Archive for the ‘carreira’ Category

Insatisfeito e infeliz no seu trabalho?

quarta-feira, julho 22nd, 2009

Saiba que você tem 4 escolhas e pode vir escolher a pior.

Destaco em meu livro Resiliência – Como Suportar Pressões e Adversidades no Trabalho um estudo realizado nos EUA, que 80% dos profissionais daquele país têm algum sentimento de infelicidade e insatisfação em relação ao trabalho que desempenham. Acredito que no Brasil este número não seja diferente a julgar pelas freqüentes queixas que ouço nas empresas que presto consultoria.

As queixas são as mais variadas possíveis, mas o campeão de reclamações está em relação aos líderes das empresas, reclamação esta validada pela pesquisa do Instituto Gallup que aponta 66% das pessoas se demitem do seu chefe e não da organização que trabalham. Mas a idéia deste artigo não é falar sobre liderança e sim sobre escolhas que uma pessoa pode fazer caso esteja infeliz com o seu trabalho, sendo ela líder ou liderado.

Sempre que um profissional começa a se queixar sobre o seu trabalho, seu chefe ou seus colegas eu digo a ele que existem quatro escolhas a serem levadas em consideração e que provavelmente ele está optando pela pior delas. Veja abaixo quais são estas escolhas:

1. Mudar a empresa: Esta é a minha preferida. Um profissional insatisfeito no trabalho pode escolher mudar a empresa para melhor, isto é, a partir do momento que ele não concorda com as idéias da empresa ou com a liderança, existe uma grande chance de quebrar antigos paradigmas e iniciar um processo de transformação na organização. Sabemos que a inovação vem do confronto de idéias, de forma harmônica, onde alguém traz algo novo e não aceita os “nãos” com facilidade. Este profissional possui uma grande chance de subir na carreira, seja dentro desta empresa ou fora dela, pois o conhecimento adquirido para confrontar as antigas crenças sempre traz consigo um grande aprendizado e com certeza um profissional mais talentoso.

Mas a triste notícia é que sempre que apresento esta opção muitos já ficam cansados só de ouvir, começam a dar desculpas que o chefe não permite que este tipo de confronto harmônico aconteça, que a empresa é jurássica e não irá mudar ou até mesmo que não está disposto a despender tanta energia assim. Costumo dizer a estas pessoas que na verdade não é outra pessoa que não permite e sim ela que não tem o poder de influência e persuasão necessário para vender as suas idéias e iniciar as mudanças que defende e que para isso será necessário que leia livros sobre o tema da influência e persuasão ou até mesmo fazer um curso que garantirá a ela esta habilidade. Mas muitos não se colocam em situações de aprendizado para elevar suas competências e conquistar aquilo que deseja. Para estas pessoas com tristeza digo “Tudo bem, é uma escolha linda e transformadora que você não quer optar”.

2. Adapte-se a empresa: Para as pessoas que não querem ser o agente transformador de uma companhia há a escolha de adaptar-se a empresa, aceitando a cultura, os pares, os líderes da forma como eles são. Apenas solicito a estas pessoas que aceitam a infelicidade, que fiquem caladas, pois na maioria das vezes estas pessoas ficam reclamando pelos cantos da organização contaminando outras pessoas que tem potencial para usar a primeira opção e iniciar um processo de transformação. Oitenta e sete por cento das pessoas são demitidas por problemas comportamentais e os dois comportamentos que mais demitem os profissionais são a arrogância e a reclamação sem ação, portanto, muito cuidado com esta escolha.

3. Mude-se da empresa: Quando apresento esta opção às pessoas se assustam. Mas é uma opção que se deve levar em consideração, pois se você não está a fim de mudar a empresa, seja lá por qual desculpa for, e não quer se adaptar-se a forma da empresa, acredito que não haja motivos para continuar neste trabalho. Aposto que até mesmo os seus lideres não desejam uma pessoa infeliz naquilo que faz. Faço aqui apenas um pequeno alerta, pois em muitos casos percebo que este processo de fuga não é edificante, pois normalmente o profissional que vai embora da empresa leva ele mesmo na bagagem. Algumas pessoas são eternas “reclamonas” e não tenho dúvida que haverá uma grande chance de iniciar um processo de reclamação na nova empresa na qual ela vai se instalar. Após o processo de namoro com o líder e a empresa, as pessoas que “fogem” sem compreender o real aprendizado do antigo emprego, começam a achar novas coisas para reclamar e todo o processo de insatisfação inicia novamente. Se você está optando por esta escolha fique alerta para que no próximo emprego não caia nas mesmas armadilhas.

4. Sofrimento: Sim, está é a quarta escolha que as pessoas podem fazer, se acomodam e sofrem. É mais ou menos assim: Não tenho forças para mudar a empresa, não quero me adaptar a cultura da organização, mas também não tenho coragem de pedir demissão, me transformar e ir para outra empresa, então me acomodo, sofro e fico constantemente colocando a culpa nos outros pela minha infelicidade e insatisfação. Fico muito triste, pois vejo muitas pessoas fazendo esta escolha que impossibilita o crescimento tanto do profissional como do departamento e da companhia.

Caso você opte pela primeira escolha ( mudar a empresa ) você precisará adquirir conhecimentos para iniciar este processo de transformação, pois se você já tivesse este conhecimento talvez já teria entrado em ação. Costumo dizer no meu treinamento SL – O Profissional de Alta Performance, que as pressões e dificuldades se dissipam a luz do conhecimento, portanto, será necessário que você invista em aprendizado para construir o novo.

