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Como fazer amigos e influenciar pessoas

quinta-feira, outubro 29th, 2009

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O livro “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas” foi lançado em 1937 pelo escritor americano Dale Carnegie, palestrante especialista em relacionamentos pessoais. Já havia visto este livro em livrarias anteriormente, mas nunca me chamou a atenção, primeiro pelo título “Auto-Ajuda”, e segundo pela capa pouco atraente e antiquada.

No entanto, nos últimos meses vi diversas referências ao livro em blogs e podcasts, citando-o como leitura obrigatória para a vida pessoal e profissional. Inclusive o David Maister disse que se tratava do “melhor livro de negócios já escrito”. Resolvi então encarar o livro, e não me arrependi nem um segundo desta atitude.

O livro realmente tem um ar “ultrapassado”. Não só a parte gráfica, mas também vários textos que usam um linguajar da época e referências a empresas e pessoas que eram importantes no momento. Para o leitor, é importante não criar uma resistência nesta situação, já que o conteúdo é completamente aplicável no dia a dia.

A maior parte das sugestões de Carnegie são óbvias. No entanto, é exatamente no óbvio que costumamos pecar. Passando por tudo o que o autor recomenda, certamente você verá que não pratica vários princípios de relacionamento pessoal.

Importante também é não somente entender os conceitos, mas usá-los em seu dia a dia. Cada ponto tem aplicação direta em todos seus relacionamentos pessoais e profissionais, e a prática levará à facilidade no trato com as pessoas e abertura de oportunidades.

Segue a lista de sugestões de Carnegie, lembrando que isto de forma alguma substitui a leitura do livro. A verdadeira compreensão dos conceitos somente será obtida com as explicações detalhadas e diversos exemplos publicados.

Técnicas para Lidar com as Pessoas

- Não critique, não condene, não se queixe
- Aprecie honesta e sinceramente
- Desperte um forte desejo na outra pessoa

Seis Maneiras de Fazer As Pessoas Gostarem de Você

- Torne-se verdadeiramente interessado na outra pessoa
- Sorria
- Lembre-se que o nome de uma pessoa é para ela o som mais doce e importante que existe em qualquer idioma
- Seja um bom ouvinte. Incentive as pessoas a falarem sobre elas mesmas
- Fale de coisas que interessem à outra pessoa
- Faça a outra pessoa sentir-se importante e faça-o com sinceridade

Como Conquistar as Pessoas a Pensarem de seu Modo

- A única maneira de ganhar uma discussão é evitando-a
- Respeite a opinião dos outros, nunca diga: “Você está enganado”
- Se estiver errado, reconheça o seu erro rápida e enfaticamente
- Comece de maneira amigável
- Consiga que a outra pessoa diga “sim, sim” imediatamente
- Deixe a outra pessoa falar durante boa parte da conversa
- Deixe que a outra pessoa sinta que idéia é dela
- Procure honestamente ver as coisas do ponto de vista da outra pessoa
- Seja receptivo às idéias e desejos da outra pessoa
- Apele para os mais nobres motivos
- Dramatize as suas idéias
- Lance, com tato, um desafio

Princípios de Liderança

- Comece com um elogio ou uma apreciação sincera
- Chame a atenção para os erros das pessoas de maneira indireta
- Fale sobre os seus erros antes de criticar os das outras pessoas
- Faça perguntas ao invés de dar ordens diretas
- Permita que a pessoa salve o seu próprio prestígio
- Elogie o menor progresso e elogie todo o progresso. Seja sincero na sua apreciação e pródigo no seu elogio
- Proporcione à outra pessoa uma boa reputação para ela zelar

Inércia profissional: Agir ou não agir, eis a questão…

segunda-feira, outubro 26th, 2009

servicesVocê é aquela pessoa que percebe a sua carreira como responsabilidade exclusiva da empresa? Acredita que sua ascensão é uma questão de sorte (estar no lugar e na hora certa)? Ou assume a responsabilidade pelo seu plano de carreira e investe no seu crescimento por conta própria?

De acordo com o Coach Carlos Cruz, especialista em gestão e desenvolvimento, saber responder a essas perguntas é refletir no seu futuro profissional.

O Coach explica que “no passado quanto mais tempo você trabalhava na mesma instituição, mais era remunerado e com maiores possibilidades de ascensão funcional: as empresas eram responsáveis pela carreira dos seus empregados”.

“Atualmente, as coisas mudaram e não há espaço para a inércia profissional. Quem compete no mercado de trabalho tem que investir mais na própria formação, aprender a negociar seu talento com maior desenvoltura e assumir total responsabilidade pelo seu plano de carreira, independentemente da empresa em que trabalha”, conclui.

Para Arlindo Felipe Jr, diretor executivo do Grupo Soma, o profissional para sair da inércia precisa analisar os motivos da própria imobilidade e, em seguida, investir decisivamente em treinamento, palestras, atualização profissional, mudança de área, sempre com planejamentos. “O desenvolvimento ou não profissional depende única e exclusivamente de cada um”, relata.

Para isso, a dica é primeiro identificar suas qualidades profissionais, depois saber se elas estão sendo bem aproveitadas no emprego atual, e a partir daí, avaliar se pode crescer na função, ou se precisa mudar de função ou mudar de emprego,usando o planejamento e investindo sempre na melhoria das qualificações profissionais.

Aprenda os passos com Arlindo Felipe Jr. para começar essa mudança a partir de agora:

1º passo: Identificar qual a sua principal vocação, existem ferramentas, profissionais e consultorias para auxiliá-los nesse quesito, feito isso o profissional saberá em quais áreas ou campo de atuação ele poderá ter mais êxito ou sua vocação melhor canalizada.

2º passo: Realizar planejamento para atingir determinada posição ou função na carreira desejada.

3º passo: Fazer apontamento do andamento de sua carreira para eventuais correções, etc.

4º passo: Fazer benchmarking com profissionais mais experientes, pois certos ensinamentos não estão nos livros e nem em cursos, somente na experiência e maturidade que somente o tempo traz.

Muitos fatores podem estar atrapalhando você para avançar sua carreira profissional. Busque estratégias e se dedique no que faz para que a inércia e o comodismo não dominem o seu empenho profissional.

Ética profissional é condição de empregabilidade

terça-feira, setembro 22nd, 2009


Competência, que tanto buscamos, pode ser defi nida como a capacidade de entregar os resultados desejados com a menor utilização de recursos, incluindo, entre esses, o tempo. Possuir competência é a condição para competir, para manter-se no jogo dos negócios, vivo no mercado de trabalho.

Já diziam, enfáticos, nossos avós: “Quem não tem competência não se estabelece!”. Esse assunto ganhou status de método a partir dos estudos de David McClelland nos anos 70, e nas organizações adotou-se universalmente a fórmula do CHA (Conhecimento, Habilidade e Atitude), ou, como preferem alguns, Saber, Poder e Querer. Considerando que essa equação é um produto, se um dos três for nulo, o resultado fi nal será competência zero. Mas o tempo passa e os conceitos vão sendo aprimorados. Na competência 2.0 deste século, o CHA vira CHAVE. E a chave da competência ampliada é o acréscimo de duas letras, dois conceitos e duas preocupações.

O “V” representa Valores. Em uma sociedade que se diz digna, preocupada com o social e responsável com o futuro, não temos como não incluir uma lista de valores na análise da qualidade dos resultados alcançados. De que adianta produzir sem sustentabilidade, competir sem ética e conquistar sem moral? Assim como atualmente dizemos que só será líder aquele que liderar para o bem e só será competente aquele que produzir sem ferir a ética, o interesse de todos. Um profi ssional competente sem valores deixa de ser competente.

E o “E” da CHAVE significa Entorno, o ambiente onde a competência encontra as condições para ser exercida. Esse é o único elemento que está mais fora do que dentro do indivíduo. O cirurgião não opera sem o centro cirúrgico, sem a anestesia e o bisturi. O executivo precisa da estratégia, dos recursos, da equipe.

