução, nem profissão e tampouco a carreira, qual é a saída que lhe dará a auto-estima, a realização e a liberdade? Esta palavra, meu caro leitor, é a vocação, que também vem do latim e significa “sua voz interior”, “seu chamado”. Para aqueles que encontram sua verdadeira vocação através do auto-conhecimento, o universo celebra e conspira a seu favor.

Por fim, chegamos ao topo da pirâmide, onde meu cume encontra com o de Maslow. Denominei de “Missão”, palavra que provém do verbo latim “mittere”, “enviar”.

Um missionário é uma pessoa enviada para pregar a palavra, assim como um míssil é um artefato enviado para atingir determinado alvo. Por certo, fomos todos enviados aqui à Terra para cumprir nossa missão, que é fazer esse mundo melhor do que o encontramos. Mas, infelizmente, são raras as pessoas ou líderes no mundo corporativo que transcenderam a história e o tempo e deixaram suas marcas perenemente.

Muitos indivíduos estão agarrados ao seu emprego, ficam na base da pirâmide. Alguns demasiadamente preocupados com a sua profissão, que por vez pode até ter sido mal escolhida. Outros estão bitolados e frustrados com sua trajetória profissional. Dê uma chance a si próprio e dê ouvido à sua voz interna: a sua vocação. Só você tem acesso a ela e mais ninguém.

Vendo as pirâmides de Teotihuacán, que sobrevivem a todas as intempéries por séculos e séculos, tenho certeza que os líderes da época as ergueram motivados por sua vocação e por uma missão. E nos dão uma lição valiosa: aqueles que encontrarem sua verdadeira vocação deixarão um rico legado para posterioridade.

Resta saber agora, leitor, onde você se encontra na pirâmide. Você está usando suas competências, esforços e força de vontade para escalá-la?

Por Robert Wong (autor dos livros “O Sucesso Está no Equilíbrio” e “Super Dicas para Conquistar um Ótimo Emprego” e um dos palestrantes mais inspiradores e requisitados do mercado)

Líderes devem agir como verdadeiros maestros

segunda-feira, novembro 2nd, 2009

equipe feliz

Uma empresa que não possui uma boa gestão tem chances de ficar estagnada, sem um desenvolvimento que possa lhe trazer evolução e novos ganhos. Isso é decorrente da competitividade em que o mercado atual se encontra, obrigando cada corporação a oferecer um diferencial. E esta busca vai ser definida, principalmente, através dos líderes e da boa gestão com o grupo em procurar projetos inovadores e resultados surpreendentes.

O palestrante e coach estratégico Alexander Baer compara que os líderes nas empresas devem se postar como regentes de uma orquestra. “Para que uma orquestra faça uma boa apresentação, atendendo as expectativas da platéia, é preciso que o maestro e os músicos estejam preparados, motivados e em sintonia. Nas empresas, a relação entre os líderes e os funcionários/colaboradores também deve ser assim. Dessa forma, é possível realizar um trabalho realmente diferenciado, que evidencie a organização no mercado”.

Alexandre lembra que essa postura já é pensada a mais de dez anos. “Em 1998, Peter Drucker, um dos maiores gurus da Administração, já dizia que no século 21 as empresas seriam como orquestras”. Alexander Baer afirma ainda que o ‘líder maestro’ é uma característica muito importante do meio empresarial. “Esse perfil refere-se à liderança responsável por cuidar de competências, habilidades e atitudes no comando e gestão de pessoas, que pode ajudar os empreendedores a mensurar sua efetividade no exercício desta liderança” afirma.

César Souza, um dos maiores experts brasileiros em desenvolvimento de líderes e presidente da Empreenda (empresa de consultoria em Estratégia, Marketing e Recursos Humanos), acredita que o papel do líder está em motivar a equipe em todos os momentos. “A principal arma para motivar uma equipe é oferecer uma causa, uma bandeira para as pessoas sentirem que fazem parte de algo relevante, enobrecedor, que dê significado as suas vidas. Algo que transcenda o dia a dia, as metas, o resultado, que transcende o ‘job description’. As pessoas querem algo maior que bater metas, querem algo para sentir orgulho”, explica.

César Souza fala, ainda, que é essencial o líder construir com sua equipe uma ‘causa’, em vez de apenas ficar cobrando metas. O consultor ressalta as principais virtudes dos bons lideres. “As principais características dos líderes são perseverança, determinação, iniciativa, proatividade, criatividade, capacidade de articular parcerias, inspirar valores, foco, generosidade e saber dar reconhecimento e celebrar vitorias da equipe.

Assim, em todos os momentos, as empresas que tenham ‘líderes maestros’, têm verdadeiras oportunidades de criarem e mostrarem seus diferenciais no mercado para encantamento do cliente/platéia.

Inércia profissional: Agir ou não agir, eis a questão…

segunda-feira, outubro 26th, 2009

servicesVocê é aquela pessoa que percebe a sua carreira como responsabilidade exclusiva da empresa? Acredita que sua ascensão é uma questão de sorte (estar no lugar e na hora certa)? Ou assume a responsabilidade pelo seu plano de carreira e investe no seu crescimento por conta própria?

De acordo com o Coach Carlos Cruz, especialista em gestão e desenvolvimento, saber responder a essas perguntas é refletir no seu futuro profissional.

O Coach explica que “no passado quanto mais tempo você trabalhava na mesma instituição, mais era remunerado e com maiores possibilidades de ascensão funcional: as empresas eram responsáveis pela carreira dos seus empregados”.

“Atualmente, as coisas mudaram e não há espaço para a inércia profissional. Quem compete no mercado de trabalho tem que investir mais na própria formação, aprender a negociar seu talento com maior desenvoltura e assumir total responsabilidade pelo seu plano de carreira, independentemente da empresa em que trabalha”, conclui.

Para Arlindo Felipe Jr, diretor executivo do Grupo Soma, o profissional para sair da inércia precisa analisar os motivos da própria imobilidade e, em seguida, investir decisivamente em treinamento, palestras, atualização profissional, mudança de área, sempre com planejamentos. “O desenvolvimento ou não profissional depende única e exclusivamente de cada um”, relata.

Para isso, a dica é primeiro identificar suas qualidades profissionais, depois saber se elas estão sendo bem aproveitadas no emprego atual, e a partir daí, avaliar se pode crescer na função, ou se precisa mudar de função ou mudar de emprego,usando o planejamento e investindo sempre na melhoria das qualificações profissionais.

Aprenda os passos com Arlindo Felipe Jr. para começar essa mudança a partir de agora:

1º passo: Identificar qual a sua principal vocação, existem ferramentas, profissionais e consultorias para auxiliá-los nesse quesito, feito isso o profissional saberá em quais áreas ou campo de atuação ele poderá ter mais êxito ou sua vocação melhor canalizada.

2º passo: Realizar planejamento para atingir determinada posição ou função na carreira desejada.

3º passo: Fazer apontamento do andamento de sua carreira para eventuais correções, etc.

4º passo: Fazer benchmarking com profissionais mais experientes, pois certos ensinamentos não estão nos livros e nem em cursos, somente na experiência e maturidade que somente o tempo traz.

Muitos fatores podem estar atrapalhando você para avançar sua carreira profissional. Busque estratégias e se dedique no que faz para que a inércia e o comodismo não dominem o seu empenho profissional.