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Liderança em tempos de crise!

terça-feira, junho 30th, 2009

O Líder, como o próprio nome diz, é aquele que lidera outros. Mas não apenas pela força do cargo, visto haver muitos chefes e poucos líderes, mas mais pela experiência, atitude e visão de longo prazo. Portanto, seja em tempos de prosperidade ou de crise, os líderes de fato sempre lideram.
Em chinês o mesmo símbolo usado para crise é também utilizado para oportunidade, e as crises sempre se apresentam como grandes oportunidades para as empresas e para os líderes.
São líderes por terem a visão de longo prazo e com isto ficarem à margem do desespero do curto prazo e também dos aproveitadores e especuladores de plantão que sempre buscam se beneficiar de crises econômicas e investimentos especulativos de curtíssimo prazo.
Tendo a visão do todo, podem liderar os outros de maneira eficiente e produtiva gerando resultados duradouros e auxiliando a estabilizar a situação, seja do seu departamento, de sua empresa ou de um segmento econômico como um todo.
O papel do líder continua o mesmo. Apenas o ambiente no qual ele está inserido é que muda e, como líder que é, pode se adaptar às mudanças e propiciar aos demais uma liderança eficiente e confiável. Neste caso, ele deve demonstrar para os demais que as mudanças são conjunturais.
Sempre tivemos e sempre teremos crises cíclicas na economia local e mundial, o problema não é a crise, mas sim a maneira como reagimos a elas e o quanto somos pró-ativos para auxiliar as coisas a se normalizarem, visando o bem estar da coletividade e a continuidade dos mercados e segmentos de atuação.
Em tempos de crise há algumas ações que podem otimizar as ações do líder:
Avaliação da realidade – Avaliar a realidade do segmento econômico em que a empresa atua e também da concorrência, pois muitas vezes a mesma pode auxiliar fornecendo direcionamento para algumas possíveis ações.
Revisão das metas de curto e médio prazo – Após avaliar a realidade da empresa é bom rever as metas de curto e médio prazo.
Comunicação efetiva – A comunicação é um dos elementos fundamentais para o efetivo exercício da liderança, visto que não basta saber, o importante é compartilhar com os demais membros da equipe os objetivos e o direcionamento necessário para atingir as metas.
Capital humano – As pessoas são o fator diferencial de qualquer empresa, visto que tecnologia agora torna-se cada vez mais uma commoditie, portanto é necessário avaliar os colaboradores, identificar os pontos de melhoria e investir em treinamento para potencializar os resultados a serem obtidos.
Enfim, a liderança começa no próprio líder que controla sua carreira, entende o mercado e a empresa na qual trabalha e motiva os seus colaboradores para juntos atingirem resultados efetivos e duradouros.
Boa sorte e sucesso.

Crise: Esse Filme Eu Já Vi!

