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Como fazer amigos e influenciar pessoas

quinta-feira, outubro 29th, 2009

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O livro “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas” foi lançado em 1937 pelo escritor americano Dale Carnegie, palestrante especialista em relacionamentos pessoais. Já havia visto este livro em livrarias anteriormente, mas nunca me chamou a atenção, primeiro pelo título “Auto-Ajuda”, e segundo pela capa pouco atraente e antiquada.

No entanto, nos últimos meses vi diversas referências ao livro em blogs e podcasts, citando-o como leitura obrigatória para a vida pessoal e profissional. Inclusive o David Maister disse que se tratava do “melhor livro de negócios já escrito”. Resolvi então encarar o livro, e não me arrependi nem um segundo desta atitude.

O livro realmente tem um ar “ultrapassado”. Não só a parte gráfica, mas também vários textos que usam um linguajar da época e referências a empresas e pessoas que eram importantes no momento. Para o leitor, é importante não criar uma resistência nesta situação, já que o conteúdo é completamente aplicável no dia a dia.

A maior parte das sugestões de Carnegie são óbvias. No entanto, é exatamente no óbvio que costumamos pecar. Passando por tudo o que o autor recomenda, certamente você verá que não pratica vários princípios de relacionamento pessoal.

Importante também é não somente entender os conceitos, mas usá-los em seu dia a dia. Cada ponto tem aplicação direta em todos seus relacionamentos pessoais e profissionais, e a prática levará à facilidade no trato com as pessoas e abertura de oportunidades.

Segue a lista de sugestões de Carnegie, lembrando que isto de forma alguma substitui a leitura do livro. A verdadeira compreensão dos conceitos somente será obtida com as explicações detalhadas e diversos exemplos publicados.

Técnicas para Lidar com as Pessoas

- Não critique, não condene, não se queixe
- Aprecie honesta e sinceramente
- Desperte um forte desejo na outra pessoa

Seis Maneiras de Fazer As Pessoas Gostarem de Você

- Torne-se verdadeiramente interessado na outra pessoa
- Sorria
- Lembre-se que o nome de uma pessoa é para ela o som mais doce e importante que existe em qualquer idioma
- Seja um bom ouvinte. Incentive as pessoas a falarem sobre elas mesmas
- Fale de coisas que interessem à outra pessoa
- Faça a outra pessoa sentir-se importante e faça-o com sinceridade

Como Conquistar as Pessoas a Pensarem de seu Modo

- A única maneira de ganhar uma discussão é evitando-a
- Respeite a opinião dos outros, nunca diga: “Você está enganado”
- Se estiver errado, reconheça o seu erro rápida e enfaticamente
- Comece de maneira amigável
- Consiga que a outra pessoa diga “sim, sim” imediatamente
- Deixe a outra pessoa falar durante boa parte da conversa
- Deixe que a outra pessoa sinta que idéia é dela
- Procure honestamente ver as coisas do ponto de vista da outra pessoa
- Seja receptivo às idéias e desejos da outra pessoa
- Apele para os mais nobres motivos
- Dramatize as suas idéias
- Lance, com tato, um desafio

Princípios de Liderança

- Comece com um elogio ou uma apreciação sincera
- Chame a atenção para os erros das pessoas de maneira indireta
- Fale sobre os seus erros antes de criticar os das outras pessoas
- Faça perguntas ao invés de dar ordens diretas
- Permita que a pessoa salve o seu próprio prestígio
- Elogie o menor progresso e elogie todo o progresso. Seja sincero na sua apreciação e pródigo no seu elogio
- Proporcione à outra pessoa uma boa reputação para ela zelar

Dá para tratar todo mundo igual no trabalho, ou é hipocrisia?

sexta-feira, maio 15th, 2009
Quem nunca ouviu, no decorrer de sua vida, o ensinamento de que deveria tratar todas as pessoas de maneira igual, sem distinção de raça, cor, sexo, idade, nacionalidade e etc. No ambiente de trabalho, não é diferente. Diversos especialistas dizem como é importante aos profissionais dispensar o mesmo tratamento aos demais. Mas será que isso é humanamente possível?
De acordo com a consultora de RH (recursos humanos) do Grupo Catho, Gláucia Santos, isso é algo que pode funcionar na teoria, mas na prática é impossível.
“O ideal é tratar todo mundo com respeito e educação, independentemente do cargo ou da função. Isso é ideal até mesmo para a pessoa ser respeitada. Mas tratar todo mundo da mesma forma é complicado, porque você corre o risco até mesmo de desagradar mais pessoas do que de agradar”, explicou Gláucia.

