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terça-feira, janeiro 19th, 2010

“Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustăo.
Doze meses dăo para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovaçăo e tudo começa outra vez,
com outro número e outra vontade de acreditar,
que daqui para diante vai ser diferente.”
(Carlos Drummond de Andrade)

Agora que você já fez a famosa contagem regressiva, bebeu champanhe, cumprimentou amigos e familiares, fez ótimas refeições e dormiu bastante, bem-vindo de volta ao cotidiano.

Para algumas pessoas, não passou de um dia como outro qualquer, uma passeadinha a mais do ponteiro nos relógios, exceção feita a uma mesa mais farta e ao final de semana prolongado.

Todavia, prefiro seguir Drummond, aproveitando a magia do momento para refletir sobre os últimos doze meses, repensar sobre os objetivos e metas traçadas, e recomeçar a luta e a caminhada.

Em Administração, utilizamos um expediente importado lá do Oriente, mais precisamente do Japão pós-guerra, chamado de “5 S”. Este nome provém de cinco palavras japonesas iniciadas pela letra “s”: Seiri, Seiton, Seisou, Seiketsu e Shitsuke.

Os cinco sensos constituem um sistema fundamental para harmonizar os subsistemas produtivo-pessoal-comportamental, constituindo-se na base para uma rotina diária eficiente.

Praticar os 5S significa:

- Seiri (senso de utilização): separar as coisas necessárias das desnecessárias;
- Seiton (senso de organização): ordenar e identificar as coisas, facilitando encontrá-las quando desejado;
- Seisou (senso de zelo): criar e manter um ambiente físico agradável;
- Seiketsu (senso de higiene): cuidar da saúde física, mental e emocional de forma preventiva;
- Shitsuke (senso de disciplina): manter os resultados obtidos através da repetição e da prática.

A aplicação dos 5S numa empresa deve ser efetuada com critérios, inclusive com supervisão técnica dependendo do porte da companhia. Mas meu convite, neste instante, é para você praticar os 5S em sua vida pessoal.

Assim, que tal aproveitar estes primeiros dias do ano para fazer uma pequena revolução pessoal?

Aplique Seiri em sua casa e em escritório. Nos armários, nas gavetas, nas escrivaninhas. Tenha o senso de utilização presente em sua mente. Se lhe ocorrer a frase: “Acho que um dia vou precisar disto…”, descarte o objeto em questão, pois você não o utilizará. Pode ser uma roupa que você ganhou de presente ou comprou por impulso e nunca a vestiu, por não lhe agradar o suficiente, mas que acalentará o frio de uma pessoa carente.

Podem ser livros antigos, hoje hospedeiros do pó, que contribuirão com a educação de uma criança ou um jovem universitário. Seja seletivo. Elimine papéis que apenas ocupam espaço em seus arquivos, incluindo revistas e jornais que você acredita estar colecionando. Organize sua geladeira e sua despensa – você ficará impressionado com o número de itens com prazo de validade expirado.Na próxima fase, passe ao Seiton. Separe itens por categorias, enumerando-os e etiquetando-os se adequado for. Agrupe suas roupas obedecendo a um critério pertinente a você, como por exemplo, dividir vestimentas para uso no lar, daquelas destinadas para trabalhar, de outras utilizadas para sair a lazer. Organize seus livros por gênero (romance, ficção, técnico etc.) e em ordem de relevância e interesse na leitura. Separe seus documentos pessoais e profissionais em pastas suspensas, uma para cada assunto (água, luz, telefone…).  Estes procedimentos lhe revelarão o que você tem e atuarão como “economizadores de tempo” quando da busca por um objeto ou informação.

Com o Seisou, você estará promovendo a harmonia em seu ambiente. Mais do que a limpeza, talvez seja o momento para efetuar pequenas mudanças de layout: alterar a posição de alguns móveis, colocar um xaxim na parede, melhorar a iluminação.

Agora, basta aplicar os últimos dois sensos já mencionados, o Seiketsu, que corresponde aos cuidados com seu corpo (sono reparador, alimentação balanceada e exercícios físicos), sua mente (equilíbrio entre trabalho, família e lazer) e seu espírito (cultive a fé) e o Shitsuke, tão simples quanto fundamental, e que significa controlar e manter as conquistas realizadas.

Faça isso e eu desafio você a ter pela frente doze longos e prósperos meses!

Tom Coelho

Realidade

quinta-feira, novembro 19th, 2009

O título desse post é realidade porque, bem… Segundo a Wikipédia, realidade (do latim realitas isto é, “coisa”) significa em uso comum “tudo o que existe”. Em seu sentido mais livre, o termo inclui tudo o que é, seja ou não perceptível, acessível ou entendido pela ciência, filosofia ou qualquer outro sistema de análise.

Realidade significa a propriedade do que é real. Aquilo que é, que existe. O atributo do existente.

No meu entendimento, a realidade de cada um é fruto e depende de suas crenças e atitudes. O mais comum é se analisar esse assunto abordando a questão do pensamento positivo, imagens mentais otimistas e congêneres. Será que só isso é suficiente para formatar a nossa realidade?

