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Como fazer amigos e influenciar pessoas

quinta-feira, outubro 29th, 2009

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O livro “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas” foi lançado em 1937 pelo escritor americano Dale Carnegie, palestrante especialista em relacionamentos pessoais. Já havia visto este livro em livrarias anteriormente, mas nunca me chamou a atenção, primeiro pelo título “Auto-Ajuda”, e segundo pela capa pouco atraente e antiquada.

No entanto, nos últimos meses vi diversas referências ao livro em blogs e podcasts, citando-o como leitura obrigatória para a vida pessoal e profissional. Inclusive o David Maister disse que se tratava do “melhor livro de negócios já escrito”. Resolvi então encarar o livro, e não me arrependi nem um segundo desta atitude.

O livro realmente tem um ar “ultrapassado”. Não só a parte gráfica, mas também vários textos que usam um linguajar da época e referências a empresas e pessoas que eram importantes no momento. Para o leitor, é importante não criar uma resistência nesta situação, já que o conteúdo é completamente aplicável no dia a dia.

A maior parte das sugestões de Carnegie são óbvias. No entanto, é exatamente no óbvio que costumamos pecar. Passando por tudo o que o autor recomenda, certamente você verá que não pratica vários princípios de relacionamento pessoal.

Importante também é não somente entender os conceitos, mas usá-los em seu dia a dia. Cada ponto tem aplicação direta em todos seus relacionamentos pessoais e profissionais, e a prática levará à facilidade no trato com as pessoas e abertura de oportunidades.

Segue a lista de sugestões de Carnegie, lembrando que isto de forma alguma substitui a leitura do livro. A verdadeira compreensão dos conceitos somente será obtida com as explicações detalhadas e diversos exemplos publicados.

Técnicas para Lidar com as Pessoas

- Não critique, não condene, não se queixe
- Aprecie honesta e sinceramente
- Desperte um forte desejo na outra pessoa

Seis Maneiras de Fazer As Pessoas Gostarem de Você

- Torne-se verdadeiramente interessado na outra pessoa
- Sorria
- Lembre-se que o nome de uma pessoa é para ela o som mais doce e importante que existe em qualquer idioma
- Seja um bom ouvinte. Incentive as pessoas a falarem sobre elas mesmas
- Fale de coisas que interessem à outra pessoa
- Faça a outra pessoa sentir-se importante e faça-o com sinceridade

Como Conquistar as Pessoas a Pensarem de seu Modo

- A única maneira de ganhar uma discussão é evitando-a
- Respeite a opinião dos outros, nunca diga: “Você está enganado”
- Se estiver errado, reconheça o seu erro rápida e enfaticamente
- Comece de maneira amigável
- Consiga que a outra pessoa diga “sim, sim” imediatamente
- Deixe a outra pessoa falar durante boa parte da conversa
- Deixe que a outra pessoa sinta que idéia é dela
- Procure honestamente ver as coisas do ponto de vista da outra pessoa
- Seja receptivo às idéias e desejos da outra pessoa
- Apele para os mais nobres motivos
- Dramatize as suas idéias
- Lance, com tato, um desafio

Princípios de Liderança

- Comece com um elogio ou uma apreciação sincera
- Chame a atenção para os erros das pessoas de maneira indireta
- Fale sobre os seus erros antes de criticar os das outras pessoas
- Faça perguntas ao invés de dar ordens diretas
- Permita que a pessoa salve o seu próprio prestígio
- Elogie o menor progresso e elogie todo o progresso. Seja sincero na sua apreciação e pródigo no seu elogio
- Proporcione à outra pessoa uma boa reputação para ela zelar

A equação da qualidade

quinta-feira, abril 9th, 2009

Em outro artigo escrevi a seguinte equação, denominada equação da qualidade, como sendo S = R – E, onde a mesma representa a satisfação do cliente S como sendo a diferença entre o resultado obtido R e a expectativa inicial E. Agora, vamos agora explorar um pouco mais sobre a mesma.
Inicialmente, vamos analisar os seus resultados possíveis para a mesma. De forma simples, caso o resultado obtido pelo cliente seja maior do que a expectativa que ele tinha então teremos S positivo, ou seja, o cliente estará satisfeito. Se o resultado for inferior à expectativa obteremos S negativo ou insatisfação. E se o resultado for igual à expectativa então S será igual a zero, não gerando satisfação ou insatisfação. Matematicamente essa seria a interpretação mais lógica, porém temos muito mais o que estudar sobre esta equação.
Um primeiro ponto é que não podemos simplificar o significado de cada termo. A satisfação do cliente depende da percepção do grau no qual suas necessidades foram atendidas, assim a forma como cada um se sente satisfeito em relação a um produto ou serviço sofrerá variações de acordo com suas experiências, gostos e estilo de vida. Por exemplo, quem sempre utilizou os serviços públicos de saúde e sabe que tem que acordar de madrugada, enfrentar uma fila para tentar receber uma senha e ser atendido depois de dois meses ficará nem um pouco satisfeito se este prazo for reduzido para 15 dias. Porém, a pessoa que paga por um serviço de assistência médica privado não ficará nem um pouco satisfeita se tiver que esperar este tempo para um atendimento. Desta forma não podemos nos iludir crendo que conseguiremos sempre a máxima satisfação dos clientes. O grande desafio é proporcionar satisfação agregando valor a eles.
Também não se pode achar que quando o resultado é igual à expectativa o cliente não ficará satisfeito nem insatisfeito, pois neste caso o que temos é a indiferença, ou seja, não conseguimos deixar nossa marca no cliente. Assim ele poderá adquirir tanto os nossos produtos ou serviços quanto o do concorrente. Desta maneira não podemos ter jogos de ganho zero, ou se tem um cliente satisfeito ou corre-se o risco de perdê-lo.
Emanuel de Lima