Isso acontece porque algumas pessoas são mais maleáveis, outras são duras nas discussões; algumas agem de maneira informal, outras são totalmente formais; determinadas pessoas não se incomodam com gírias, mas existem aquelas que não suportam. “Cada pessoa tem uma forma de receber um tratamento”. Resultado: se você adota apenas um comportamento, acaba por desagradar o restante.
Fingido? Sem personalidade?
Diante disso, fica a questão: se o profissional age de maneira diferente com dois colegas e um deles percebe, será que aquele que agiu distintamente não pode ficar malvisto na empresa, como alguém sem personalidade ou fingido…puxa-saco, talvez? A resposta de Gláucia é não. Isso porque o profissional pode mudar a maneira de lidar com as pessoas, mas tem de manter os seus próprios valores.
Um exemplo clássico é o tratamento que você dá para seu chefe e seus colegas de trabalho: quando passa uma informação para a liderança não é da mesma forma de quando passa para o colega. “São relações diferentes e você não pode exigir um tratamento igual”. Porém, a essência da informação deve ser a mesma.
O desafio liderança

Quando se trata do relacionamento de um chefe para com seus subordinados, o assunto é bem mais complicado, porque o gestor fica sujeito a receber críticas pela sua postura. Nesse caso, é preciso ter muita ética.
Até porque as pessoas não devem ser lideradas da mesma maneira. Algumas precisam de mais atenção, devido ao fato de terem mais dificuldade ou menos poder de concentração, por exemplo. Outras são mais proativas e não precisam ser estimuladas a todo o momento. Difícil isso, não?
“Mesmo que seja necessário adaptar seu estilo de liderança a cada indivíduo, garanta que as regras que se aplicam a uma pessoa também sejam as mesmas para todos os outros que estão em cargos semelhantes”, orientou a consultoria Robert Half em seu guia “Como maximizar a produtividade de seus funcionários”.
As afinidades
Outro ponto que impede o tratamento igualitário a todas as pessoas é a afinidade. Apesar de muitos quererem negar, é fato que todos temos nossas preferências pessoais. São aqueles colegas que você nem precisa dizer a frase que já entende o que você está querendo. Quando precisa de uma ajuda, ele faz, não por querer algo em troca, mas porque gosta de ajudá-lo.
Se você tem essa pessoa em sua equipe, como fica a situação com as outras? “A afinidade acontece em qualquer nível hierárquico. Isso não é problema, desde que o líder, por exemplo, exija o mesmo de todos do grupo”.
Já quando isso acontecer entre profissionais do mesmo nível hierárquico, é preciso dosar as relações no trabalho, para não formar as famosas panelinhas.
De maneira geral, mostrar as preferências é uma atitude que pode prejudicar suas relações no trabalho, uma vez que as outras pessoas podem se sentir preteridas.
Por Flávia Furlan Nunes – InfoMoney

Sinergia

quarta-feira, abril 22nd, 2009

Como nasce e se fortalece o verdadeiro espírito de equipe capaz de gerar os efeitos mágicos da sinergia onde, em vez de quatro, dois mais dois podem ser cinco ou até mais? Como reunir os ingredientes que formam a base de um elemento essencial para se disseminar no ambiente de trabalho a Harmonia?

Primeiro, pela igualdade. Ninguém, absolutamente ninguém, pode se posicionar na pretensiosa condição de que é melhor do que outro. A soma do todo é melhor do que as partes individualmente. Por melhor e mais preparada que uma parte seja. É preciso haver produtividade para a empresa disputar a preferência dos consumidores com concorrentes cada vez mais preparados e globalizados.