Eis a grande responsabilidade das organizações: formar pessoas competentes e fornecer-lhes o cenário para que atuem. Essa visão ampliada de competência coloca ordem na casa do mundo moderno e abre espaço para a construção de um futuro em que os resultados não serão obtidos a qualquer custo. Só assim poderemos dizer aos nossos netos: “Quem não tem competência não se enobrece!”.

De que adianta competir sem ética?
Eugenio Mussak é professor do MBA da FIA e consultor da Sapiens Sapiens. eugenio@ssdi.com.br

Resiliência no Trabalho – Uma Questão de Atitude

sexta-feira, maio 22nd, 2009

De acordo com a pesquisa realizada pela ISMA-BR, 70% dos brasileiros sofrem as conseqüências do stress. Destes, 30% são vítimas da Síndrome de Burnout, um termo psicológico que descreve o estado de exaustão prolongada e diminuição de interesse, especialmente em relação ao trabalho.

O termo burnout descreve principalmente a sensação de exaustão da pessoa acometida.
Estudos também mostram que algumas pessoas passam pelo mesmo processo de pressão e adversidade no ambiente de trabalho, mas não entram no estado de estresse ou burnout, suportando a pressão mantendo-se equilibradas, isto é, sem quebras emocionais. Estas pessoas são chamadas de resilientes, pois possuem atitudes diferenciadas em relação às adversidades no trabalho ou na vida pessoal.

Resiliência é uma palavra que vem latim RESILIO, que significa “voltar ao normal”. O conceito foi criado em 1807 pelo cientista inglês Thomas Young, que fazia estudos sobre a elasticidade dos materiais. Mais tarde, a resiliência foi incorporada pela física como a capacidade que certos materiais têm de acumular energia quando submetidos a um esforço e, cessado o esforço, retornar ao seu estado natural sem sofrer deformações permanentes. É o que acontece com uma vara no salto em altura: quando o atleta toma impulso para saltar, a vara se curva, acumula energia, projeta o atleta sobre o obstáculo e depois retorna ao seu estado normal.

Nas últimas décadas do século 20, o termo resiliência foi abraçado pela psicologia, para denominar a capacidade que certas pessoas têm de sofrer fortes pressões ou situações de grande estresse e não quebrar emocionalmente. Na verdade estas pessoas se fortalecem neste processo, “acumulando energia” para assim como a vara do salto em altura, projetar-se para resolver as adversidades que estão passando.

O iatista Lars Grael é um exemplo de uma pessoa resiliente. No auge da sua carreira repleta de conquistas, teve sua perna decepada pela hélice de um barco, em um trágico acidente em 1999. Anos depois voltou a competir e ganhar medalhas. “O erro das pessoas, em geral é se voltar para trás”, disse Grael certa vez. “Se eu fosse comparar minha vida anterior com a que levo hoje, com certeza teria entrado em depressão. Mas não adianta olharmos para trás. Temos que lidar com o aqui e agora. Poderia ter sido pior, e tenho a obrigação de me sentir no lucro”.

Ser resiliente é uma questão de atitude, isto é, entrar em ação para solução das pressões e adversidades cotidianas. O profissional resiliênte não permite entrar na sintonia do medo e da tristeza, sentimentos estes que paralisam a pessoa impossibilitando a retomada para a ação. Não permitem também experimentar a energia da raiva, pois a raiva descontrolada apenas busca culpados em relação ao que se passa.
O profissional resiliente primeiramente questiona o que deve ser feito para solucionar este problema, investigando várias opções, utilizando a sua flexibilidade e criatividade para sair do momento adverso. Concluído este processo ele entra em ação, pois agora ele tem a tal da MOTIVAÇÃO, isto é, motivos (adquirido no processo de pesquisa) para entrar em ação e fazer o que tiver que ser feito para minimizar ou até mesmo sair da adversidade.

Ser humano em potencial

quinta-feira, maio 7th, 2009

Imaginemos um oceano, com todo seu potencial de energia, com toda sua beleza, com todo seu poder, com toda sua grandeza. O Universo é o oceano e nós somos as ondas que surgem com extrema beleza, algumas vezes de forma mais branda e outras de forma mais violenta.

Quando estamos em períodos corridos da vida é assim que nos vemos e acabamos por esquecer de algo essencial: nós não somos as ondas, somos o oceano. Esta percepção nos traz paz, força e a verdadeira noção do nosso potencial.

Enquanto estamos presos ao conceito de que somos as ondas, ficamos por conta das circunstâncias, explodindo de acordo com os fatos que acontecem ao nosso redor.

Em meu trabalho, eu lido com diversas pessoas que me buscam atordoadas porque sentem que estão literalmente explodindo, não produzem mais como antes, estão infelizes em diversas áreas da vida e vão percebendo que este processo está se tornando um ciclo. Elas formam um sistema de realimentação contínua e a menos que possamos interromper este ciclo este sistema se perpetua. E como interromper este ciclo?
Com a percepção de que somos o oceano, podemos começar a controlar as ondas, podemos exercer de forma consciente o controle de nossas vidas, organizando, priorizando, estabelecendo metas, encontrando paz interior. Sem o equilíbrio necessário, passamos por cima de nós mesmos e de nossas vidas como tratores desgovernados.

Não estamos mais na era industrial quando o ser humano era visto como máquina, hoje é fundamental atingir um bom nível de realização pessoal e profissional para que cada um possa viver sua vida de forma plena, utilizando o máximo de seu potencial.

Atingir o máximo de seu potencial não pode ser considerado apenas uma regra, onde as pessoas decidem que darão o melhor de si, trabalham até a exaustão e no final sentem-se culpadas porque não conseguiram alcançar o famoso estado de “Excelência” tão falado hoje em dia. Tentar atingir a Excelência desta maneira é uma receita infalível para dar início ao ciclo que citamos acima.

Atingir o máximo de seu potencial é algo muito mais profundo e que tem origem no bem estar, na vida organizada e equilibrada e no entendimento de que este potencial realmente existe. Afinal, somos o oceano. Quer maior potencial que este?

Muitos ainda afirmam que não tem tempo para cuidar de si, não entendem que se trata de um investimento, isto é, que há retorno no tempo empregado e que ao cuidarem de si entrarão num nível de sinergia. Terão melhores resultados com menor esforço e maior satisfação.

Não desenvolveram a percepção de que o potencial, de que as qualidades, de que os recursos vêm de dentro de cada um e que se neste nível interior estiver tudo desorganizado não conseguiremos encontrar o que procuramos. Então, começamos a remendar, a tampar os buracos na tentativa de não permitir que nossa estrutura desmorone. Vamos ao médico para tomar energizantes, anti estressantes, remédio para dor no estomago, para insônia e desta forma, continuamos a alimentar o processo que gera o ciclo destrutivo de nossas realizações.

Não somos feitos de rocha, é momento de voltarmos a nossa atenção para nós mesmos, de investirmos em nós, de crescermos em amor próprio, lembrando que amor próprio não é egoísmo nem pena de si mesmo, mas pensar em si mesmo com amor, compreensão, tolerância e aceitação. Assim, seremos capazes de perceber e fazer uso de todo potencial que existe dentro de cada um de nós. Somos ilimitados e podemos nos surpreender com nossa capacidade de ação diante da vida.

Leia Ola

Para descontrair…

quarta-feira, fevereiro 18th, 2009

O Porteiro do Prostíbulo
(autor desconhecido)

Não havia no povoado pior ofício do que ‘porteiro do prostíbulo’. Mas que outra coisa poderia fazer aquele homem? O fato é que nunca tinha aprendido a ler nem escrever, não tinha nenhuma outra atividade ou ofício. Um dia, entrou como gerente do prostíbulo um jovem cheio de idéias, criativo e empreendedor, que decidiu modernizar o estabelecimento.
Fez mudanças e chamou os funcionários para as novas instruções.