Abraços e boas escolhas …

Ricardo Piovan

Manual de comunicação eficiente

quinta-feira, maio 21st, 2009
O que você precisa saber para dar o seu recado no trabalho, sem ruídos
Por RENATA AVEDIANI

A fonoaudióloga Leny Kyrillos mostra, em nove vídeos, como melhorar todos os aspectos da sua comunicação não-verbal. Assista agora
Escolher as palavras certas e falar com clareza. Aprender a escutar e entender o que as outras pessoas dizem. Estar atento aos gestos, aos movimentos e às expressões que muitas vezes revelam mais sobre alguém do que as palavras. Essas atitudes formam a receita básica de uma comunicação eficiente, algo fundamental para quem pretende ter um bom desempenho no trabalho. “Quem tem mais domínio sobre todos estes aspectos consegue se comunicar melhor”, diz a fonoaudióloga Leny Kyrillos, professora doutora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), que atende executivos, jornalistas e atores. Como você pode acertar no discurso e dar seu recado no trabalho? Para começar, siga as regras básicas. Depois, veja o que funciona melhor para você e o seu interlocutor. “A comunicação depende do contexto e das características do orador e do público”, diz o professor Reinaldo Polito, autor do livro Como Falar Corretamente e Sem Inibições (Editora Saraiva), um dos maiores especialistas do Brasil em comunicação.
Você se comunica bem? Faça o teste e descubra
Vá direto ao assunto
Para vender uma ideia ao chefe não é preciso contar todo o processo que o levou a formular a proposta. Concentre-se em dizer qual benefício sua sugestão produzirá. “Vá direto às conclusões e seja conciso. Saber priorizar informações é fundamental para ter relevância”, diz Normann Pedro Kestenbaum, autor do livro Obrigado pela Informação que Você Não Me Deu! (Editora Campus/Elsevier) e sócio da consultoria Baumon, de São Paulo, especializada em comunicação.
Seja mais claro, por favor
Para fazer com que o ouvinte entenda exatamente o que você diz, fale a língua dele. Adapte e traduza seu discurso à faixa etária, formação, interesses e expectativas do ouvinte. Assegure-se de que ele gravou o recado. “Não adianta ter um discurso brilhante se ele não será lembrado depois de uma hora”, diz o consultor Normann Kestenbaum. Desconfie de termos difíceis, gírias, expressões vulgares, tecnicismos e jargões. Eles podem sabotar a mensagem. “Os líderes devem limpar ao máximo os ruídos da comunicação”, diz Leny Kyrillos, fonoaudióloga da PUC-SP.
Como escutar melhor
Saber escutar é um item primordial para uma comunicação eficiente. Avalie se você está aberto às mensagens que recebe — principalmente se você se acha incompreendido. “Quem fala demais e não dá espaço ao outro pode prejudicar o processo de comunicação”, diz Reinaldo Polito. Para aguçar a audição, as dicas são:
EVITE PREJULGAR. Espere até que a mensagem seja completada antes de formar sua opinião. Isso ajuda o entendimento.
GUARDE A INFORMAÇÃO. Para registrar a informação, só há um jeito: preste atenção. Se a sua memória não é boa, anote. Ou peça por escrito. Recordar o que foi conversado ajuda a retomar a comunicação a partir dos principais pontos. Isso é eficiência.
TENHA INTERESSE PELOS OUTROS. Admitir que os outros também têm boas ideias é um dos primeiros passos para escutar o que eles têm a dizer.
Maria Heloísa Morel, 37 anos, diretora de marketing do grupo de serviços online e consumo da Microsoft Brasil
Logo que entrou no Grupo Pão de Açúcar, em 2004, a engenheira Maria Heloísa Morel, de 37 anos, hoje diretora de marketing de uma área da Microsoft, sentiu na pele a importância de ouvir o time. Na época, ela e a equipe estavam com uma grande carga de trabalho, o que resultava em muitas horas extras. As pessoas reclamavam do excesso, mas Maria Heloísa considerava a rotina tolerável, já que se tratava de uma situação passageira. “Achei que daria para aguentar”, diz. Percebeu que estava errada quando um integrante do time pediu demissão. “Deveria ter entendido o que estavam me dizendo”, diz a executiva. “Hoje, converso muito com a equipe sobre as demandas, para avaliar os impactos delas no dia-a-dia e poder negociar processos adequados a todos.”
ESCREVER NÃO É FALAR
Para ter sucesso na linguagem escrita, é preciso dominar vocabulário, gramática e construção das frases. O maior problema ocorre quando se tenta escrever da mesma forma que se fala. Nesse caso, o resultado pode ser um texto incompreensível. Para se expressar bem na linguagem escrita, além de praticar bastante:
• leia e releia suas mensagens antes de enviá- las, para encontrar e corrigir os erros;
• espere um pouco antes de enviá-las. Quanto mais tempo passar, mais fácil será ler de forma isenta e descobrir possíveis interpretações erradas;
• peça ajuda a terceiros para checar o entendimento e a clareza do texto.
Anderon Santos Pereira, 35 anos, gerente comercial da Nextel no Rio Grande do Sul
Quando o paulistano Anderson Santos Pereira, de 35 anos, assumiu a gerência da unidade gaúcha da Nextel, em agosto de 2007, um dos seus maiores desafios foi alinhar a comunicação com o time. A equipe estava desmotivada por desconhecer as metas individuais. “As pessoas só conheciam os objetivos da unidade”, diz. Baseadonos planos da empresa, Anderson conversou individualmente com os 14 membros da equipe, ouviu o que cada um tinha a dizer, anotou sugestões, dividiu os clientesde acordo com o perfil de cada integrante do time e traçou objetivos claros para todos. “Com maior transparência, as pessoas compreenderam os rumos que a companhia queria tomar e o papel delas.”
Mais que mil palavras
As informações que você emite com o rosto, os braços e o tom de voz causam mais impacto do que o conteúdo que está sendo passado. Uma pesquisa da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, concluiu que 93% da eficácia da comunicação deve-se ao tom e à intensidade da voz, aos gestos e às expressões corporais. “A mensagem que prevalece é aquela transmitida pela comunicação não-verbal”, diz Leny, fonoaudióloga da PUC-SP. Preste atenção:
• Ao corpo. A forma como alguém gesticula sinaliza o que ele sente. Uma posição ereta, olhando as pessoas de frente e braços voltados para quem está falando dá a ideiade acessibilidade e entusiasmo. Cruzar os braços ou manter os ombros caídos podem causar o efeito contrário. O rosto e a boca também são agentes importantes de uma comunicação eficiente. Evite uma postura desleixada e os bocejos.
• À Voz. Este é um dos elementos mais importantes para passar a interpretação desejada. Contam o tom, o volume e a entonação. Não adianta, por exemplo, manter o tom grave – que gera a sensação de seriedade e firmeza — para motivar e entusiasmar o time. Prefira um tom mais leve e alegre.
“O segredo é saber variar e combinar todos estes elementos para serem usados de acordo com a informação e a sensação que queira produzir nos outros”, diz Leny Kyrillos
O professor Reinaldo Polito dá dicas para você se comunicar de maneira eficiente.Veja mais dicas do professor