Segundo, são os resultados da organização que interessam. Mesmo que um vendedor descubra um cliente e feche o negócio dentro das condições definidas, o resultado é contabilizado para todos. Esse princípio está no DNA do trabalho de equipe. Por maior que seja a eficiência individual, ninguém é uma ilha dentro da empresa. Senso de união.

Terceiro, outra condição essencial para que haja clima positivo harmônico é a existência de ética, uma regra geral válida para todos. Desde os mínimos detalhes. Não ético é usar de subterfúgios, fantasiar as coisas de forma a levar vantagens. – Quem faz a coisa certa se sente ofendido, por observar que um colega não o faz. – A falta de ética gera desconforto no time. Transparência.

Quarto, as empresas estão sempre incorporando pessoas de diversas áreas. Quem já estava, conhece o trabalho e os caminhos que devem ser percorridos. Sabe operar e enfrentar as dificuldades naturais da atividade. Quem veio de outros setores traz novas idéias, novas experiências. – O desafio é transformar ambas as histórias de sucesso num filme capaz de ganhar 10 Oscars.

Quinto, aprender a aprender sempre. Na era do conhecimento não há espaço para quem não incorporar o hábito diário de buscar novas informações, transformá-las em conhecimento e no menor espaço de tempo, em sabedoria geradora de resultados na carreira e na vida. Claro, sempre em sintonia com o mercado, uma vez que é lá que a realidade acontece. Transformador.

Sexto, empresas e pessoas não são vacas leiterias que devem se preocupar unicamente com a produtividade. Questões como sustentabilidade do planeta e desenvolvimento pessoal como ser humano comprometido com algo maior, são de fundamental importância também. O que não serve ao espírito, não serve a nada. Qual é a sua missão e o propósito maior da sua vida? Aliar duas grandes competências visceralmente integradas entre si:
Ter e Ser!

Sétimo, cultura do bom atendimento. Visão de mundo mais desenvolvida e respeito por quem, de uma forma ou de outra, paga nossa conta. Consciência permanente de que por traz de tudo está alguém que tem a força do patrão do nosso patrão e pode nos demitir: O CLIENTE Externo e Interno.

Trabalho em Equipe: mito ou falácia?

segunda-feira, março 30th, 2009

Cada vez mais o mundo corporativo se vale de variados processos, procedimentos e mecanismos de manipulação e de poder para anular e desconstruir a subjetividade de seus membros, nas diferentes formas com que estes se apresentam na inter-relação com a organização: funcionários, terceirizados, parceiros, colaboradores, consultores, fornecedores, competidores, etc. Ritos e rituais específicos, valores, credos, mitos, totens, símbolos de linguagem são estabelecidos no propósito de fixar uma liturgia empresarial própria que subjugue a identidade de todos e de cada um particularmente no interesse da organização.
As relações culturais, simbólicas, sociais e de trabalho nas organizações que se auto-cultuam forjam e estandardizam identidades individuais em favor do grupo como a única forma de sobrevivência na comunidade empresarial. A tirania do trabalho em grupo se torna um hábito e a tal ponto se dilata que acaba virando doença, conforme nos lembra Dostoievski em “Casa dos Mortos”.

É preciso um olhar mais crítico sobre conceitos, verdadeiros lugares-comuns, amplamente difundidos, como flexibilidade nas relações de trabalho e trabalho em equipe como verdades consagradas, mas que , o mais das vezes, não passam de estratégias sutis de manipulação que geram enormes lucros para as empresas, mas fazem com que os trabalhadores percam a motivação e os vínculos com o trabalho que realizam.

Um sistema que aliena os seres humanos das razões mais profundas da vida certamente não manterá a legitimidade por muito tempo. É preciso que as coisas comecem a mudar. Talvez essa mudança já esteja ocorrendo, apenas ainda não está sendo vista.

As organizações não são mais concretas do que os indivíduos que as incorporam. Abstrações como tradições, hábitos, práticas e precedentes de que as organizações se valem tanto para afirmar sua hegemonia não são mais sábias do que as pessoas que as utilizam.