Ao porteiro disse: – A partir de hoje, o Senhor, além de ficar na portaria, vai preparar um relatório semanal onde registrará a quantidade de pessoas que entram e seus comentários e reclamações sobre os serviços.

- Eu adoraria fazer isso, Senhor – balbuciou – mas eu não sei ler nem escrever!

- Ah! Quanto eu sinto! Mas se é assim, já não poderá seguir trabalhando aqui.

- Mas Senhor, não pode me despedir, eu trabalhei nisto a minha vida inteira, não sei fazer outra coisa.

- Olhe, eu compreendo, mas não posso fazer nada pelo Senhor. Vamos dar-lhe uma boa indenização e espero que encontre algo que fazer. Eu sinto muito e que tenha sorte.

Sem mais nem menos, deu meia volta e foi embora. O porteiro sentiu como se o mundo desmoronasse.

Que fazer? Lembrou que no prostíbulo, quando quebrava alguma cadeira ou mesa, ele a arrumava, com cuidado e carinho. Pensou que esta poderia ser uma boa ocupação até conseguir um emprego.. Mas só contava com alguns pregos enferrujados e um alicate mal conservado. Usaria o dinheiro da indenização para comprar uma caixa de ferramentas completa.

Como o povoado não tinha casa de ferragens, deveria viajar dois dias em uma mula para ir ao povoado mais próximo para realizar a compra. E assim o fez.

No seu regresso, um vizinho bateu à sua porta:

- Venho perguntar se você tem um martelo para me emprestar.

- Sim, acabo de comprá-lo, mas eu preciso dele para trabalhar… já que….

- Bom, mas eu o devolverei amanhã bem cedo.

- Se é assim, está bom.

Na manhã seguinte, como havia prometido, o vizinho bateu à porta e disse:

- Olha, eu ainda preciso do martelo. Porque você não o vende para mim?

- Não, eu preciso dele para trabalhar e além do mais, a casa de ferragens mais próxima está a dois dias mula de viagem.

- Façamos um trato – disse o vizinho. Eu pagarei os dias de ida e volta mais o preço do martelo, já que você está sem trabalho no momento. Que lhe parece?

Realmente, isto lhe daria trabalho por mais dois dias. Aceitou. Voltou a montar na sua mula e viajou. No seu regresso, outro vizinho o esperava na porta de sua casa.

- Olá, vizinho. Você vendeu um martelo a nosso amigo. Eu necessito de algumas ferramentas, estou disposto a pagar-lhe seus dias de viagem, mais um pequeno lucro para que você as compre para mim, pois não disponho de tempo para viajar para fazer compras. Que lhe parece?

O ex-porteiro abriu sua caixa de ferramentas e seu vizinho escolheu um alicate, uma chave de fenda, um martelo e uma talhadeira. Pagou e foi embora. E nosso amigo guardou as palavras que escutara: ‘não disponho de tempo para viajar para fazer compras’. Se isto fosse certo, muita gente poderia necessitar que ele viajasse para trazer as ferramentas.

Na viagem seguinte, arriscou um pouco mais de dinheiro trazendo mais ferramentas do que as que havia vendido. De fato, poderia economizar algum tempo em viagens. A notícia começou a se espalhar pelo povoado e muitos, querendo economizar a viajem, faziam encomendas. Agora, como vendedor de ferramentas, uma vez por semana viajava e trazia o que precisavam seus clientes. Com o tempo, alugou um galpão para estocar as ferramentas e alguns meses depois, comprou uma vitrine e um balcão e transformou o galpão na primeira loja de ferragens do povoado.

Todos estavam contentes e compravam dele. Já não viajava; os fabricantes lhe enviavam seus pedidos. Ele era um bom cliente. Com o tempo, as pessoas dos povoados vizinhos preferiam comprar na sua loja de ferragens, do que gastar dias em viagens.

Um dia ele lembrou de um amigo seu que era torneiro e ferreiro e pensou que este poderia fabricar as cabeças dos martelos. E logo, por que não, as chaves de fendas, os alicates, as talhadeiras, etc. E após foram os pregos e os parafusos… Em poucos anos, nosso amigo se transformou, com seu trabalho, em um rico e próspero fabricante de ferramentas.

Um dia decidiu doar uma escola ao povoado. Nela, além de ler e escrever, as crianças aprenderiam algum ofício. No dia da inauguração da escola, o prefeito lhe entregou as chaves da cidade, o abraçou e lhe disse:

-É com grande orgulho e gratidão que lhe pedimos que nos conceda a honra de colocar a sua assinatura na primeira página do Livro de atas desta nova escola.

- A honra seria minha – disse o homem. Seria a coisa que mais me daria prazer, assinar o Livro, mas eu não sei ler nem escrever, sou analfabeto.

-O Senhor?!?! – disse o prefeito sem acreditar. O Senhor construiu um império industrial sem saber ler nem escrever? Estou abismado. Eu pergunto:- O que teria sido do Senhor se soubesse ler e escrever?

- Isso eu posso responder – disse o homem com calma. Se eu soubesse ler e escrever… ainda seria o PORTEIRO DO PUTEIRO!!!

Geralmente as mudanças são vistas como adversidades. As adversidades podem ser bênçãos. As crises estão cheias de oportunidades. Se alguém lhe bloquear a porta, não gaste energia com o confronto, procure as janelas. Lembre-se da sabedoria da água: “A água nunca discute com seus obstáculos, mas os contorna”.

Que a sua vida seja cheia de vitórias, não importa se são grandes ou pequenas, o importante é comemorar cada uma delas.

“Não há comparações entre o que se perde por fracassar e o que se perde por não tentar”.

Faça sua parte! Faça a diferença!

E o mundo será melhor para você e para todos nós !

56 Atitudes infalíveis – Longo, mas vale MUITO a pena.

sexta-feira, fevereiro 13th, 2009

Apesar de engraçado, o desenho ao lado mais se assemelha a uma representação do inferno corporativo.

É o chefe tentando puxar o tapete do colega de equipe; o gerente que quer dar um murro nas fuças da diretora, por não conseguir alinhar com ela as metas para o trimestre; o analista que, observando todo esse caos, não vê a hora de a sexta-feira chegar, para descer a serra rumo à praia; e a assistente que, diante de tudo isso, só pensa em procurar um emprego novo.

Pois é, o desenho é um esboço do que pode vir a ser o seu dia-a-dia este ano. Estamos diante de uma das maiores crises econômicas da história. O impacto dela sobre as empresas ainda é incerto. Já o seu efeito sobre os nervos das pessoas é imediato. “A crise desperta o medo de perder o emprego e isso leva os profissionais a adotar atitudes defensivas”, diz o professor Joel Dutra, coordenador do Programa em Gestão de Pessoas, da Fundação Instituto de Administração, de São Paulo.

Mas não é só isso. Mudaram também as regras do jogo e aumentou a pressão sobre os altos executivos — vice-presidentes e diretores. Isso torna a cobrança maior nos níveis abaixo dos cartolas. As avaliações de desempenho, antes feitas de forma descontraída e até displicente, visto que os resultados eram quase sempre garantidos, agora ficam bem mais sérias. Daqui pra frente, é bom ser muito específico ao justificar uma meta não atingida. Diante desse quadro, os conflitos emergem com mais facilidade. “Perde-se a descontração e o escritório pode virar um barril de pólvora”, diz o professor Joel. Se deixar contaminar pela tensão que está no ar, pode ser uma terrível armadilha para a sua carreira. Por isso, mapeamos as situações mais críticas que podem aparecer nesse cenário em que tudo está de pernas para o ar. A reportagem de Você S/A ouviu 23 executivos, especialistas do mercado, acadêmicos, consultores e headhunters para entender qual o impacto dos fatores externos sobre o ambiente de trabalho e de que forma as pessoas reagem em momentos de incerteza. Cruzamos o resultado dessas entrevistas com as histórias que os internautas nos enviaram ao longo do último mês, relatando como a crise está afetando o cotidiano nas empresas em que eles trabalham. Assim chegamos às 20 situações mais desafiadoras nesse cenário. A partir delas, apresentamos — junto com os especialistas ouvidos pela reportagem — 56 atitudes que farão você atravessar bem este período de incertezas, superando os dramas e saindo ainda mais forte quando a poeira baixar.