O dom e a educação na formação de líderes

quinta-feira, abril 16th, 2009

Escrevo estas considerações sobre liderança com o compromisso de ater-me a idéias que possam ser corroboradas pelo senso comum, sem a mínima preocupação em fazer concessões aos modismos gerenciais e firulas semânticas. Afinal, é simples e claro que as empresas ambicionam por gestores capazes de alcançar resultados.

Para encontrar os talentos humanos as organizações garimpam o mercado, a própria empresa, avaliam o desempenho e o potencial dos candidatos e implantam programas para formar sucessores. Essas ações expressam as duas estratégias básicas de desenvolvimento de líderes.

Uma é a da ESCOLA do DESEMPENHO (ou PRAGMÁTICA). Para seus adeptos, o melhor mestre é a vida com suas “cascas de bananas”, cobranças, rotinas, certezas e incertezas. Portanto, observe como os funcionários (não gerenciais) reagem a circunstâncias cotidianas e descubra quais têm potencial de liderança.

Eles não são contrários ao treinamento, nem à idéia de aperfeiçoamento contínuo. Porém, já que a predisposição individual nata para liderar antecede qualquer ação pedagógica, é contraproducente treinar todo e qualquer funcionário na arte da liderança. Para mais detalhes, recomendo dois artigos prévios sobre assunto publicados neste Site.*

O maior trunfo do método pragmático de seleção, formação e encarreiramento de líderes é decidir a partir do desempenho efetivo dos postulantes a cargos de comando. Não deixa de ser um processo de sucessão gerencial inspirado na seleção natural. Se ela funciona na vida em geral, por que ignorá-la na vida organizacional?

Em contrapartida, o argumento da ESCOLA DESENVOLVIMENTISTA é que a liderança pode ser desenvolvida, independente dos atributos natos. Seus praticantes focalizam os comportamentos e competências que caracterizam os líderes de alto desempenho e promovem programas de treinamento com o intuito de desenvolver o talento gerencial por meio da aquisição de conceitos, habilidades e competências. Trata-se de um método massivo de educação gerencial.

O problema do modelo pragmático é sobrevalorizar a estratégia de ensaio e erro (próprio da escola da vida!). Confiassem mais no treinamento como meio para acelerar a aprendizagem e lapidar comportamentos, economizariam tempo e, de quebra, criaram um padrão de liderança homogêneo quanto a valores e práticas. Ao relegar esta questão para a “escola da vida” corre-se o risco de fomentar uma fauna de estilos gerenciais na empresa.

Para variar, ambas – ESCOLA DO DESEMPENHO e ESCOLA DESENVOLVIMENTISTA – têm lá seus prós e contras. A vantagem da escola da experiência é trabalhar com dados observáveis, concretos e mensuráveis, ou seja, ligados à contribuição efetiva do candidato a gerente para o sucesso dos negócios e sua capacidade de influenciar terceiros. O método reduz o risco de promover e apostar no potencial gerencial não testado previamente.

Os benefícios da escola desenvolvimentista são: (1) Oferecer oportunidades de crescimento para um número maior de candidatos, (2) Identificar talentos latentes que, por alguma razão, não se manifestaram no dia-a-dia e, não menos importante, (3) Moldar o perfil do futuro gerente às necessidades da empresa a partir dos programas de treinamento institucionais.

Agora, ao deixar o teste derradeiro da capacidade de liderar para o dia seguinte à promoção, corremos riscos desnecessários. Os entusiastas do modelo desenvolvimentista costumam fazer vista grossa para o fato que um número considerável de indivíduos demonstra inapetência em relação ao poder e ao trabalho de equipe. Eles preferem trabalhar sozinhos, seguir orientações a ter que orientar terceiros.

O ideal é que as duas escolas dialoguem e encontrem uma base comum para os desafios da formação de lideres. E, creiam-me, essa base existe.

Vejamos…

O indicador de EFICÁCIA do LÍDER é, em última instância, o nível dos RESULTADOS alcançados. Estes, por seu turno, dependem dos atributos e competências pessoais, natos e adquiridos, e de condições organizacionais propícias ao desenvolvimento de novos talentos gerenciais. O pragmatismo coloca em evidência os atributos pessoais e as condicionantes organizacionais. O desenvolvimentismo reforça a aquisição e o aperfeiçoamento contínuo de competências gerenciais.

Os desenvolvimentistas não precisam negar a existência de fatores natos que favorecem a liderança.

Os adeptos do pragmatismo tampouco devem ignorar os benefícios da aprendizagem como ferramenta de aceleração e aprimoramento da liderança gerencial.