sexta-feira, outubro 31st, 2008
Crise é igual a oportunidade!
É na crise que se conhece um executivo!
Importante é identificar e punir os culpados!
Não se assuste caro leitor. Não vamos voltar ao lugar comum.
Nossa idéia aqui é a de apresentar um pouco do que aprendemos com as crises que já aconteceram no passado e suas implicações para a área de T&D. Crises têm uma dimensão irracional que provoca a “saída dos eixos” nas pessoas ansiosas, pessimistas, avessas ao risco etc. Por outro lado a reatividade costuma ser o lugar comum de nosso comportamento diante dessas crises. Quem se antecipa a um problema certamente possui mais munição para resolver o que vier daí para frente. Não esquecer de que não existem crises sem fim; chega um momento em que tudo volta ao azul.
Em primeiro lugar, vamos pensar nas causas da crise, depois em suas conseqüências. Identificando essas causas, as soluções ficam mais claras, rápidas e duradouras. Alternativas de solução aplicadas sobre os efeitos da crise podem mascarar o problema, tal como tomar comprimidos para curar um câncer.Vale mencionar que aceitar que temos algo errado já é o primeiro passo para uma solução
Crises são momentos em que a geração de confiança é algo fundamental para não contaminar as relações. Cumprir prazos, dizer o que pensa e sente, aceitar as diferenças individuais e compartilhar as informações torna-se algo crítico. Sem confiança o trabalho em equipe, as soluções de consenso, a troca de informações ficam inviáveis.
Lembrar-se de que na crise tudo passa a ser mais negociável, a “pechincha” mais aceitável, a “cara de pau” é aceita sem mais delongas. Quer melhor momento do que esse para conseguir maiores concessões de seus fornecedores?
Também as margens de negociação se tornam mais longas, nossa perspectiva temporal muda; do “para ontem” passamos “para o anteontem”. Quem é mais rápido no gatilho vence o duelo. Quem sabe esperar compra melhor.
É um caso típico em que o poder mudou de lado.
Se você tem o hábito de ser o profeta da catástrofe, tome cuidado! Assim fazendo você entra, de novo, na vala comum. Procure ver e divulgar aspectos, informações positivas. Todos vão de lembrar mais de você. Um comportamento contrário afasta as pessoas de suas relações. Uma postura consultiva, de solucionador de problemas, se torna mais eficaz.
A tendência maior de todos é de pensar e agir mais a curto prazo na busca de resultados tangíveis (mais quantitativos do que qualitativos). Chamamos tal comportamento de “síndrome do papel higiênico”; compramos um artigo inferior, para termos / divulgarmos reduções de custos. Isso cheira a desespero. Aqui vale, mais do que nunca, o princípio de Pareto: 20% de nossas ações são responsáveis por 80% de nossos resultados.
Seu tempo está sobrando? Pense em fazer aquilo que deixava de lado quando não tinha tempo. Volte a pensar um pouco em sua família, dedique mais tempo para o benchmarking, aumente seu networking, fique mais “visível” para sua empresa e para o mercado.
Considerar que todos seus fornecedores devem estar com problemas de caixa; antecipe suas contratações para o final do ano e 2009. Outra razão para isso é considerar que seu orçamento de 2008 certamente será maior do que aquele para 2009.
O treinamento por massa crítica pode ser uma alternativa a considerar quando se fala em redução de custos. Essa metodologia permite treinar até 300 pessoas, simultaneamente, com as características participativas de um grupo de 20 pessoas. A economia estimada é da ordem de 30%. O Diretor Financeiro vai adorar.
Um número menor de fornecedores poderá ser uma estratégia para incentivá-los a conhecer melhor suas necessidades e cobrar menos pelos serviços. De certa forma podemos ter um efeito Google ao contrário. Opções em demasia podem prejudicar uma análise daqueles fornecedores que oferecem maior qualidade. Outro reforço dessa colocação é que em momentos de crise todos procuram obter a máxima garantia em tudo o que compram.
Uma forma de passar aos colaboradores o interesse da empresa em sua retenção é manter um fluxo constante de treinamento, mesmo que em atividades mais curtas, de menor custo, inclusive coordenadas por consultores internos.
Em seus eventos pense sempre no envolvimento dos componentes da cadeia de valor de sua empresa. Soluções sistêmicas costumam ter um resultado potencializado. Alem de passar uma imagem de parceria e compartilhamento, não seria de todo ruim o treinamento receber um elogio de um cliente ou fornecedor.
A tensão no ambiente profissional e familiar deve aumentar; comportamentos voltados para “apaziguamento” diante de conflitos são mais indicados e farão o diferencial. Em momentos de tensão que as pessoas revelam seu Eu escondido. É um excelente momento para identificar aqueles em quem se pode investir no futuro.
Um conselho para você, profissional de T&D. Mais que nunca, em momentos de crise, procure contratar programas e serviços cujos resultados possam ser quantificáveis e funcionem como geradores de caixa para sua empresa.
Veja, abaixo, alguns dos indicadores que podem ser considerados:
· Grau de motivação dos líderes
· Grau de satisfação dos clientes
· Índice de mobilidade vertical (promoções internas)
· Market-share
· Rentabilidade
· Saída de talentos
· Turnover
· Custo-hora de treinamento x média do mercado
· Índice comparativo de treinamento per capita
· Projetos gerados x Projetos implantados
Para terminar, vamos retomar o que dissemos no início. As crises têm fim, trazem sempre lições que podem nos ajudar a equacionar problemas antes insolúveis, forçam as pessoas a sair de sua zona de conforto e podem servir para mostrar (ou não) que a função treinamento pode ser mais centro de lucros do que de custos.
Não se iluda, “o negócio” de T&D não é desenvolver pessoas (isso é processo), mas sim “produzir $$$” para sua organização, o resto é conversa. De conversa seu Presidente e seus diretores estão cheios.
Luiz Augusto Costacurta Junqueira é CEO do Instituto MVC, Diretor do IBCO e autor de 11 livros