O profissional certo no lugar certo.

quarta-feira, novembro 26th, 2008

Complementando meu post de ontem, segue uma entrevista muito interessante com a psicóloga Rachel Esteves da Cruz, que é consultora de Gestão de Mudanças na Sonda ProcWork, empresa líder brasileira em serviços de consultoria e integração de soluções de TI.

Como o final de ano é uma época propícia pra se iniciar a busca por recolocação, acredito que quanto mais informações tivermos sobre o assunto, melhor. Espero que o conteúdo seja útil.

A insatisfação no trabalho pode ser um sinal de que seu tempo lá acabou. Basta saber se foi você quem procurou por isso ou se a sua carreira está seguindo um curso natural de evolução.

Sentir que o seu dia-a-dia no trabalho virou uma rotina é relativamente comum, acontece com todo mundo. Todos vivem aquelas fases mornas, quando parece não haver nada novo nas atividades e um trabalho que não é operacional acaba passando essa sensação. A questão é: isso é uma fase ou virou a sua realidade no trabalho?
Muitos podem ser os sinais de que já não é mais para você fazer aquilo que está fazendo. Só é importante perceber se foi você mesmo quem deu origem a essa situação por meio de desempenho abaixo do esperado ou se você não tem mesmo o perfil daquela empresa ou mesmo do setor no qual trabalha.
A psicóloga Rachel Esteves da Cruz é consultora de Gestão de Mudanças na Sonda ProcWork, empresa líder brasileira em serviços de consultoria e integração de soluções de TI. Ela mesma diz já ter vivido situações parecidas em empregos anteriores. Rachel faz uma análise de suas experiências e do que observa no mundo dos Recursos Humanos, principalmente na área de tecnologia, e afirma que identificação com o negócio da empresa é fundamental para que o funcionário se sinta motivado.

Veja aqui umas perguntas que a consultora responde para dar um norte àqueles que se encontram nesse momento de questionamento:

É importante o profissional se identificar com o negócio da empresa? Por que?
Sim. É importante que isso aconteça, pois, assim, o profissional terá mais prazer ao desenvolver suas atividades e, além disso, buscará mais conhecimentos, se especializará mais no negócio da empresa. Isso fará com que o mesmo realize um trabalho de qualidade e se desenvolva lá dentro.
Esperar promoções ou outro tipo de reconhecimento: existe um tempo máximo de espera? Se em alguns anos isso nunca aconteceu, é sinal de desempenho ruim?
Depende muito de cada empresa. Mas, geralmente, se em dois anos nada acontecer pode ser um sinal de alerta. Mas, não necessariamente é um sinal de desempenho ruim, pode ser falta de marketing pessoal, ausência de uma estratégia da empresa para o desenvolvimento de carreira de cada profissional, além de questões pessoais com as lideranças, entre outras variáveis.
Qual é a importância de ser chamado para projetos e reuniões importantes?
É importante, pois, além de ter acesso a informações importantes para a empresa, o profissional tem a oportunidade de expor as suas opiniões e os seus conhecimentos nos assuntos discutidos nesses eventos.
Se o chefe implicou com o colaborador uma época e agora não o faz mais, é necessariamente um sinal positivo?
Pode ser um sinal positivo, caso o colaborador realmente tenha melhorado o seu desempenho em relação às questões apontadas anteriormente pelo seu chefe, ou se o mesmo resolveu “pegar no pé” de outra pessoa. Mas pode ser também um sinal de que o líder desistiu desse colaborador e não se interessa mais em desenvolvê-lo. Nesse caso, há muitas variáveis, e o ideal é ter uma conversa franca com o líder, para perceber o que realmente está acontecendo.
Quais são os sinais mais evidentes de que aquele emprego ou função já “deu o que tinha que dar” para o profissional?
Primeiramente, se o profissional não vislumbra mais oportunidades de desenvolvimento profissional nem de novos aprendizados. Além disso, se o profissional está constantemente insatisfeito, estressado, sentindo-se injustiçado e sobrecarregado, também podem ser grandes indícios de que o profissional precisa buscar novas oportunidades.