As organizações que cultuam a religiosidade do trabalho estabelecem uma cultura repressiva e totalitária, que impede a manifestação da individualidade da pessoa, para poder propiciar a valorização do grupo no interesse dos negócios da empresa. A imposição da prevalência dos desejos, aspirações, sentimentos e necessidades do grupo seqüestra o eu do indivíduo para tornar todos iguais, padronizados, numa busca permanente de concordância auferida não pela manifestação de todos de forma livre e espontânea, pela aceitação da divergência e da discordância, mas pela ditadura do consenso estabelecida por uma maioria de míopes que se recusam enxergar a realidade livres dos condicionamentos que assimilam como verdades absolutas, fixadas pelo credo organizacional dominante.

No mundo do eu me amo, do narcisismo desenfreado, a privatização da trajetória existencial assume proporções inusitadas que o eu constantemente invade o já tão esvaziado espaço do outro. Ser e compreender o outro hoje em dia é duro nessa passarela de vitrines do ego, conforme nos lembra *Sennett. Ser sincero e franco, aberto e disponível talvez seja a única forma de convencer empregados desmotivados, descrentes e até cínicos de que somente uma relação fundada na verdade e no apreço genuíno pelos outros pode ser capaz de estabelecer uma parceria autêntica entre a organização e a sua força de trabalho, de sorte a atuar num legítimo processo de trabalho cooperativo em sinergia.

No dizer de Émile Durkheim, o ser humano é um ser social. As organizações que se transformam em verdadeiras seitas assim interferem decisivamente na construção da identidade de seus membros. Cada um passa a se nortear pelo comportamento do outro, até nas maneiras de pensar e agir, vestir e viver, nos seus hábitos e atitudes, na sua visão de mundo e nos seus gostos e preferências, no desempenho no trabalho e na vida social. É claro que não há uma individualidade pura, inteiramente descontaminada de quaisquer influências, em nenhum espaço do universo social. A nossa subjetividade é sempre alimentada pelas diferentes relações sociais em que nos envolvemos no cotidiano de nossas existências. Nem sempre somos o que queremos ser, temos que nos ajustar à sociedade em que vivemos. No entanto, um número crescente de organizações pretende estabelecer a identidade única, o indivíduo-coletivo, estandardizado e pasteurizado pela realidade do trabalho.

No universo corporativo busca-se a hegemonia do pensamento único, isto é, forja-se uma cultura totalitária. Algumas características da vida organizacional encontram-se de tal forma estabelecidas e estratificadas, que muitos já não conseguem imaginar que possam ser diferentes.
O trabalho em equipe pressupõe a discussão franca e aberta, sem apelo à autoridade e ao uso da hierarquia. Todos são livres para expressar as suas opiniões e convicções. Tomada a decisão, todos a devem assumir como sua. A partir daí, no entanto, a divergência nessas organizações passa a ser a prima-irmã da insubordinação, quase sempre estigmatizando o dissidente como aquele que não sabe jogar no time, não veste a camisa, não tem espírito de grupo.

Aplicado à realidade da família, o conceito deformado do que seja trabalho em equipe pode ser altamente destrutivo à educação dos filhos e, portanto, à construção de realidades familiares hígidas. A fragilização da autoridade do pai e da mãe, a discussão exagerada de questões familiares cotidianas sob a pseudo pretensão de desenvolvimento de relações democráticas entre pais e filhos quando, muitas vezes, na verdade, se esconde o desejo de simplesmente dizer não, acabam por gerar desorientação e falta de referências na educação dos filhos.

O problema crescentemente agravado do uso de tóxicos, da falta ao estudo, do sexo na adolescência, da gravidez prematura, da violência doméstica provêm da perplexidade de pais que inadvertidamente tentam trazer para o seio familiar práticas de gestão de trabalho em equipe que incorporam da realidade do mundo corporativo, o que nada têm a ver com o cotidiano das relações familiares e comunitárias.
Wagner Siqueira

Equilíbrio emocional é preciso!

terça-feira, março 10th, 2009

Em meio ao mundo em que vivemos, torna-se de fundamental importância ter a consciência de que obstáculos sempre irão existir. Sem estes, talvez a vida não tivesse o menor sentido; porém, devemos ter a sabedoria de conduzi-los e resolvê-los, mantendo certo equilíbrio emocional, para assim conseguirmos enxergar uma “luz no final do túnel”, buscando desta forma, meios para solucioná-los.

