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Oportunidades de negócio: basta saber procurar

segunda-feira, dezembro 7th, 2009

É muito comum nas conversas com empresários, clientes e amigos, a reclamação de que existem poucos negócios para muitos concorrentes no setor de TI. No entanto, algumas experiências recentes têm apontado para o fato de que existem nichos ainda mal explorados.

Isso fica evidente na qualidade dos serviços prestados por empresas que usam a tecnologia como plataforma operacional. Gostaria de usar um exemplo, velho conhecido nosso: o táxi. As cooperativas de táxi vêm crescendo em quantidade e porte o que não se traduz, necessariamente, numa melhora significativa dos serviços.

Nesta semana, usei um táxi de uma cooperativa, cujo motorista comentava um sem-número de dificuldades operacionais, desde o sistema que gerencia as agendas até a comunicação precária com a central.

Ele comentava como isso vem impactando a satisfação dos clientes corporativos, levando à perda de contratos importantes.

Muito provavelmente, o cálculo do custo de oportunidade justificaria investimentos adicionais em infraestrutura e sistemas de informação por parte da cooperativa, contudo, poucos fornecedores se dedicam a desenvolver este tipo de estudo. E, assim, o problema continua sem solução.

Costumo perguntar aos empresários quanto é investido em projetos cujo ciclo de venda é mais longo, e poucos se declaram atraídos por esse tipo de oportunidade. Assim, se instala outro ciclo, o ciclo vicioso, onde os vendedores, com baixos salários, só pensam na comissão do fim do mês, dedicando seu tempo a negócios de baixíssimo valor agregado.

E este ciclo vicioso pode contaminar a organização que, da mesma forma, passa a gerir seu pipeline com visão de curto prazo, o que se traduz em margens mais baixas e lucratividade medíocre. Imagine isso numa estrutura cara, com técnicos também caros e cada vez mais ociosos.

Não existe nenhum problema intrínseco ao modelo de vendas de baixo valor agregado ou de volume, só que é fundamental que a empresa defina seu negócio baseado nisso, em outras palavras, alto giro e custo operacional baixo.

Mas, se o modelo da revenda for de valor agregado, é preciso que toda a organização reflita isso, inclusive os salários da equipe de vendas onde as pessoas devem ter fôlego financeiro suficiente para que o ciclo de vendas se complete. Além disso, treinamento, equipamentos e técnicos de alto nível também são chave para o sucesso do negócio.

O know-how de vendas consultivas é também essencial, desde a capacidade de elaborar estudos de viabilidade técnico-financeira que possa justificar os investimentos dos clientes, até a capacidade de realmente aportar valor aos clientes, trazendo alternativas inteligentes.

Encerro este texto convicto de uma excelente notícia para aquelas revendas com perfil de valor agregado e com um modelo claro de atuação: ainda existe muito mercado potencial e poucos players realmente com capacidade de entrega. E menos players, ainda, com visão de qualidade e perfil inovador… Portanto, saibam procurar estas oportunidades… E aproveitem!

por Gustavo de Martini*

Realidade

quinta-feira, novembro 19th, 2009

O título desse post é realidade porque, bem… Segundo a Wikipédia, realidade (do latim realitas isto é, “coisa”) significa em uso comum “tudo o que existe”. Em seu sentido mais livre, o termo inclui tudo o que é, seja ou não perceptível, acessível ou entendido pela ciência, filosofia ou qualquer outro sistema de análise.

Realidade significa a propriedade do que é real. Aquilo que é, que existe. O atributo do existente.

No meu entendimento, a realidade de cada um é fruto e depende de suas crenças e atitudes. O mais comum é se analisar esse assunto abordando a questão do pensamento positivo, imagens mentais otimistas e congêneres. Será que só isso é suficiente para formatar a nossa realidade?

Independente de crenças religiosas ou pessoais, acredito que todos já passamos por alguma experiência que não tenhamos percebido ou tido a capacidade compreender totalmente o porquê dessa situação. Normalmente quando ela é positiva, agradecemos a seja lá o que for, nos sentimos ótimos e cheios de energia. Mas quando temos certezas que somos merecedores por sermos bons pais, filhos, irmãos, profissionais, cidadãos e mais uma série de bons predicados e as coisas simplesmente não acontecem? E quando acontecem com pessoas que nitidamente não merecem? E quando a experiência é negativa e nos sentimos os maiores injustiçados do planeta?