Ou seja, não estamos “no mato sem cachorro”. Basta combinar as peças das duas escolas, atirar o candidato a postos gerenciais na piscina para que nade, tendo o cuidado prévio de treiná-lo, e ter salva-vidas (coachs, mentores e educadores) a postos para impedir que ele se afogue.

Eugen Pfeiter

Inovar, ousar e reinventar-se, todos os dias

terça-feira, março 31st, 2009

Você está contente com a sua evolução profissional? Está satisfeito com o desempenho da sua organização? Tem notado empresas crescendo enquanto outras definham? Tem acompanhado nações que evoluem mais que as outras? Por que e como será que essas coisas acontecem?
Recentemente, tive que renovar o meu visto de entrada nos Estados Unidos.

Não sei a razão, mas eles pediram para eu relacionar todos os países que eu visitei nos últimos dez anos. Dai percebi que havia uma ótima oportunidade para eu ir um pouco além e descobrir quantas visitas ao exterior eu fiz e refletir sobre o que isso contribuiu para a minha formação.

“As pessoas eficazes não vivem voltadas para os problemas, elas vivem voltadas para as oportunidades. Elas alimentam oportunidades, e deixam os problemas ´morrerem de fome´”. Peter Druker

A reflexão revelou alguns aspectos que eu não havia dado conta. Por exemplo, desde 1982, só pra os Estados Unidos, fiz mais de 30 viagens. Mas por que achei esse dado relevante? A maior parte das viagens que fiz foi a trabalho e eu sempre admirei a capacidade de criação, inovação e implementação do povo norte-americano. Chama atenção como eles são práticos e valorizam os pequenos detalhes que em médio e longo prazo se transformam em grandes realizações.

Quase sempre faço vôo noturno para chegar bem cedinho na terra do Tio Sam, onde quase sempre, chego antes das seis horas. Dai a primeira coisa que faço é ir ao toalete do aeroporto para cuidar de minha higiene pessoal.

Aquele banheiro de avião mais parece lugar para passarinho tomar banho.

Normalmente, encontro novidades: a saboneteira que mudou o formato, a torneira com uma nova função, o secador de mãos que a gente fica sem saber como usar, o sistema hidráulico cada dia mais sofisticado etc. Dessa vez, eu cheguei a comentar com uma cara que estava meio sem graça por não ter encontrado, de pronto, o funcionamento da torneira. Os fabricantes desses apetrechos parecem disputar para ver quem cria algo mais complicado só para “fazer pegadinha” com a gente.

“Aquilo que insistimos em fazer torna-se fácil – não que a natureza da tarefa tenha se modificado, mas nossa habilidade para realizá-la aumentou” Emerson Esse é apenas um exemplo. Quando você adentra no país e aluga um apartamento e um carro, como costumo fazer, visita uma loja ou mesmo um shopping center, vai logo descobrindo que muitos pequenos implementos fazem uma enorme diferença. Os automóveis, por exemplo, apesar de serem fabricados por empresas globais por aqui, sempre têm algo a mais, como a empunhadura do volante mais confortável, um alarme que soa quando o carro se próxima de algum objeto, acabamento mais cuidadoso e por ai vai. E, se você volta um ano depois, vai comprovar que algo mudou. É fato que todas essas e outras pequenas novidades somadas farão uma enorme diferença ao final de cinco anos.

É mais ou menos como tentar comer um cordeiro assado de uma só vez. É provável que vamos descobrir que é muito difícil. Mas se colocarmos ele aos pedacinhos no palito acompanhado com cerveja gelada em dia de lazer e calor extremo a história pode ser outra, não é mesmo?

“Tudo que somos é resultado do que pensamos” Buda (562 a.C – 483 A.C)

É verdade que quem inova normalmente o faz aos poucos, não se importando muito com a visão do todo. As coisas vão acontecendo step by step. É como se pagássemos um caro para dirigir à noite do Rio para São Paulo. Sabemos para onde vamos, mas somente conseguimos enxergar o que o farol é capaz de iluminar. Ou seja, uns trinta metros à frente. O suficiente que precisamos ver. Assim, de trecho em trecho, percorreremos a distância que quisermos.

Porém, muita gente acredita que precisa enxergar o percurso por inteiro.

Mas por que será que essas coisas acontecem desse jeito? Competitividade talvez seja uma boa resposta. É preciso inovar na produção, no marketing e na prestação de serviços para garantir o lucro. A lógica do modelo de gestão empresarial norte-americana, por exemplo, parte do princípio de que a margem deve ser minimizada enquanto o volume maximizado. A um observador menos atento poderia parecer ao contrário: que as inovações proporcionariam margens maiores – o que não seria nenhum absurdo. Será mesmo que há alguma relação entre inovação, desenvolvimento e lucro? Se recorrermos ao magnífico livro “A Riqueza das Nações” de Adam Smith, vamos constatar que: “ao contrário de aluguéis e salários, o nível de lucro não sobe com a prosperidade nem cai com as depressões da sociedade. Ao contrário – ele é naturalmente baixo em países ricos e alto em países pobres, e é sempre mais alto nos países dirigindo-se rapidamente para a ruína”.

Até aqui, essa parece ser a receita que está funcionando… mas inovar é sempre preciso. Pense nisso e ótima semana.
Evaldo Costa

O vendedor empreendedor

segunda-feira, março 9th, 2009

Para ser um vendedor empreendedor, você não precisa abrir, necessariamente, o seu próprio negócio. Ser um vendedor empreendedor é ter posturas e atitudes empreendedoras. Significa que você pode ser um vendedor empreendedor dentro da sua casa, na empresa em que trabalha, na sua comunidade, com o seu grupo de amigos, e em vários outros lugares.

Para você ter essa postura empreendedora e ser um vendedor em constante aprendizado, basta você usar e abusar da sua criatividade. É ela quem lhe ajuda a desenvolver essa autonomia. Crer que você já possui essa capacidade criativa é um grande passo. Após isso você só precisará saber quando será necessário utilizá-la, e contar sempre com ela naqueles momentos em que você busca soluções para determinados problemas.