É decisivo perceber que, se o profissional perde o equilíbrio emocional diante dos “entraves” que a vida possa lhe oferecer, além de se sentir sem força interior para enfrentar tais problemas, sua mente estará literalmente bloqueada, impedindo-o de pensar, raciocinar e analisar tal questão; logo, dificilmente, o problema será resolvido.

Todavia, é esperado que, mesmo em meio às “tempestades” da vida, seja necessário que o nosso profissional em questão tenha total controle sobre suas ações e reações, pois uma “turbulência” vivenciada pode não apenas lhe abater, mas derrubá-lo, neste mercado marcado pela competitividade.

Equivale salientar que, ter a sabedoria de como lidar com os problemas, pessoas, pressões, prazos e metas constituem hoje um grande desafio.

Em adição, o profissional do século XXI deverá ter a sabedoria de enxergar a linha tênue que separa a sua vida pessoal da sua vida profissional e assim tentar a todo custo manter o equilíbrio emocional, mesmo em meio ao emaranhado de exigência do mercado. Procedendo assim, ele evitará futuros transtornos no que tange à sua saúde, pois sabemos que o ser humano é um ser bio-psico-social. Pensando assim, sua saúde dependerá não somente de seu estado físico, mas dependerá e muito do equilíbrio entre o seu pensamento e do seu estado emocional.

Diante do exposto, torna-se imprescindível que o profissional dedique um tempo para meditar e analisar a situação em que se encontra. Desta maneira, irá alcançar não somente o autocontrole, mas tomará consciência da verdadeira situação, sem fazer “tempestades em copos d’água”; por conseguinte, descobrirá com tamanha facilidade o caminho que irá conduzi-lo à resolução dos problemas vivenciados.

Fundamental é fazer um trabalho de imersão, de forma a repensar a situação vivenciada para identificar as possíveis falhas, reconhecer e identificar os possíveis erros e acertos, tornando esta postura de certo modo obrigatória quando se deseja saber não somente qual o caminho a percorrer, mas principalmente, onde, quando, como e o porquê do caminhar. Esta reflexão permite ao profissional um direcionamento bem como a realização de um planejamento e projeção do que se deseja implementar.

Isto posto, é importante compreender que autocontrole e maturidade andam de mãos dadas. Todos os nossos comportamentos e atitudes são norteados pelo autocontrole quando se tem certa maturidade; logo, obtém-se o equilíbrio emocional em meio a quaisquer circunstâncias da vida.

É sabido que, quando o profissional se encontra em meio a uma turbulência, o mesmo tende a se desesperar e a incorporar uma auto-imagem negativa, com uma visão de mundo, além de extremamente sombria, pessimista. No entanto, é importante salientar que esta negatividade tende a contribuir somente para conduzi-lo a um verdadeiro caos.

Desse modo, a saída será ter uma visão realista, encarando a vida de frente e com total equilíbrio emocional, sendo muitas vezes até nocauteado, mas acima de tudo autoconfiante, procurando fazer de cada entrave um degrau para sua subida, retirando assim grandes lições de tudo que lhe acontece, não se deixando abater pelos acontecimentos inesperados e tidos inicialmente como ruins.

Resta então claramente demonstrado, que competência profissional sem equilíbrio emocional, não é satisfatória para o mercado de trabalho. Há que se prezar pelo equilíbrio emocional se é desejo pelo menos sobreviver em meio à selvageria deste mercado atual.

Destarte, enfatizamos dizer que seu sucesso profissional, além de sua capacidade intelectual, está atrelado ao seu equilíbrio emocional. A maturidade, o autocontrole, o autoconhecimento, a empatia, a simpatia, a autopercepção, a sensibilidade, o equilíbrio emocional, a capacidade de se adaptar, a capacidade de não apenas saber lidar com as pessoas, mas de saber liderar, saber trabalhar em equipe, são características que merecem destaque em qualquer profissional do século XXI.