As 20 situações mais desafiadoras no escritório:

Chefe estressado, Colega competitivo, Assédio moral, Falta de espaço para dar idéias, Mudanças constantes, Excesso de rigidez, Colega que virou chefe, Promoção frustrada, Politicagem, Excesso de níveis hierárquicos, Chefe ausente, Falta de identificação com a empresa, Excesso de pressão, Inveja no trabalho, Colega folgado, Chefe tirano, Dificuldade de influenciar o chefe, Dificuldade de abordar o chefe, Dificuldade de manter a produtividade e Excesso de individualismo.

1 TROQUE O CHIP MENTAL - Antes da crise começar, você era visto como um talento? Então uma má notícia: o cenário mudou para você também. Aproveite o prestígio, mas avalie o que precisa fazer de diferente para se adaptar à nova realidade. “Em tempo de demissão, fica no emprego quem realmente traz resultados e tem as habilidades que a empresa precisa no momento”, diz Cláudio Garcia, presidente da consultoria DBM, em São Paulo.

2 É TEMPO DE SER POLÍTICO – Fazer política — estabelecer e conduzir relacionamentos dentro da empresa — é fundamental para fortalecer a carreira. Mexa seus pauzinhos, mas com ética. A linha entre a política saudável e a maléfica é tênue. “O que define é a intenção. Você quer adesão à sua ideia ou derrubar a do seu colega?”, diz o consultor José Augusto Minarelli, da Lens & Minarelli.

3 TÁ NERVOSO? CHÁ DE CAMOMILA – Se você está pressionado, pode perder a calma mais depressa. O jeito é aprender a controlar os nervos. “Para crescer, o profissional precisa entender por que reage assim”, diz Adriana Fellipelli, diretora-geral da Fellipelli, consultoria de recursos humanos. Isso exige autoconhecimento. Na hora do conflito, use uma lição prática: não faça nada enquanto estiver irritado. Espere uns minutos, tome um chá de camomila e, quando a fervura baixar, tome uma decisão.

4 MEU CHEFE ADORAVA GRITAR – Rodrigo Drysdale, 46 anos, diretor de marketing da Warner Home Entertainment, trabalhava em uma empresa familiar, em 2001, e respondia a um diretor neurótico. O sujeito tinha o hábito de gritar com todos. “Cansei de ver pessoas chorando. Nos dois anos que passei lá, vi uns 12 gerentes entrar e sair”, lembra. ATITUDE: Para aguentar, Rodrigo não dava ouvidos à histeria e aconselhava o time a fazer o mesmo. Para relaxar, passou a jogar tênis diariamente. E se apegava à certeza de que a situação era provisória.

5 EVITE SEGURAR O ROJÃO SOZINHO - Não assuma, com boa intenção de colaborar, mais responsabilidades do que consegue. Em 2009, isso pode acabar em demissão.

6 TEM QUE NEGOCIAR – Você vai ter que ser bom de negociação esse ano. Por quê? Porque o número de controles internos vai aumentar. E a disposição das pessoas em ajudar vai diminuir. E aí, para fazer as coisas andarem, só com muita conversa. Siga essa dica, que vale para chefes e profissionais de outras áreas da empresa. “Durante a negociação, não se prenda ao passado e mostre ao interlocutor o que ele vai ganhar no futuro com aquela ideia”, aconselha Donald MacNicol, consultor em negociações e professor do Ibmec São Paulo.

7 LUTE PELAS SUAS IDEIAS (DESDE QUE ELAS SEJAM EFICIENTES) – Para conseguir cumprir seus deveres,você vai precisar defender suas ideias. Mas cuidado com as discussões improdutivas. Para ter sucesso num debate, o professor de gestão Robert Sutton, da Universidade Stanford, sugere que o profissional lute pela sua ideia “como se estivesse certo” e ouça o interlocutor “como se estivesse errado”. Faça o dever de casa: estude o assunto antes de abri-lo para o chefe ou colegas de equipe.

8 FAÇA UM CHECK-UP DIÁRIO – 11 perguntas para começar o dia: • Como a crise está impactando o setor em que atuo? • A empresa em que trabalho foi afetada? Como? • Como a empresa em que trabalho está reagindo? • Como a crise afeta meu departamento? • O que o meu chefe espera de mim nesse mês? • As conversas de corredor aumentaram? • Até que ponto dá para confiar nelas? • Como a crise afeta cargos como o meu? • O que eu faço é imprescindível para a organização? • Quais são os critérios de demissão na minha empresa? • Como foi meu desempenho na última avaliação periódica? • Como foi meu desempenho comparado ao de meus pares?

9 RELAXE E MÃOS À OBRA – Quando as notícias sobre demissão começam a pipocar, bate o medo de perder o emprego. Afaste esse fantasma. Pense bem, há quanto tempo você já lida com a falta de estabilidade no trabalho? “O profissional hoje está o tempo inteiro preocupado com a demissão”, diz Carmelina Nickel, da DBM. Ou seja, antes da crise, você já pensava na questão. Agora que o cenário piorou, mantenha a calma. Se você se desesperar, sua produtividade vai cair. E, aí sim, você se tornará um candidato ao corte.

10 CAUTELA ACIMA DE TUDO – Apesar do cenário ruim, você pode receber um convite de emprego. Avalie com cautela redobrada cada proposta. Se a situação na atual empresa estiver insuportável, mude. Agora, se estiver com alguma dúvida, o melhor é esperar. Ninguém sabe, nem os economistas e analistas financeiros, como será o dia de amanhã.

11 INSISTA, SEM SER CHATO – Quando as pessoas estão na defensiva, a primeira reação é rejeitar propostas novas. Portanto, prepare-se para ouvir muitos “nãos”. Para conseguir o que deseja, seja insistente. Tenha tato para saber a hora e a maneira certas de retomar o assunto sem ser chato.

12 SEJA PARTE DA SOLUÇÃO, NÃO DO PROBLEMA – A ordem é cortar gastos. Bater na tecla de que não há despesas que possam ser reduzidas não vai adiantar. Ao fazer isso, você vai parecer do contra e passará a ideia de que não está alinhado com os planos da empresa. “É preciso fazer parte da solução e se mostrar disposto a ajudar no que for preciso”, diz Patrícia Molino, sócia-líder da KPMG, consultoria em gestão de RH.

13 PEGUE LEVE COM O CHEFE – Boa parte dos resultados ruins decorre da falta de clareza na delegação de tarefas. Os chefes não são claros mesmo. Às vezes, eles também não entenderam direito o que quer o chefe deles. A falta de clareza faz parte do processo. Por isso, pergunte, tire dúvidas, desconfie. Isso evitará conflitos e retrabalho.

14 PERGUNTE-SE COMO - Questione no dia-a-dia de sua área como economizar. Como reduzir o desperdício de papel? Dá para adiar investimentos, como? Com que fornecedores posso renegociar valores? E pense em alternativas.

15 NÃO SE PRECIPITE – Sob pressão, as pessoas tendem a agir pior do que em condições normais. Isso vale para chefes e colegas. Evite fazer julgamentos precipitados. Avalie as diferenças na forma como uma pessoa se relaciona com chefes e subordinados — principalmente se ela trata esses últimos com respeito. Quando a poeira baixar, você vai saber separar alhos de bugalhos.