Ter idéias criativas é o mesmo que ter organização e boa análise dos acontecimentos que estão ao seu redor. É estar em sintonia com o universo.

Você sabe como anda a sua criatividade?
Consegue ter pelo menos uma idéia diária?
O que você faz para alimentar seu processo criativo?
Já reparou em que condições e momentos você tem as melhores idéias?
Essas idéias são utilizadas única e exclusivamente no trabalho ou são aplicadas na sua vida pessoal?
Você compartilha suas idéias com outras pessoas?
Sabe o que é Brainstorming?

Estou fazendo perguntas demais? Mas foram propositais, para que você perceba que o primeiro passo a tomar, para incrementar o seu processo criativo, é questionar-se, analisar as informações de que dispõe, mudar de postura e abrir a mente. Estimule-se a ter idéias que possam trazer melhorias seja para as suas relações pessoais, seja para a sua qualidade de vida. Ser criativo é ser inovador, portanto, não siga fórmulas de sucesso.

Procure pensar em fazer o que ninguém fez ainda. Ouça e converse bastante, isto estimula a criatividade. Você pode encontrar boas fontes de informação e conhecimento em revistas, livros, na Internet e em jornais. Você também pode despertar a sua criatividade a partir da análise desses conteúdos.

Outra boa dica é armazenar as idéias que você não utilizou para desafiar seu processo criativo a aperfeiçoá-las. Faça também um arquivo de assuntos do seu interesse e da sua área de atuação e, sempre que puder, procure ler esse material para lhe despertar novas propostas.

BRAINSTORMING – UM EXERCÍCIO DE CRIATIVIDADE

O brainstorming – também conhecido como “tempestade cerebral” ou “tempestade de idéias” – é um método que proporciona um grande número de idéias, alternativas e soluções rápidas.

É também um excelente exercício de debate criativo e inovador. Ele possibilita um grande uso da criatividade, que é uma ótima forma para encontrar soluções e tomar decisões. Assim, através da criatividade e da inovação é possível criar condições de sobrevivência às mudanças que nos atingem tanto no universo profissional quanto no pessoal.

As empresas americanas têm por hábito estimular a prática do brainstorming com seus colaboradores para idealizar cenários de futuro, ou seja, projetar os negócios alguns anos ou décadas na frente, para encontrar soluções para produtos, vislumbrar o perfil e as exigências dos clientes, entre outras questões.

Você pode utilizar essa técnica na empresa em que trabalha. Assim você exercita o intelecto e a criatividade e mantém um fluxo permanente de idéias. Sem contar que é um excelente exercício para projetar os cenários de futuro dos negócios de sua empresa, o que, conseqüentemente, possibilita ações de investimento e de precaução e prevenção de riscos.

Por exemplo: Forme um grupo de pessoas para que cada um exponha sua idéia sobre um determinado assunto. Não se esqueça de incentivar a participação de todos. Juntos vocês encontrarão ótimas oportunidades para fazer planejamentos de negócios, estratégias e ações, e criar novos produtos e metodologias. O importante é deixar que todos sintam segurança e liberdade para expor suas idéias, inclusive, de maneira desordenada, sem se preocupar se elas são possíveis ou não. A associação de várias idéias pode culminar na solução do problema, necessidade ou dificuldade em debate. Quanto mais idéias, melhor!

Você também pode fazer esse exercício sozinho sobre sua carreira, sua vida pessoal. Levante hipóteses como, por exemplo: o que você faria se tivesse a sua própria empresa ou o que você faria se tivesse um funcionário como você? Você pode também estabelecer cenários de futuro, ou seja, projetar o cenário em que trabalha ou vive para os próximos 10 anos, por exemplo.

Esse incentivo à criatividade extrai boas idéias e boas soluções tanto para os negócios quanto para a sua própria vida, e é uma grande arma para os momentos, que não são poucos, de crise e pressão.

Quem usa (o cérebro), ousa!
Por Leila Navarro

Existe vida emocional nas empresas?

sexta-feira, março 6th, 2009

Os vários papéis que temos –social, familiar, profissional– são definidos como espaços psicológicos que possibilitam o exercício da vida emocional. Como são sempre vividos pela mesma pessoa, não podem ser entendidos de forma distinta, porque tudo que se faz numa esfera acaba interferindo nas outras.
Dentre todos os papéis conhecidos, o profissional assume uma importância significativa para todos nós, muitas vezes em detrimento do papel familiar, por exemplo. O trabalho, muitas vezes, se confunde com a nossa própria identidade. Nesse caso, procuraremos preservá-la a todo custo.

Muitos questionamentos podem surgir dessa reflexão. Um, em particular, busca respostas para a seguinte questão: como o papel profissional é exercido numa organização? Poderíamos falar de vida emocional nas empresas?

Antes de tudo, gostaria de citar um trecho de uma entrevista que o coach chileno Julio Olalla Mayor, mentor do Coaching Ontológico, concedeu à Revista HSM Management, em sua edição de junho de 2001. Perguntado sobre o que é coaching, ele respondeu: “Coaching tem a ver com criar, na empresa, um espaço no qual se declare especificamente que, para obter êxito no que fazem, as pessoas precisam do apoio de outras. É o reconhecimento público de uma insuficiência, que não é ruim em si: preciso conversar em um âmbito declarado de aprendizado no qual eu sinta apoio, não só no sentido operacional, mas em minha emotividade e também em minha corporalidade, porque enfrento situações que estão me superando.”

Ele continua: “Existe [uma] necessidade de aprendizado que tem a ver com dimensões muito mais profundas do ser humano, que hoje aparecem com muita força, porque vivemos em um mundo que muda permanentemente e no qual é difícil se encontrar, inclusive consigo mesmo”.

