Motivação P, M e G – Recuperando o Astral em Momentos Difíceis

Economias, empresas e carreiras sempre estarão sujeitas a altos e baixos, surpresas agradáveis e desastres, sucessos e fracassos.

E quanto maior o baque ou a incerteza , maior a necessidade de se recorrer a emoções positivas para dar conta do recado.

Falo da motivação – a ferramenta emocional mais importante para garantir o sucesso das empresas e carreiras. Como mantê-la nos piores momentos, e assim evitar ser derrubado pelos golpes?

Longe de mim criar uma fórmula – as emoções humanas são muito complexas para tal. A intenção é compartilhar um conceito que criei e que vêm ajudando pessoas e empresas a atuar construtivamente.

Imagine três tamanhos para a motivação: o P, o M e o G. Isso mesmo, pequeno, médio e grande.

A motivação pequena se origina nos pequenos prazeres: uma conversa no cafezinho, um elogio, uma tarefa encerrada.

Metas, promoções e projetos geram motivações médias. Eles até podem parecer suficientemente grandes antes de acontecerem, mas tendem a perder o peso emocional quando atingidas.

A grande motivação está atrelada ao sonho de vida e às contribuições que podemos dar ao planeta.

Quando os fatores externos são desfavoráveis, a motivação de tamanho médio é a mais abalada: é mais difícil atingir objetivos pessoais e profissionais e muitos deles precisam ser repensados. Além do mais, ampliam-se as possibilidades de golpes duros como demissões e perdas financeiras.

Infelizmente, quando é difícil atingir a motivação média, as pessoas tendem a se esquecer da pequena e do grande. Justamente quando ela se torna mais importante.

Minha atuação nas empresas leva ao seguinte:

Investir na motivação P – dedicar mais atenção às pequenas alegrias do dia a dia que continuam acontecendo, como o sorriso dos filhos e à busca de novos prazeres, como a leitura de um bom livro .

Tenho observado que quando uma empresa está com problemas, líderes e equipes abandonam a motivação P. Por exemplo, deixam de fazer elogios, de bater papo no cafezinho, de considerar idéias. Cuidado! Além da perda das próprias idéias, as pessoas perdem componentes de um alimento motivacional fundamental neste momento.

Reforçar a motivação G – mesmo quem tiver que adiar seu sonho, não deve abandoná-lo. Este é a situação na qual a crise pode se tornar oportunidade e as dificuldades se transformam em atalhos

Meu trabalho, portanto tem sido não só reconstruir visões, mas adapta-las ao momento e fortalece-las .

É também o momento para que se pense construtivamente nos problemas que o planeta enfrenta e nas soluções a serem encontradas. Assim, é hora de alinhar a missão da empresa com a sustentabilidade .

Diminuir o apego à motivação M – é possível que as coisas não estejam mesmo tão bem em determinadas épocas da vida. Hora de rediscutir projetos e negociar metas. Sem drama.

O passo seguinte é o planos de ações que cada empresa, equipe e pessoa deve realizar para administrar os três tamanhos da motivação. Dessa vez, sob medida.

* Gisela Kassoy – Especialista em Criatividade e Inovação, realiza seminários e palestras e coordena grupos e programas de idéias.

Tags:

Leave a Reply