Por fim, ressaltamos que o profissional que possui equilíbrio emocional sabe muito bem administrar suas emoções, e de forma otimista atua como um verdadeiro intra-empreendedor, trabalhando na empresa do outro como se a empresa fosse sua, tendo muita iniciativa e entusiasmo em sua função, contribuindo sobremaneira para com o desenvolvimento e crescimento da empresa.

Existe vida emocional nas empresas?

sexta-feira, março 6th, 2009

Os vários papéis que temos –social, familiar, profissional– são definidos como espaços psicológicos que possibilitam o exercício da vida emocional. Como são sempre vividos pela mesma pessoa, não podem ser entendidos de forma distinta, porque tudo que se faz numa esfera acaba interferindo nas outras.
Dentre todos os papéis conhecidos, o profissional assume uma importância significativa para todos nós, muitas vezes em detrimento do papel familiar, por exemplo. O trabalho, muitas vezes, se confunde com a nossa própria identidade. Nesse caso, procuraremos preservá-la a todo custo.

Muitos questionamentos podem surgir dessa reflexão. Um, em particular, busca respostas para a seguinte questão: como o papel profissional é exercido numa organização? Poderíamos falar de vida emocional nas empresas?

Antes de tudo, gostaria de citar um trecho de uma entrevista que o coach chileno Julio Olalla Mayor, mentor do Coaching Ontológico, concedeu à Revista HSM Management, em sua edição de junho de 2001. Perguntado sobre o que é coaching, ele respondeu: “Coaching tem a ver com criar, na empresa, um espaço no qual se declare especificamente que, para obter êxito no que fazem, as pessoas precisam do apoio de outras. É o reconhecimento público de uma insuficiência, que não é ruim em si: preciso conversar em um âmbito declarado de aprendizado no qual eu sinta apoio, não só no sentido operacional, mas em minha emotividade e também em minha corporalidade, porque enfrento situações que estão me superando.”

Ele continua: “Existe [uma] necessidade de aprendizado que tem a ver com dimensões muito mais profundas do ser humano, que hoje aparecem com muita força, porque vivemos em um mundo que muda permanentemente e no qual é difícil se encontrar, inclusive consigo mesmo”.

Como vemos, parece que o resgate da vida emocional, no verdadeiro exercício do papel profissional, deve ser levado em consideração, quando se trata de adaptar as pessoas às mudanças. Contudo, o que se observa é que o foco ainda insiste em se manter na valorização das competências técnicas, apesar de as competências humanas serem amplamente divulgadas como imprescindíveis para o sucesso das pessoas e das próprias empresas.

Nesse sentido, alguns poderiam argumentar, como já ouvi por diversas vezes, que a empresa não é o melhor lugar para se vivenciar emoções, pois o mundo corporativo necessita de decisões e as decisões, como se sabe, pertencem ao plano da racionalidade. Outros poderiam afirmar que não é bem assim, mas não entendem como poderiam viver a sua emotividade na empresa, pois da última vez que tentaram fazê-lo acabaram demitidos.

Imagine o que aconteceria com um executivo que, diante da impossibilidade de resolver um problema qualquer, tivesse que assumir, junto aos seus superiores imediatos, o fato de que não tem a competência solicitada para realizar aquela tarefa. Assumir as próprias emoções é um pouco poder admitir duas verdades: “às vezes, preciso de ajuda” e “não sou o dono da verdade”. Isso, sabemos, nem sempre é feito de maneira assertiva.

Como poderemos, então, buscar a criatividade, o bom relacionamento interpessoal, a inteligência emocional, a liderança servidora, a comunicação, a assertividade, a resiliência e tantas outras competências humanas necessárias para que a organização caminhe, sem que se permita o pleno exercício da vida emocional na empresa?