Como vemos, parece que o resgate da vida emocional, no verdadeiro exercício do papel profissional, deve ser levado em consideração, quando se trata de adaptar as pessoas às mudanças. Contudo, o que se observa é que o foco ainda insiste em se manter na valorização das competências técnicas, apesar de as competências humanas serem amplamente divulgadas como imprescindíveis para o sucesso das pessoas e das próprias empresas.

Nesse sentido, alguns poderiam argumentar, como já ouvi por diversas vezes, que a empresa não é o melhor lugar para se vivenciar emoções, pois o mundo corporativo necessita de decisões e as decisões, como se sabe, pertencem ao plano da racionalidade. Outros poderiam afirmar que não é bem assim, mas não entendem como poderiam viver a sua emotividade na empresa, pois da última vez que tentaram fazê-lo acabaram demitidos.

Imagine o que aconteceria com um executivo que, diante da impossibilidade de resolver um problema qualquer, tivesse que assumir, junto aos seus superiores imediatos, o fato de que não tem a competência solicitada para realizar aquela tarefa. Assumir as próprias emoções é um pouco poder admitir duas verdades: “às vezes, preciso de ajuda” e “não sou o dono da verdade”. Isso, sabemos, nem sempre é feito de maneira assertiva.

Como poderemos, então, buscar a criatividade, o bom relacionamento interpessoal, a inteligência emocional, a liderança servidora, a comunicação, a assertividade, a resiliência e tantas outras competências humanas necessárias para que a organização caminhe, sem que se permita o pleno exercício da vida emocional na empresa?

A maioria dos programas voltados para o desenvolvimento de lideranças, encontrados atualmente no mercado, busca ensinar essas competências. Contudo, fica a dúvida sobre a sua real eficácia. Ao retornar para a empresa, desconfio que essas lideranças não devam encontrar um ambiente propício para aplicá-las. Voltando um pouco mais ao que disse Julio Olalla, talvez os líderes não estejam conseguindo, de forma assertiva, manifestar suas principais necessidades e, sem esse reconhecimento explícito, fica difícil iniciar qualquer diálogo importante.

Para o desenvolvimento das competências técnicas, creio que já existam boas escolas, mas ainda é preciso compreender que a diferença, de fato, está nas pessoas, como bem disse Peter Drucker:

“São as pessoas que realizam o trabalho. Não é o dinheiro, não é a tecnologia. Portanto, a principal tarefa do executivo é tornar as pessoas produtivas”.

Para que isso ocorra, penso que as empresas deveriam buscar alternativas que permitam que as pessoas possam exercer o seu papel profissional sempre baseado na utilização das competências humanas citadas acima. Do contrário, passaremos um pouco mais de tempo vivendo a ilusão de que as pessoas, como muitas empresas gostam de afirmar, são os seus maiores ativos.

Por Gilberto de Moraes, psicólogo, professor universitário, coach, consultor da Support Assessoria Empresarial.

O que é ter uma carreira sustentável?

quinta-feira, março 5th, 2009

Frequentemente abordada na mídia e nas reuniões de empresas, a sustentabilidade faz parte do sonho de muitas instituições. Porém, tal conceito também precisa ser aplicado na sua carreira. Diante disso surge a indagação: afinal, o que é ter uma carreira sustentável?

De acordo com a sócia-diretora e coordenadora da Trevisan Consultoria, Iêda Novais, ter uma carreira sustentável é transpor os conceitos de uma empresa responsável, ou seja, promover um equilíbrio, mental e ambiental no seu cotidiano.

“A realidade é que hoje o profissional deve cuidar da sua própria carreira, mas em sintonia com os valores éticos, as crenças e a missão da organização para a qual está trabalhando”.

O que fazer?

Para Iêda, a estabilidade emocional é uma das características fundamentais que o profissional sustentável deve ter.

“O mercado cada vez mais exige um profissional com os seus valores pessoais ligados ao seu conhecimento. A pessoa precisa estar alinhada com a empresa. Por exemplo, se você acredita que fumar prejudica a saúde das pessoas, automaticamente, terá restrições a uma indústria de cigarros”.

PerfilComo deve se comportar um profissional sustentável? Quais são os seus principais diferenciais diante dos outros colegas de trabalho?

Segundo Iêda, há algumas características essenciais para quem almeja ter uma carreira sustentável. Veja a lista abaixo:

Ser bom no que faz;
Priorizar a sintonia entre seus valores pessoais e os da empresa;
Manter a estabilidade emocional, mesmo diante de situações adversas;
Desenvolver o papel de liderança;
Ser capaz de adaptar-se à novas culturas;
Mostrar o lado operacional bem desenvolvido;

Os desafios

Iêda afirma que a adoção de uma conduta sustentável será possível por meio do desenvolvimento das competências de cada um, ocasionando o advento de equipes flexíveis, com colaboradores mais autoconfiantes, gerenciáveis por si própios e com enorme capacidade de atualização.

Os desafios do profissional sustentável incluem pensar e agir em um contexto global, ampliando o propósito das corporações para além dos resultados financeiros e evidenciando a ética. Já para as empresas, a meta será valorizar as pessoas por meio da retenção de talentos.

Para descontrair…

quarta-feira, fevereiro 18th, 2009

O Porteiro do Prostíbulo
(autor desconhecido)

Não havia no povoado pior ofício do que ‘porteiro do prostíbulo’. Mas que outra coisa poderia fazer aquele homem? O fato é que nunca tinha aprendido a ler nem escrever, não tinha nenhuma outra atividade ou ofício. Um dia, entrou como gerente do prostíbulo um jovem cheio de idéias, criativo e empreendedor, que decidiu modernizar o estabelecimento.
Fez mudanças e chamou os funcionários para as novas instruções.