16 DISCORDE, SEM BATER BOCA – Cinco passos para argumentar sem transformar a sala de reunião num ringue: 1. Amarre e relacione suas ideias às metas da empresa. 2. Ofereça sugestões em vez de apenas levantar problemas. 3. Mostre como sua ideia contribui para evitar danos ou superar riscos. 4. Apresente mais de uma opção. 5. Considere as preocupações e medos do interlocutor.

17 PRATIQUE A AUTOMOTIVAÇÃO – Alguns artifícios podem manter a sua motivação em alta. Confira: • Converse com muita gente > A troca de experiências vai ajudá-lo a perceber que as incertezas da crise afetam os outros. É, o problema não é só seu. • Busque o simples > Retome aquelas pequenas coisas, que por vezes ficam de lado, mas que melhoram (e muito!) o astral fora do trabalho. Por exemplo, ir a academia. • Estabeleça pequenas metas > Combine com seu chefe metas informais intermediárias. Cumpri-las vai lhe dar forças para buscar o objetivo principal.

18 EXERCITE O BOM HUMOR – 53% dos profissionais brasileiros de 30 a 39 anos dizem que preferem trabalhar em ambientes divertidos. Veja como agradar o chefe sem escorregar na falta de ética: • Nada de piadas racistas ou apelativas. • Tenha claramente quais brincadeiras são aceitáveis. • Se suas tiradas não fazem sucesso, não force a barra. • Não confunda humor com palhaçada. • Saiba a hora certa de parar.

19 MEÇA AS PALAVRAS – Durante a crise é preciso ter mais sensibilidade para dar opiniões. Você pode ter um estilo pessoal, mas tente variar o jeito de falar conforme o interlocutor. Por exemplo, você acha que um comentário crítico vai colaborar com o trabalho da sua equipe? Antes de fazê-lo, verifique se, no lugar de ajudar, você não criará um transtorno maior. Resumindo: calcule bem os efeitos do que você diz.

20 TINHA MEDO DE DECEPCIONAR DOIS CHEFES – Em seu primeiro dia de trabalho na fabricante de celulares Sony Ericsson, Beni Harari, 27 anos, gerente nacional de trade marketing descobriu que teria duas chefes: uma no Brasil e outra nos Estados Unidos, seguindo a estrutura gerencial da empresa. Fiquei com medo de me complicar com ordens cruzadas”, lembra. ATITUDE: Beni traçou metas semestrais, que revisa periodicamente com as duas chefes. “Assim, sei se estou no caminho certo”, diz. Quando uma tarefa extra aparece, discuto os impactos no meu trabalho com as duas.

21 RESPIRE FUNDO – Sabe aquela promoção que o chefe havia prometido? E aquela bolsa para o MBA? Não se surpreenda se planos desse tipo forem congelados. As empresas estão cortando investimentos novos. “É preciso estar preparado para frustrações, porque elas vão ocorrer com frequência”, diz Patrícia Molino, da KPMG. Encare possíveis adiamentos como algo temporário e baixe as expectativas. Assim, diminuem as chances de você se desmotivar.

22 AGUENTE O TRANCO – A sobrecarga de trabalho é uma das principais reclamações de profissionais e uma fonte permanente de conflitos no trabalho. Neste ano, com demissões e equipes enxutas, a coisa tende a piorar. Para dar conta de tudo, fique atento às prioridades. “Se tentar atender todas as demandas, você não fará nenhuma bem feita”, diz José Augusto Minarelli, presidente da consultoria Lens & Minarelli Associados, de São Paulo. Portanto, organize-se: • liste tarefas e solicitações; • separe o importante do urgente; • comunique os envolvidos; • se um deles chiar — mesmo que seja o chefe —, mostre seus critérios de priorização e a importância disso para o bom desempenho do trabalho.

23 NÃO PISE NA BOLA – Cuide da sua reputação, pois você continuará com ela quando as coisas se normalizarem. Não seja oportunista em negociações, por exemplo. Não confunda disposição para superar a adversidade com uma carga excessiva de agressividade nos relacionamentos. Em outras palavras, não pise na bola.

24 DESCARTE A RÁDIO-PEÃO – Na crise, a fofoca aumenta. Esse é um sério risco à sua produtividade. Tome muito cuidado para não se enrolar com a boataria. Se o assunto for sobre a empresa, a melhor solução é esclarecer com o chefe. Como isso nem sempre é possível , observe o ambiente atentamente e tire suas próprias conclusões. Repercutir fofocas, nem pensar. Além de ser perda de tempo, faz mal à sua imagem. “Aos fofoqueiros não é confiada a liderança de grupos ou participações em projetos estratégicos”, diz Patrícia Molino, da KPMG.

25 PÉ NO ACELERADOR – Aumente o empenho com que realiza suas tarefas. A pressão por resultados é uma realidade no mundo corporativo, mas em momentos como este — com algumas equipes reduzidas, financiamentos mais demorados e regras mais rígidas —, para atingir o mesmo resultado às vezes é preciso de uma dose extra de sacrifício. Encare como uma fase e tenha claro aonde quer chegar (uma promoção, reconhecimento, aprendizado). Assim, fica mais fácil aguentar as dificuldades!

26 USE E ABUSE DO TIME – “Combinar competências é o segredo para conseguir extrair ações inovadoras e diferenciadas das equipes”, diz Henri Vahdat, diretor da área de capital humano da Deloitte. Para identificar competências, siga as seguintes ideias: • tome um café com seus subordinados de vez em quando; • pergunte a cada um que pontos fortes acreditam ter; • delegue e acompanhe a execução; • observe que tarefas são mais adequadas para cada um; • crie situações que possibilitem a integração da equipe.

27 CÉREBRO EM ATIVIDADE – Você vai ouvir essa atitude de outras fontes, mas ela é tão importante que vale ressaltar: seja criativo, pense fora da caixa. “Ficar focado no problema não resolve nada. Sai na frente quem consegue romper a mesmice e buscar alternativas”, diz Patrícia Molino, da KPMG. Faça perguntas e procure fontes alternativas. Veja como seus concorrentes resolveram o mesmo problema. Descubra os exemplos internacionais. Discuta suas ideias com alguém que entenda do assunto e verifique a validade delas.

28 PERDI A OPORTUNIDADE DE SER PROMOVIDO – Danilo Puchetti, 35 anos, gerente de administração de vendas da Ducoco Alimentos, ficou frustrado ao ser preterido para suceder o chefe em seu emprego anterior. “Sentia que estava preparado e acreditava que seria o escolhido”, diz. ATITUDE: Desde o primeiro momento optou por dizer ao novo chefe que queria o cargo, mas que gostaria de ajudá-lo a conduzir o time e o negócio. “Preferi ser transparente, para não causar mal-entendido. Trabalhamos alinhados, ajudei no que foi possível e quando ele foi promovido me indicou para a vaga”, diz Danilo.

29 UM POUCO MENOS DE EMOÇÃO – Em momentos de incerteza, as pessoas estão mais vulneráveis a expor seus sentimentos. Isso traz impactos à racionalidade e, consequentemente, piora a capacidade de decisão. Identifique e separe razão de emoção. Dosar os sentimentos é fundamental para manter-se engajado e produtivo.

30 APRENDA TRABALHANDO – As empresas vão investir menos no desenvolvimento de funcionários este ano. Se você não quer bancar cursos caros agora, aproveite para aprender enquanto trabalha. Segundo dados da Fundação Instituto de Administração (FIA), de São Paulo, 85% do desenvolvimento das pessoas ocorre na prática. Por isso, aceite tarefas desafiadoras, peça ajuda, procure conhecer os dilemas de outras áreas e as soluções que encontraram e encare as situações como inéditas. “Admitir a sua incapacidade para lidar com certas situações é o primeiro passo para aprender”, diz Cláudio Garcia, da consultoria DBM.