Bem, só posso falar por mim. A única atitude, o único posicionamento diante da realidade desses momentos é: respirar fundo, pensar no hoje e dar algum jeito de não perder a confiança em si e no seu potencial. Por experiência própria sei que algumas situações que encarei imediatamente como ruins na verdade permitiram avanços e que na maioria das vezes, a situação mudava para melhor.

E o que isso tem a ver com a realidade? Bem, eu acredito que tenha mais a ver com o fato da nossa realidade não depender 100% de nós, como muita gente prega hoje em dia. Nossa percepção da vida e da realidade é muito limitada e com isso só nos restam duas coisas a fazer: confiar e fazer o nosso melhor, sempre.

Ontem já foi, hoje podemos agir e sermos o melhor que pudermos ser, amanhã ainda não chegou. Faça seu melhor, viva um dia de cada vez e se mantenha em constante movimentação. Ah, Tiago, mas e o resto?

O resto é o resto e a respeito dele não há nada que você possa fazer.

Vender mais – o segredo está muito perto

quinta-feira, outubro 22nd, 2009

sabemos que altos salários não são suficientes para que todos estejam comprometidos e vestindo a mesma camisa

É significativo o fato de algumas empresas ainda não terem percebido que o seu diferencial está nas pessoas.

Instalações físicas, mobiliário e preços dos produtos, de uma maneira geral, seguem as tendências do mercado que, assim como a operação, são semelhantes em todo o canal.

Descobrir o motivo pelo qual algumas têm maior sucesso que outras é fundamental para que possamos conhecer as nossas falhas e os pontos de entrave em nosso desenvolvimento comercial.

Em todos os segmentos encontramos empresas similares, geograficamente próximas e com uma participação diferente no mercado. Algumas têm uma atuação tão expressiva, que simplesmente ofuscam suas vizinhas concorrentes e, se desviarmos os olhos para nossa própria atuação, certamente encontraremos algumas respostas dignas de reflexão.

Um dos primeiros itens que observo quando presto uma consultoria é o clima existente na empresa. Não é incomum a disputa interna e não a disputa pelo mercado. Recentemente, em um trabalho de reorganização de uma área comercial, a atividade principal foi colocar toda a equipe somando forças, em lugar do boicote generalizado que havia, não só entre o pessoal de vendas como também entre as diversas áreas entre si. Algumas vezes isto é o resultado de métodos anacrônicos de motivação ou despreparo dos gestores em lidar com pessoas.

Neste caso real, a empresa paga, em média, os melhores salários do setor, porém já há muito sabemos que altos salários não são suficientes para que todos estejam comprometidos e vestindo a mesma camisa. O nível salarial não está entre os principais itens na tarefa de reter talentos, porém pequenos gestos de reconhecimento são os alicerces necessários para todos os processos motivacionais.

Nas pequenas e médias empresas, que lutam diariamente para ocupar um lugar no mercado, alguns pontos devem ser observados, mas frequentemente são deixados para um segundo plano, ou por desconhecimento, ou por necessidade de atender outros itens que aparentemente exigem atenção imediata, deixando de tomar ações que colaborariam para uma operação menos conflitante e mais eficaz.

Normalmente, nesse tipo de empresa, os gestores não colocam como meta urgente o estabelecimento da qualidade de vida no trabalho, além de não avaliar corretamente as relações entre capital e trabalho.

Assim como no esporte, todas as equipes da empresa necessitam de muito treinamento e entrosamento e o RH tem função estratégica, fazendo com que a pessoa certa esteja na função certa e fazendo tudo certo e com ações que façam parte de um plano estratégico maior que deve ser muito bem elaborado, principalmente neste período pós crise, onde as oportunidades de alavancar crescimento e implantar novos projetos estão bem presentes.

*Cleyson Dellcorso Clayson Dellcorso é consultor e escreve mensalmente no Reseller Web | Cleyson Dellcorso – cleyson@dellcorso.com.br

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