Independente de crenças religiosas ou pessoais, acredito que todos já passamos por alguma experiência que não tenhamos percebido ou tido a capacidade compreender totalmente o porquê dessa situação. Normalmente quando ela é positiva, agradecemos a seja lá o que for, nos sentimos ótimos e cheios de energia. Mas quando temos certezas que somos merecedores por sermos bons pais, filhos, irmãos, profissionais, cidadãos e mais uma série de bons predicados e as coisas simplesmente não acontecem? E quando acontecem com pessoas que nitidamente não merecem? E quando a experiência é negativa e nos sentimos os maiores injustiçados do planeta?

Bem, só posso falar por mim. A única atitude, o único posicionamento diante da realidade desses momentos é: respirar fundo, pensar no hoje e dar algum jeito de não perder a confiança em si e no seu potencial. Por experiência própria sei que algumas situações que encarei imediatamente como ruins na verdade permitiram avanços e que na maioria das vezes, a situação mudava para melhor.

E o que isso tem a ver com a realidade? Bem, eu acredito que tenha mais a ver com o fato da nossa realidade não depender 100% de nós, como muita gente prega hoje em dia. Nossa percepção da vida e da realidade é muito limitada e com isso só nos restam duas coisas a fazer: confiar e fazer o nosso melhor, sempre.

Ontem já foi, hoje podemos agir e sermos o melhor que pudermos ser, amanhã ainda não chegou. Faça seu melhor, viva um dia de cada vez e se mantenha em constante movimentação. Ah, Tiago, mas e o resto?

O resto é o resto e a respeito dele não há nada que você possa fazer.

Você é resistente emocionalmente?

segunda-feira, outubro 19th, 2009

Certa vez Bill Gates disse que a única coisa que ele ficava triste com relação ao futuro dos seus filhos, era que ele não podia deixar de herança uma infância pobre para eles

Por que será que o homem mais rico do mundo faz uma declaração dessas? Porque ele sabe que quem foi pobre conhece uma coisa básica na vida: Os problemas não matam! E isso é uma enorme vantagem competitiva.

Adversidade

Quem já foi atingido por uma adversidade extrema sabe que nunca mais será o mesmo. Por exemplo, que perdeu um ente querido, passou por uma enchente que levou tudo, um acidente, uma falência empresarial ou nos relacionamentos. Alguns se tornam amargos e tristes outros ressurgem mais fortes e melhores. As crises podem nos transformar em vítimas ou em valentes sobreviventes.

Dificuldade

Todo mundo passa por dificuldades. A maneira como reagimos às dificuldades e como lidamos com elas é que faz a diferença. Em maior ou menor escala, estamos sujeitos a mudanças inesperadas, rupturas, surpresas e às dores da vida. Podemos lidar com elas com flexibilidade ou com tensão. A escolha é nossa. Isso é ter Resiliência !

Eu quero uma pra viver

Esse termo que quer dizer a capacidade de reverter uma situação, de usar a força contrária de um evento a seu favor, de recuperar – se de diante de quedas, uma força interna para se restabelecer de pequenos ou grandes reveses. é um termo que vem sendo usado com freqüência nas empresas.

Minha história

Quero compartilhar a minha caminhada desde o vilarejo que nasci até a construção do meu conhecimento. Meus pais professavam uma fé religiosa extremamente rígida, calcada no fundamentalismo protestante, e nós, os filhos, fomos criados tendo essa arraigada convicção como pano de fundo. Sou o sexto filho de uma família de dez irmãos que viviam com um salário mínimo, como colonos em uma fazenda, situada próxima a um vilarejo chamado Monte Carlo, no oeste catarinense. Na década de 1960, a região tinha pouco mais de 50 famílias, sobrevivendo da extração do pinheiro araucária em torno de uma serraria.

Uma história comum, igual à de milhões de brasileiros, pois o Brasil era um país agrícola que se urbanizou após a década de 60 do século XX, e todo mundo ficou com um pé na roça e outro na cidade. Fomos educados dentro dos estreitos limites dessa rigidez de visão e sob mão forte. Foi à maneira que meus pais encontraram para criar dez filhos, como, aliás, era costume na época. Além dessa vida difícil, árdua, trabalhosa, exigindo ingentes esforços, outro fantasma rondava teimosamente à minha volta, assustador, temível: a minha inibição natural, uma timidez renitente. Um legado do tipo de orientação familiar a que fora submetido e dos rigores da casa religiosa que freqüentava. Assim, fui moldado como um tipo acanhado, voltado para mim mesmo, fechado como uma ostra aprisionada dentro da concha.

Minha decisão

Diante de tudo resolvi que deveria escrever minha história pelas minhas próprias mãos. Do limão fiz uma limonada, da pobreza fiz a mola propulsora para construir uma biografia que eu pudesse me orgulhar dela . Isto é para ilustrar que nós seremos o que decidirmos ser.

E você?

O que o mercado mais quer é profissionais que tenham resistência a frustrações, musculatura emocional para lidar com os reveses do mercado. O que vens fazendo para lidar com as frustrações em sua carreira e sua vida ?

Jamil Albuquerque é Terapeuta Comportamental, Urbanista, Economista, Administrador de Empresas, Pós graduado em Marketing, Escritor, especialista em Gerenciamento de cidades e Psicolingüística pela Fundação Napoleon Hill Tecnology (EUA).