31 CAPITALIZE SEU NETWORKING – Na hora da pressão, informações sobre a empresa e o mercado ganham valor. Não espere que seu chefe dê tudo mastigado para você. Diversifique as fontes com gente de fora da empresa. “Você vai agregar visões importantes, que podem virar uma boa moeda de troca”, diz o professor Joel Dutra, coordenador do Programa de Estudos em Gestão de Pessoas, da FIA.

32 O CHEFE TEM O PODER… MAS VOCÊ ESTÁ NO COMANDO – Este ano, por causa da crise econômica, o poder está de volta às mãos das empresas — e dos chefes. Mas, mesmo em desvantagem, você pode avaliar como as companhias em que gostaria de trabalhar se comportam. Elas demitem? Elas se esforçam para reter? Avalie quais, de fato, tratam os funcionários como “o seu maior ativo”.

33 FAÇA SEU TRABALHO APARECER – As empresas buscam (mais do que nunca) eficiência e estão de olho em seus melhores profissionais. É importante que o seu trabalho apareça. Mas cuidado, tem gente que confunde marketing pessoal com exibicionismo. Siga essas dicas para vender seu peixe: • Apresente suas realizações com informações, clareza e objetividade. • Só mostre trabalhos completos, para não causar uma primeira impressão errada. • Comunique-se com o seu chefe. É ele quem precisa estar ciente do seu trabalho. • Coloque-se à disposição para assumir tarefas complexas.

34 ESCOLHA OS MELHORES – A perda de um talento produz efeitos graves. “A saída de um profissional-chave da empresa pode ser onerosa e significar até a perda de negócios importantes”, diz Henri Vahdat, da Deloitte. Se você é gestor, identifique quem são as pessoas imprescindíveis e cuide bem delas.

35 CRIE UMA BLINDAGEM ANTIPESSIMISMO – OK, a crise está aí. Mas não fique pensando exclusivamente nela. Além de tirar a concentração, isso aumenta o pessimismo. “Focar apenas no agora pode criar expectativas ruins e levar os profissionais a tomar atitudes derrotistas e conservadoras”, diz Henri Vahdat, diretor da área de capital humano da Deloitte. A atitude negativa limita seu raciocínio e prejudica seu desempenho. Para manter-se otimista e focado, pense nas perspectivas de médio e longo prazos.

36 SEJA GENTE FINA (COM O COLEGA) – Quando a empresa enfrenta dificuldades, os empregados se tornam mais individualistas e tendem a se fechar mais. Em ambientes que já eram competitivos, isso se traduz em um nível baixíssimo de coleguismo. Rompa esse ciclo. “Um profissional que é visto como alguém disposto a ajudar contribui para o bom clima e tem mais chances de ser promovido a cargos de liderança”, diz Patrícia Molino, sócia-líder da KPMG, consultoria de RH.

37 SEJA GENTE FINA (COM O CHEFE) – “Culturalmente, o chefe é visto como super-herói, sem fraquezas”, diz Cláudio Garcia, presidente da consultoria DBM. Muitas vezes, o próprio líder veste essa camisa. Isso é um erro que o isola dos subordinados. Chefes normalmente receberam pouco treino para comandar equipes. Leve isso em conta no seu relacionamento e procure ajudá-lo a chefiar. “Essa sensibilidade pode estreitar a relação e abrir portas”, aponta Cláudio.

38 SEJA CLARO NO FEEDBACK – O entrosamento das equipes será fundamental para atravessar as turbulências deste ano sem conflitos. Por isso, não espere a avaliação de desempenho para dar e pedir feedback. Faça isso periodicamente. Nas conversas, seja claro e objetivo. Evite os rodeios e as indiretas. “Temos medo de magoar as pessoas com frases incisivas, mas um feedback vai ajudar, por mais duro que ele seja”, diz José Augusto Minarelli, da consultoria Lens & Minarelli Associados.

39 QUANTO MAIS FLEXÍVEL, MELHOR – Acostume-se à ideia de mudar de atividade com frequência dentro da empresa. “A vida corporativa atual está mais focada em projetos do que em rotina.”, diz Henri Vahdat, da consultoria Deloitte. Quem se adapta a um trabalho flexível ganha créditos e cresce.

40 CONCENTRE-SE NO QUE IMPORTA – Aumente a concentração no trabalho. Tudo o que as empresas precisam neste momento é foco. Faça o seguinte: • Descubra as pessoas e assuntos que distraem sua atenção e evite-os. • Identifique os processos que mais consomem tempo. • Busque um bom método de otimização das tarefas. • Evite se envolver em situações que façam você desperdiçar energia, como as fofocas na hora do café ou picuinhas desnecessárias no escritório.

41 MEU CHEFE ME PERSEGUIA – Renata Duarte Conceição de Oliva, 29 anos, coordenadora de relações com investidores da Comgás, viveu o drama de se sentir perseguida por um chefe em seu emprego anterior. “Tive trabalhos cancelados e uma bolsa de estudo sabotada.” ATITUDE: Renata optou por não reagir às provocações. Engolia os desaforos. Quando sentiu que a situação brecava seu crescimento profissional, procurou um novo emprego. Levou dois meses para se recolocar. “Foi um período difícil, mas que me ensinou a lidar com adversidades, além de dar um baita jogo de cintura”

42 ASSUMA SEUS ERROS – 62% dos executivos consideram que o pior defeito de um chefe é não admitir os próprios erros. Superar essa atitude negativa é prova de humildade. Nos momentos de tensão, isso demonstra abertura para aprender e capacidade de negociação.

43 FUJA DA CAÇA ÀS BRUXAS – Evite transformar um erro cometido por um colega em uma caça às bruxas. “É importante tomar cuidado, para não criar um clima de intolerância ao erro”, diz o professor Joel Dutra, coordenador do Programa de Estudos em Gestão de Pessoas, da FIA. Tenha em mente que todos estão na mesma situação e o momento é de cooperar, e não de empurrar a culpa pra frente.

44 ELEJA O SEU GURU – Escolha uma pessoa experiente, de fora da organização, para orientar seus passos e tirar dúvidas de carreira. Periodicamente marque conversas para contar como anda o trabalho e com quais situações você tem mais dificuldade em lidar. O seu guru deve ser alguém que: • Inspire confiança . • Você conheça e admire a trajetória de carreira. • Tenha uma conduta irrepreensível. • Seja acessível.

45 AMPLIE SUA VISÃO ESTRATÉGICA – Muitos profissionais tendem a centralizar tarefas. É uma atitude equivocada de autopreservação. Quem faz isso acha que o controle das situações minimiza riscos e aumenta o poder. Besteira. “Quem se prende às atividades operacionais não gera a oportunidade de participar mais da estratégia”, diz o professor Joel Dutra, da FIA.

46 RESULTADOS JÁ! – Este ano os resultados terão de aparecer rapidamente. De maneira geral, as empresas estão mais preocupadas em salvar o trimestre do que em planejar o futuro. “Elas precisam de profissionais que deem passos curtos e precisos”, diz Elaine Saad, da Right Management. Avalie bem os riscos antes de tomar decisões.

47 MAIS AÇÃO, MENOS RECLAMAÇÃO – “As pessoas tendem a colocar a culpa pelas suas incapacidades nos outros”, diz José Augusto Minarelli, da consultoria Lens & Minarelli Associados. Apesar de ser uma atitude comum, ficar sentado colocando a culpa no chefe, no colega, na empresa ou na crise não vai resolver nada. Coloque-se à disposição para ajudar a resolver os problemas. Aja.

48 É CHATO? EU TOPO – “Em 2009 as tarefas podem não ser desafiadoras, mas é preciso fazer concessões”, diz Patrícia Molino, da KPMG. Traduzindo: prepare-se para aceitar tarefas chatas. E gostar. 49 VÁ DIRETO AO PONTO Seja objetivo. Este ano, ninguém tem tempo a perder e: • pense por que aquela informação interessa ao interlocutor; • liste os pontos mais relevantes; • para cada tópico, estruture começo, meio e ? m para o discurso; • escolha um bom momento para falar; • fale de forma direta e simples; • procure identificar o estilo de comunicação de cada pessoa.