A maioria dos programas voltados para o desenvolvimento de lideranças, encontrados atualmente no mercado, busca ensinar essas competências. Contudo, fica a dúvida sobre a sua real eficácia. Ao retornar para a empresa, desconfio que essas lideranças não devam encontrar um ambiente propício para aplicá-las. Voltando um pouco mais ao que disse Julio Olalla, talvez os líderes não estejam conseguindo, de forma assertiva, manifestar suas principais necessidades e, sem esse reconhecimento explícito, fica difícil iniciar qualquer diálogo importante.

Para o desenvolvimento das competências técnicas, creio que já existam boas escolas, mas ainda é preciso compreender que a diferença, de fato, está nas pessoas, como bem disse Peter Drucker:

“São as pessoas que realizam o trabalho. Não é o dinheiro, não é a tecnologia. Portanto, a principal tarefa do executivo é tornar as pessoas produtivas”.

Para que isso ocorra, penso que as empresas deveriam buscar alternativas que permitam que as pessoas possam exercer o seu papel profissional sempre baseado na utilização das competências humanas citadas acima. Do contrário, passaremos um pouco mais de tempo vivendo a ilusão de que as pessoas, como muitas empresas gostam de afirmar, são os seus maiores ativos.

Por Gilberto de Moraes, psicólogo, professor universitário, coach, consultor da Support Assessoria Empresarial.

Destaque-se, Seja Resiliente!

sexta-feira, novembro 14th, 2008
Neste mundo globalizado em que as empresas se relacionam num ambiente de extrema competitividade por metas e resultados, o estresse é uma realidade observada nas mais diferentes áreas e setores do mercado de trabalho.

Para atender a essa realidade, as corporações vêm buscando profissionais dotados da capacidade de se adaptar a um ambiente conturbado na busca de constantes resultados. Esse profissional é chamado “resiliente”. Mas você sabe o que é isso?

Resiliência é um conceito oriundo da Física, que se refere à propriedade de acumular energia quando exigidos ou submetidos a extrema pressão, voltando em seguida ao seu estado original, sem qualquer deformação, como um elástico. O dicionário Aurélio descreve como sendo “a capacidade pela qual a energia armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão causadora de uma deformação elástica”.

No mundo corporativo, podemos definir resiliência como a capacidade do indivíduo de lidar com serenidade ao estresse e às adversidades do dia a dia, moldando-se a cada situação e, da mesma forma, recuperando o seu estado original.

O equilíbrio humano é como a estrutura de um edifício: se a pressão for maior que a resistência, aparecerão rachaduras, como doenças psicossomáticas; daí a importância dessa flexibilidade, característica principal do profissional resiliente. Assim, pode-se considerar que a resiliência é uma combinação de fatores que propiciam ao ser humano condições para enfrentar e superar problemas e adversidades de maneira racional, buscando as soluções mais adequadas.

Um profissional resiliente, quando submetido a situação de estresse, administrará de maneira sensata, sem impulsividade, visualizando o problema como um todo. Certamente terá forças para enfrentar a adversidade, apresentando uma solução criativa e eficaz. Todos nós podemos nos tornar resilientes. Veja algumas dicas:

- Mentalize seu projeto de vida, mesmo que não possa ser colocado em prática imediatamente. Sonhar com seu projeto é confortante e reduz a ansiedade.

- Pratique esportes e métodos de relaxamento e meditação para ter mais ânimo e disposição. Os exercícios aumentam a produção de endorfinas que proporcionam sensação de bem-estar.

- Procure manter o lar em harmonia, pois esse é o ponto de apoio para se recuperar-se.

- Aproveite parte do tempo para ampliar os conhecimentos, o que aumenta a autoconfiança.

- Transforme-se em um otimista em potencial.

- Assuma riscos, tenha coragem.

- Apure o senso de humor, desarmando os pessimistas.

- Separe bem quem você é e o que faz.

- Use a criatividade para quebrar a rotina.

- Permita-se sentir dor, recuar e, às vezes, flexbilizar para em seguida retornar ao estado original.

Lembre-se, resiliência é a arte de transformar toda energia de um problema em uma solução
criativa.

Leonardo Soares Grapeia