Ao porteiro disse: – A partir de hoje, o Senhor, além de ficar na portaria, vai preparar um relatório semanal onde registrará a quantidade de pessoas que entram e seus comentários e reclamações sobre os serviços.

- Eu adoraria fazer isso, Senhor – balbuciou – mas eu não sei ler nem escrever!

- Ah! Quanto eu sinto! Mas se é assim, já não poderá seguir trabalhando aqui.

- Mas Senhor, não pode me despedir, eu trabalhei nisto a minha vida inteira, não sei fazer outra coisa.

- Olhe, eu compreendo, mas não posso fazer nada pelo Senhor. Vamos dar-lhe uma boa indenização e espero que encontre algo que fazer. Eu sinto muito e que tenha sorte.

Sem mais nem menos, deu meia volta e foi embora. O porteiro sentiu como se o mundo desmoronasse.

Que fazer? Lembrou que no prostíbulo, quando quebrava alguma cadeira ou mesa, ele a arrumava, com cuidado e carinho. Pensou que esta poderia ser uma boa ocupação até conseguir um emprego.. Mas só contava com alguns pregos enferrujados e um alicate mal conservado. Usaria o dinheiro da indenização para comprar uma caixa de ferramentas completa.

Como o povoado não tinha casa de ferragens, deveria viajar dois dias em uma mula para ir ao povoado mais próximo para realizar a compra. E assim o fez.

No seu regresso, um vizinho bateu à sua porta:

- Venho perguntar se você tem um martelo para me emprestar.

- Sim, acabo de comprá-lo, mas eu preciso dele para trabalhar… já que….

- Bom, mas eu o devolverei amanhã bem cedo.

- Se é assim, está bom.

Na manhã seguinte, como havia prometido, o vizinho bateu à porta e disse:

- Olha, eu ainda preciso do martelo. Porque você não o vende para mim?

- Não, eu preciso dele para trabalhar e além do mais, a casa de ferragens mais próxima está a dois dias mula de viagem.

- Façamos um trato – disse o vizinho. Eu pagarei os dias de ida e volta mais o preço do martelo, já que você está sem trabalho no momento. Que lhe parece?

Realmente, isto lhe daria trabalho por mais dois dias. Aceitou. Voltou a montar na sua mula e viajou. No seu regresso, outro vizinho o esperava na porta de sua casa.

- Olá, vizinho. Você vendeu um martelo a nosso amigo. Eu necessito de algumas ferramentas, estou disposto a pagar-lhe seus dias de viagem, mais um pequeno lucro para que você as compre para mim, pois não disponho de tempo para viajar para fazer compras. Que lhe parece?

O ex-porteiro abriu sua caixa de ferramentas e seu vizinho escolheu um alicate, uma chave de fenda, um martelo e uma talhadeira. Pagou e foi embora. E nosso amigo guardou as palavras que escutara: ‘não disponho de tempo para viajar para fazer compras’. Se isto fosse certo, muita gente poderia necessitar que ele viajasse para trazer as ferramentas.

Na viagem seguinte, arriscou um pouco mais de dinheiro trazendo mais ferramentas do que as que havia vendido. De fato, poderia economizar algum tempo em viagens. A notícia começou a se espalhar pelo povoado e muitos, querendo economizar a viajem, faziam encomendas. Agora, como vendedor de ferramentas, uma vez por semana viajava e trazia o que precisavam seus clientes. Com o tempo, alugou um galpão para estocar as ferramentas e alguns meses depois, comprou uma vitrine e um balcão e transformou o galpão na primeira loja de ferragens do povoado.

Todos estavam contentes e compravam dele. Já não viajava; os fabricantes lhe enviavam seus pedidos. Ele era um bom cliente. Com o tempo, as pessoas dos povoados vizinhos preferiam comprar na sua loja de ferragens, do que gastar dias em viagens.

Um dia ele lembrou de um amigo seu que era torneiro e ferreiro e pensou que este poderia fabricar as cabeças dos martelos. E logo, por que não, as chaves de fendas, os alicates, as talhadeiras, etc. E após foram os pregos e os parafusos… Em poucos anos, nosso amigo se transformou, com seu trabalho, em um rico e próspero fabricante de ferramentas.

Um dia decidiu doar uma escola ao povoado. Nela, além de ler e escrever, as crianças aprenderiam algum ofício. No dia da inauguração da escola, o prefeito lhe entregou as chaves da cidade, o abraçou e lhe disse:

-É com grande orgulho e gratidão que lhe pedimos que nos conceda a honra de colocar a sua assinatura na primeira página do Livro de atas desta nova escola.

- A honra seria minha – disse o homem. Seria a coisa que mais me daria prazer, assinar o Livro, mas eu não sei ler nem escrever, sou analfabeto.

-O Senhor?!?! – disse o prefeito sem acreditar. O Senhor construiu um império industrial sem saber ler nem escrever? Estou abismado. Eu pergunto:- O que teria sido do Senhor se soubesse ler e escrever?

- Isso eu posso responder – disse o homem com calma. Se eu soubesse ler e escrever… ainda seria o PORTEIRO DO PUTEIRO!!!

Geralmente as mudanças são vistas como adversidades. As adversidades podem ser bênçãos. As crises estão cheias de oportunidades. Se alguém lhe bloquear a porta, não gaste energia com o confronto, procure as janelas. Lembre-se da sabedoria da água: “A água nunca discute com seus obstáculos, mas os contorna”.

Que a sua vida seja cheia de vitórias, não importa se são grandes ou pequenas, o importante é comemorar cada uma delas.

“Não há comparações entre o que se perde por fracassar e o que se perde por não tentar”.

Faça sua parte! Faça a diferença!

E o mundo será melhor para você e para todos nós !