50 FAÇA VALER SUA EMPATIA – Em qualquer situação, antes de reagir, avalie o contexto e imagine o que você faria se estivesse no lugar de seu chefe ou colega. “A empatia está relacionada à maturidade. Quem tem esta habilidade consegue agir com mais segurança”, diz o consultor José Augusto Minarelli.

51 FIQUE DE OLHO NOS EXPERIENTES – 70% dos executivos consideram que a melhor forma de aprendizado é ser treinado por profissionais mais experientes. Enquanto essa crise durar, cole no cara grisalho do departamento. Ele já experimentou — e sobreviveu — a outras crises.

52 SEM BYPASS, PLEASE – A ansiedade para se destacar será grande neste ano. Quando for fazer propaganda de suas realizações, porém, cuidado para não atropelar seu chefe, e já ir direto falar com o diretor sobre o excelente resultado de vendas da sua área. “Muitas vezes, esse buypass é desnecessário. A melhor forma de uma pessoa aparecer não é essa”, diz Elaine Saad, da Right Management.

53 PENSE BEM ANTES DE PEDIR AUMENTO – Você realmente quer pedir aumento no meio da crise? Saiba que, na maioria das vezes, isso vai soar como a mais completa falta de noção. E, se isso ocorrer, seu nome pode ir parar na lista de corte. Então, antes de falar com o chefe, avalie se: …você tem superado as metas e merece ganhar mais; …pode dar mais um tempo com o salário atual; …você está preparado para queimar uma ficha.

54 COM SEGURANÇA, MAS SEM ARROGÂNCIA – Mais do que nunca, você vai precisar confiar no seu taco para tomar decisões e dar opiniões. Mas cuidado: segurança nada tem a ver com arrogância e teimosia. Aparecer como o dono da verdade é péssimo negócio para sua carreira. “Ao desmerecer a opinião alheia, você perde pontos de vista importantes para desempenhar melhor o seu trabalho”, diz o professor Joel Dutra, da Fundação Instituto de Administração (FIA), de São Paulo.

55 EU DISCUTIA DEMAIS – Rogério Cabral, 36 anos, diretor comercial da empresa de previdência privada Previna, acabou com a fama de brigão em seu emprego anterior por insistir em apresentar clientes que estavam fora do perfil da empresa. “A cada cliente negado, eu batia o pé e discutia”, diz. Demorou seis meses para sacar que a cultura da empresa era diferente. A partir daí, reformulou suas atitudes e melhorou seu desempenho. ATITUDE: Antes de apresentar um novo cliente, Rogério passou a caprichar nos relatórios, com argumentos mais consistentes e informações mais completas.

56 ENGAJE-SE – Evite assumir uma atitude individualista. Satisfazer-se apenas em cumprir suas tarefas e assegurar somente o seu bônus são comportamentos que acabam por aliená-lo do que ocorre na empresa. “Demonstre interesse pelo negócio”, sugere Cláudio Garcia, presidente da DBM. Essa atitude vai melhorar sua empregabilidade. “Os profissionais preocupados apenas em segurar o cargo são identificados e logo são mandados embora.”

E Se Eu Fosse Você?

quinta-feira, fevereiro 12th, 2009

Muitos de nós, nunca se fizeram essa pergunta, ou não procuraram se colocar no lugar do outro, utilizando o seu poder da empatia, pois bem, aqui vai uma dica, procure sempre ver os projetos, tarefas, dilemas, problemas, etc., com um olhar critico e analisando todos os lados envolvidos, só assim você poderá tomar as melhores decisões.
As pessoas têm como premissa básica, ver os fatos do seu ponto de vista, será que isso é suficiente no dia-a-dia? A resposta é NÃO.

É necessário dar a oportunidade de entender o pensamento do outro, existe um ditado muito inteligente que diz “Não faça para os outros, aquilo que não gostaria que os outros fizessem para você”.

É grande a quantidade de lideres que no inicio da carreira abominavam certas situações e atitudes que a chefia praticava com eles, porem, agora que chegaram no cargo de liderança, praticam as mesmas posturas, outrora abomináveis, absurdo NÃO?

Se me permitem, vou contar um “Case” que aconteceu comigo no inicio de minha vida profissional:

Iniciei minha carreira como office boy, igual a muitos rapazes na juventude, tinha um chefe, que não contava com os conhecimentos da liderança moderna, por isso, tornava a vida dos seus subordinados, um pouco mais difícil a cada dia, inclusive a minha.

Tinha atitudes que eu olhava e não entendia o porquê daquilo, a que mais me deixava decepcionado com a “EMPRESA”, era quando tinha que ir ao banco retirar talão de cheques, demorava mais ou menos meia hora, pois atravessava todo o centro de Florianópolis para chegar ao local, para minha surpresa, ao chegar na empresa, ele solicitava que eu voltasse ao banco, para tirar um extrato da conta da empresa, detalhe isso poderia ser feito via fax, mas lá ia o boy caminhando até completar a tarefa. Como se não bastasse, se essa situação acontecesse pela manhã, à tarde eu voltaria ao banco com certeza para fazer depósitos.
Agora lhe pergunto, não era mais fácil acumular todas as tarefas e ir apenas uma vez ao banco?

Fazer um planejamento do dia e seguir o roteiro?

Pois é, uma vez eu fui perguntar a ele o porquê daquela situação, a resposta que eu recebi foi: que como eu era apenas um office boy, ele não teria que me dar explicações, conclusão: no outro dia eu pedi demissão.

Não que eu fosse um super talento que a empresa não poderia perder, mas veja, talvez eu pudesse estar aprendendo ou ajudando em outros setores, ao invés de ficar andando pelo centro, acredito que seria mais produtivo e participativo para a empresa, além disso, veja que quando falo em decepção acima, não me refiro ao meu chefe e sim à “EMPRESA”.

Na cabeça de muitos profissionais, todas as atitudes cometidas pela chefia, são encaradas como regra imposta pela empresa, o que não é 100% verdade, porem como o chefe é representante direto da organização, a Cia. tem 100% de culpa em tudo que acontece.

Se esse meu ex-chefe tivesse o poder da empatia e se colocasse em meu lugar, poderia ter a oportunidade de ver que aquela situação só desagregava tanto pra mim quanto para empresa, e que todas as partes só estavam perdendo.

Assim sendo, segui minha vida profissional em busca de uma empresa que fosse organizada e que meu tempo ocioso não fosse preenchido com re-trabalhos, mas sim com novos aprendizados e desafios.

Testemunhei uma vez em uma loja de roupas a gerente dando a seguinte orientação à funcionária, quando não tiver cliente para atender, pegue algumas peças de roupas que estão dobradas no armário, coloque no balcão e comece a dobrar. Isso mesmo que você leu: a roupa já estava dobrada, mas a funcionária recebeu a ordem de bagunçá-la sobre o balcão e voltar a dobrar.

A justificativa era, por que se o dono da loja ver os funcionários parados e não tivesse nada para fazer, ele mandaria embora.

Nossa! Será que não era melhor estimular a funcionária a como aumentar as vendas, inovando e buscando uma maneira de vender ativamente, deixando de ser passiva, esperando o cliente vir até a loja, mas algo que motivasse os compradores em potencial a visitar a empresa?

Às vezes, não entendo a cabeça de alguns lideres que preferem ter colaboradores que trabalham 100% do seu tempo no operacional e não tem espaço para desenvolver habilidades como gestão, inovação, etc. Inovar é sobreviver, prova disso são as constantes alterações na forma de vender de pequenas e grandes empresas.

Se hoje você conseguiu chegar à tão sonhada liderança, procure se lembrar de todas as atitudes que seu chefe tomava e que você não gostava.

Tente também colocar-se no lugar do outro, para que possa entender como tratar as pessoas. Acredito que assim, você terá mais sucesso em sua vida profissional, pense nisso.