Começo de ano: cinco dicas para organizar suas atividades no trabalho

segunda-feira, fevereiro 16th, 2009

“Tenho analisado a crise mundial e percebi que os resilientes são aqueles que estão conseguindo superar este momento. Eles não esperam um acontecimento ruim para somente depois fazer algo a respeito. E, mesmo diante das dificuldades em âmbito financeiro, estão entregando resultados”.

A explicação é do consultor organizacional Eduardo Carmello, diretor da Entheusiasmos Consultoria em Talentos Humanos e autor do livro “Resiliência – A transformação como ferramenta para construir empresas de valor”, da Editora Gente.

Carmello concluiu que resiliência não é somente a competência mais abordada nos últimos anos. É também a competência mais importante em um momento de crise.

Afinal, resiliente é aquele que suporta a pressão, se recupera rapidamente após um tombo e, acima de tudo, consegue antecipar os eventos.

“Alguns profissionais conseguiram prever a crise e criaram estratégias e alternativas para transpor a turbulência econômica. Já outros foram pegos de surpresa”.


Pratique a resiliência

“Em janeiro, soube de uma imobiliária que, ao contrário de suas concorrentes, estavam vendendo centenas de imóveis. O motivo é que um de seus vendedores havia sacado que, com a crise atingindo as instituições financeiras, as pessoas tirariam o dinheiro do banco para investir em casas e apartamentos. Ele criou um programa focado nesse comportamento”, conta o consultor organizacional.

Agir rapidamente frente a uma dificuldade, enxergar soluções e criar planos B. Isso é ser resiliente. “As pessoas têm a escolha de ficarem chateadas com a crise, lamentando seus efeitos negativos sobre os negócios, ou de superá-la, ajudando as empresas para as quais trabalham. Agora, é uma boa oportunidade para ser resiliente”, garante Carmello.

Enxergue sua carreira com olhos resilientes

O momento é único também para ser resiliente no planejamento de carreira. As empresas estão demitindo e ninguém está a salvo. Por isso, antecipe-se. “Setenta por cento das pessoas estão receosas com relação ao futuro de seus empregos. Eles não sabem se estão dentro ou fora dos planos de suas empresas”, afirma o especialista.

Para evitar que seja desligado da organização, ajude-a na superação da crise. Seja proativo, demonstre iniciativa e se dedique. “Melhore sua capacidade de entrega”, recomenda. “Se não tenho certeza do que irá acontecer, darei o melhor de mim, irei focar nos meus talentos e entregar resultados”.

Ao mesmo tempo, porém, vislumbre um plano B para sua carreira. Por que não realizar aquele antigo sonho de abrir o próprio negócio? Pesquise as oportunidades existentes e os meios para atingir seus objetivos. Para quem já está insatisfeito há muito tempo com o emprego, por exemplo, talvez seja o momento ideal para buscar uma colocação que tenha mais a ver com seus valores e ideais. Ative sua rede de relacionamentos e pergunte aos amigos se sabem de algum oportunidade.

“No lugar de enxergarem o momento atual como crítico, as pessoas poderiam aproveitar para repensar suas carreiras e arquitetar melhor seus futuros e projetos de vida”, finaliza.

Por Flávia Furlan Nunes – InfoMoney

Ambiente de trabalho – Brincadeira tem hora

quarta-feira, fevereiro 11th, 2009

Todos nós sabemos que o bom humor no ambiente de trabalhoé um dos mais importantes atributos do profissional de sucesso. Ele é um dos quatro H’s que alavancarão a sua carreira. Os outros três são: a Habilidade, a Honestidade e a Humildade.

Grandes consultores do mundo corporativo afirmam que um ambiente de trabalho bem-humorado contribui significativamente para incrementar a criatividade, a iniciativa, o espírito de time, a aprendizagem e as boas iniciativas individuais e do grupo.

O ambiente de trabalho que abre espaço para risadas e brincadeiras produz funcionários muito mais livres, motivados, estimulados e reconhecidos.

A tristeza ou excessiva formalidade desgasta as pessoas, aumentando-lhes o estresse. Ao contrário do humor, que lhes alivia as tensões.

O mundo corporativo, paulatinamente, vem descobrindo a importância das brincadeiras na construção de um clima interno mais harmonioso e produtivo no ambiente de trabalho. Funcionários com melhor qualidade de vida demonstram maior grau de comprometimento com o sucesso da organização e com o encantamento dos clientes.

Porém, brincadeiras e piadas em excesso são nocivas ao ambiente de trabalho. Há casos de pessoas que pecam por essa falha, gerando constrangimentos muitas vezes incontornáveis. Algumas chegam às raias do absurdo, como irromper em gargalhadas histéricas no meio de um velório ou reunião de acionistas de uma multinacional.

Segundo o consultor Claus Moller Ninguém gosta de um engraçadinho. “ Quando comecei minha carreira, há 20 anos, eu gostava de divertir as pessoas imitando algum colega. As impressões não eram satisfatórias, mas como geravam boas risadas, eu persistia. Alguns anos mais tarde, quando na entrevista para um novo emprego, meu futuro chefe sugeriu que eu conhecesse o cliente a quem eu teria que atender na nova posição. No jantar, descobri que se tratava de alguém que eu já conhecera no passado” afirma.

Se você quiser demonstrar sua boa educação no ambiente de trabalho, procure adotar sempre uma postura correta . Seja sempre gentil e pense em seu semelhante antes de pensar em si mesmo.

O seu ambiente de trabalho é construído por todos aqueles que nela trabalham e você é parte integrante e importante desse todo. Não permita que sua marca esteja associada a fofocas, calúnias, comentários depreciativos de quem quer que seja.

É freqüente a perda do emprego, resultante de posturas mal colocadas e conduta impertinente, mas os profissionais envolvidos nunca se tocam e geralmente se fazem a célebre pergunta: “Onde foi que eu errei?”.

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