A grave doença de sentir-se garantido.

domingo, janeiro 11th, 2009

A ação e o esforço são a confirmação da vida. Parar, acomodar-se e descansar para sempre, não são atributos dos vivos.

Comodismo 1

Uma jornalista perguntou-me qual o maior problema que encontro nas minhas consultorias. Eu respondi: “São as pessoas que aprendem que está tudo bem com o fato de suas empresas não serem a melhor em seu segmento”.

As pessoas se acomodam. Elas se conformam em ser mais-ou-menos. A maior parte das vezes elas são “menos”, mas acreditam que poderão vencer a competitividade do mercado de uma hora para outra, sem causa. Quando eu pergunto “Como?”, elas não sabem explicar. Isso significa que apenas creem. Elas têm fé que as coisas vão mudar. Mas as situações não mudam por si. Tudo requer ação.

Quando mostro que, desse modo, não chegarão onde esperam, elas duvidam.
Essa doença se proliferou ultimamente. O comportamento do consumidor frente ao mercado foi um fenômeno nos últimos anos. A demanda por quase todos os produtos cresceu mês a mês, ano a ano. As vendas simplesmente aconteciam -carros, apartamentos, barcos, roupas, cosméticos, comida, móveis etc. Quase não se requeria atitude para despertar interesse. É natural que se empregue arte, técnica, uma sabedoria de persuasão e encantamento entre a compra e a venda.

Por pouco isso não se extinguiu.

Foi o terremoto da crise econômica que sacudiu o mundo e despertou a necessidade de antigas competências. A noção de esforço para alcançar um objetivo é uma delas. Esse é um dos aspectos positivos da crise, pois o fruto do esforço é o autorrespeito. E quem se respeita não se conforma em ser medíocre e permanecer na mediocridade.

Quem descobre isso não terá maiores problemas. Já sabe que terá que investir energia para realizar planos, manter níveis de negócios, fatias de mercado, clientes, vendas. As pessoas comprarão menos. Mas continuará existindo um bolo para ser dividido. Os tolos verão suas fatias diminuírem por não entenderem que as regras do jogo mudaram.

Comodismo 2

Certa vez fiz um processo de seleção de vendedor para uma companhia. Consegui um candidato que tinha boa experiência e perfil afinado à necessidade. Vestia-se bem, sua comunicação era de bom nível e demonstrava clareza na apresentação da empresa e de produtos. Sua idade estava acima da média.

Seguindo a minha orientação, a empresa contratou-o e confiou-lhe uma região com excelentes
clientes potenciais.

Ele iniciou o trabalho de exploração e, em poucos meses, sua carteira de clientes já era satisfatória. Suas chances de ampliação eram, agora, tão grandes quanto de início, pois o universo a ser explorado era suficiente para fazer muito mais do que no princípio.

Mas um problema apareceu neste momento. O patamar de vendas que ele atingira dava o ganho que almejava para manter-se. Sua família gozava de certa estabilidade financeira: filhos adultos, esposa bem empregada e alguma renda extra. Isso ofuscava a visão de oportunidade e a ambição que ele poderia e deveria ter para prosseguir crescendo.

Apesar de todo o conhecimento que tinha sobre como buscar clientes e realizar vendas, faltava uma componente importante no perfil daquele vendedor. A visão que ele tinha de si mesmo não lhe permitia enxergar nitidamente suas possibilidades. Ele estava acomodado.

O comodismo é uma doença. Quem está vivo não pode se acomodar. Nem parar. A menos que
deseje entregar-se à morte. A atitude que o homem deve requerer de si a cada dia é a busca de novos horizontes. Não é preciso fazê-lo com afobação e desequilíbrio. Ao contrário, é possível caminhar nesse rumo passo a passo, com calma e concentração. Contudo, parar jamais. E independe da idade.

Uma curiosidade advinda do Judaísmo talvez seja uma luz para a melhor compreensão do significado disso. De acordo com os rabinos, se a pessoa tiver uma fortuna que lhe garanta subsistência por muitos anos, ainda assim ela deve fazer algo por seu esforço para conseguir o seu pão diário. Por quê? Porque é o esforço que produz o autorrespeito.

O mundo em que vivemos é chamado na mística Judaica de Mundo das Ações. A interpretação imediata e simples disso é: se você deseja frutos, não os terá enquanto não plantar uma semente e cuidar dela até que chegue o tempo de colhê-los e saboreá-los. Por meio de qualquer outro modo, o fruto será apenas um mero desejo, uma intenção inócua, um sabor imaginário e inútil.

Estamos falando de causa e efeito, ação e reação.

Parar, acomodar-se e descansar para sempre, não são atributos dos vivos. A ação e o esforço são a confirmação da vida.

Abraham Shapiro.

Até onde o inconsciente guia a sua vida pessoal e profissional?

sexta-feira, novembro 28th, 2008

Questões psíquicas, originadas de traumas ou conflitos vivenciados na infância, influenciam diretamente no desempenho de um profissional que, às vezes, trabalha para o seu auto-boicote

Essa é a conclusão do estudioso do comportamento humano Luiz Fernando Garcia, após realizar um trabalho de Psicodinâmica baseado em encontros terapêuticos para mudança de padrão de comportamento com foco em resultados nos negócios. Com a participação de 850 empresários em oito anos, Garcia já soma mais 20 mil horas de atendimento neste tipo de modalidade.

No livro, o especialista ousa a contar histórias verdadeiras conhecidas durante a realização do trabalho e inspira o leitor a pensar em sua própria vida. Afinal, por que uma mulher que sofreu um abuso sexual na infância se torna uma empresária de sucesso? Por que uma menina, filha de uma executiva bem sucedida, que morreu de infarto antes de completar 40 anos, repete o padrão de comportamento e se torna uma alta executiva de uma multinacional? Mas por que essa mesma garota tem dificuldades em liderar membros mais velhos do que ela em sua equipe? Por que uma criança pressionada pela mãe na infância para ter a responsabilidade de cuidar dos irmãos mais novos torna-se um empresário, porém mina uma sociedade de sucesso ao não suportar a relação com o sócio, levando toda a sua carreira por água abaixo? E por que traumas transgeracionais (aqueles que se repetem até quatro gerações de 25 anos) explicam o rompimento de uma história familiar marcada pela presença de homens rudes, orgulhosos e fracassados profissionalmente, após o nascimento de um filho homossexual capaz de se tornar um empresário bem sucedido ao lado de seu companheiro?

O estudo, apresentado no livro “O Inconsciente na sua vida profissional”, recém lançado pela Editora Gente, deixa claro que o passado influencia na maneira como agimos no presente. Baseado em diversos pensadores da Psicologia, passando por David McCleland a Freud, vistos de forma complementar e não individual, Garcia ajuda as pessoas a compreenderem os aspectos que estão ocultos dentro delas para melhorar seus resultados profissionais e pessoais. “O que noto é que muitos dos problemas de comportamento estão ligados a fatos passados mantidos em segredo. E pode estar aí a origem de dificuldades como a falta de flexibilidade de um empresário ou a impossibilidade de estabelecer uma condição real de ajuda mútua dentro de uma família, além de severos problemas psíquicos. Essas dificuldades começam a se manifestar em geral na adolescência e seguem fazendo estragos vida afora”, afirma Garcia.

Muitas dessas feridas se originam naqueles assuntos que não são abordados de modo claro, mas que também não são esquecidos, tornando-se um tabu na família com o passar dos anos. Tais segredos estão, muitas vezes, relacionados com temas como homossexualismo, suicídios, traições e incestos, assuntos que algumas vezes não passam de desconfiança, mas ainda assim vão sendo transmitidos de geração a geração de forma nebulosa. Tais temas foram analisados de perto pelos pensadores da Psicologia ao longo da História, agora, Garcia os contextualiza e põe em prática na sua rotina de trabalho.

do portal empregos.com.br