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Como fazer amigos e influenciar pessoas

quinta-feira, outubro 29th, 2009

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O livro “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas” foi lançado em 1937 pelo escritor americano Dale Carnegie, palestrante especialista em relacionamentos pessoais. Já havia visto este livro em livrarias anteriormente, mas nunca me chamou a atenção, primeiro pelo título “Auto-Ajuda”, e segundo pela capa pouco atraente e antiquada.

No entanto, nos últimos meses vi diversas referências ao livro em blogs e podcasts, citando-o como leitura obrigatória para a vida pessoal e profissional. Inclusive o David Maister disse que se tratava do “melhor livro de negócios já escrito”. Resolvi então encarar o livro, e não me arrependi nem um segundo desta atitude.

O livro realmente tem um ar “ultrapassado”. Não só a parte gráfica, mas também vários textos que usam um linguajar da época e referências a empresas e pessoas que eram importantes no momento. Para o leitor, é importante não criar uma resistência nesta situação, já que o conteúdo é completamente aplicável no dia a dia.

A maior parte das sugestões de Carnegie são óbvias. No entanto, é exatamente no óbvio que costumamos pecar. Passando por tudo o que o autor recomenda, certamente você verá que não pratica vários princípios de relacionamento pessoal.

Importante também é não somente entender os conceitos, mas usá-los em seu dia a dia. Cada ponto tem aplicação direta em todos seus relacionamentos pessoais e profissionais, e a prática levará à facilidade no trato com as pessoas e abertura de oportunidades.

Segue a lista de sugestões de Carnegie, lembrando que isto de forma alguma substitui a leitura do livro. A verdadeira compreensão dos conceitos somente será obtida com as explicações detalhadas e diversos exemplos publicados.

Técnicas para Lidar com as Pessoas

- Não critique, não condene, não se queixe
- Aprecie honesta e sinceramente
- Desperte um forte desejo na outra pessoa

Seis Maneiras de Fazer As Pessoas Gostarem de Você

- Torne-se verdadeiramente interessado na outra pessoa
- Sorria
- Lembre-se que o nome de uma pessoa é para ela o som mais doce e importante que existe em qualquer idioma
- Seja um bom ouvinte. Incentive as pessoas a falarem sobre elas mesmas
- Fale de coisas que interessem à outra pessoa
- Faça a outra pessoa sentir-se importante e faça-o com sinceridade

Como Conquistar as Pessoas a Pensarem de seu Modo

- A única maneira de ganhar uma discussão é evitando-a
- Respeite a opinião dos outros, nunca diga: “Você está enganado”
- Se estiver errado, reconheça o seu erro rápida e enfaticamente
- Comece de maneira amigável
- Consiga que a outra pessoa diga “sim, sim” imediatamente
- Deixe a outra pessoa falar durante boa parte da conversa
- Deixe que a outra pessoa sinta que idéia é dela
- Procure honestamente ver as coisas do ponto de vista da outra pessoa
- Seja receptivo às idéias e desejos da outra pessoa
- Apele para os mais nobres motivos
- Dramatize as suas idéias
- Lance, com tato, um desafio

Princípios de Liderança

- Comece com um elogio ou uma apreciação sincera
- Chame a atenção para os erros das pessoas de maneira indireta
- Fale sobre os seus erros antes de criticar os das outras pessoas
- Faça perguntas ao invés de dar ordens diretas
- Permita que a pessoa salve o seu próprio prestígio
- Elogie o menor progresso e elogie todo o progresso. Seja sincero na sua apreciação e pródigo no seu elogio
- Proporcione à outra pessoa uma boa reputação para ela zelar

Um bom planejamento depende de adequada execução

domingo, maio 3rd, 2009

Nas últimas décadas, a expressão “Planejamento Estratégico” é presença constante nas discussões sobre gestão, qualquer que seja o tipo de empresa, de prestadoras de serviços a produtoras de bens, de organizações públicas a privadas, de micro a grandes instituições. A despeito da suposta adoção maciça desta prática, a crise mundial pegou muitos setores desprevenidos. Será que eles não tinham um planejamento estratégico ou este não foi devidamente elaborado?
Podemos dizer que as micro e pequenas empresas não têm um planejamento estratégico formal, ou seja, elaborado por meio de um modelo que facilite a tomada de decisões. É possível, também, afirmar que as grandes empresas, que costumam ter este tipo de plano, mas ainda assim se encontram em apuros, talvez não tenham previsto os riscos do mercado financeiro e suas conseqüências drásticas para a economia real. No entanto, é incomum entre os especialistas em gestão atribuir estes resultados negativos não ao modelo adotado, mas à equivocada consecução do que foi planejado.
Se houve falha no detalhamento das diretrizes, isto pode denotar falta de visão do planejador. Porém, a organização pode não ter cumprido com o que foi planejado. No primeiro caso temos um problema individual, originado exclusivamente por aquele que planejou. No segundo caso, a questão se coloca de modo coletivo, pois a maioria dos funcionários provavelmente deixou de cumprir com que estava estabelecido, ou não o executou corretamente.
Este fato é mais corriqueiro do que se poderia imaginar. Um dos motivos mais frequentes é que as empresas que se vêem às voltas com uma série complexa de metas a serem atingidas tendem a ser dispersivas no cumprimento destas. Por outro lado, organizações que definem um número mais modesto de objetivos podem direcionar seus esforços com mais propriedade.
Outra face deste problema é a falta de correta tradução das metas da empresa na forma de tarefas simples e que todos os funcionários sejam capazes de entender – quando não há compreensão de “onde se quer chegar” o “como chegar”, qualquer caminho escolhido ou resultado que se obtenha será considerado válido.
No centro desta questão do planejamento deve ser transmitida, de modo bem claro, a idéia de qualidade que os funcionários devem perceber e adotar ao executar suas tarefas. Isto pode ter vários nomes na empresa. Comprometimento é um deles, mas também podemos citar: remuneração adequada, liderança, motivação, descentralização de decisões e assim por diante.
Em síntese, a mensagem que desejamos deixar é esta: sem planejamento não se chega a lugar algum! Sobre isso não resta qualquer dúvida, assim como o fato de que planejar é uma arte. O que boa parte das pessoas ainda não entendeu muito bem é que nem o melhor planejamento do mundo trará resultados se não for implantado corretamente – e isto depende do empenho de todos os funcionários, que devem estar devidamente municiados de informações.

Ainda que, muitas vezes, os resultados de um bom planejamento demorem a ser atingidos, a receita é muito simples:

1- Definir um número reduzido de metas para a organização e fazê-lo de modo claro;
2- Traduzir estas metas em tarefas compreensíveis por todas as áreas que compõem a empresa;
3- Capacitar constantemente os colaboradores para que estes possam cumprir suas tarefas;
4- Desenvolver processos de liderança, motivação e trabalho em equipes;
5- Controlar os resultados e corrigir rapidamente as distorções.

Prof. Paulo Roberto Lucas de Oliveira é economista, consultor empresarial em planejamento e gestão estratégica de negócios e coordenador de Pós-graduação das Faculdades Rio Branco.

Na crise, é importante se destacar… Mas você sabe fazer isso?

quarta-feira, abril 15th, 2009

De acordo com a empresa de Recursos Humanos (RH) e gestão de carreira, Carrer Center, quando um profissional decide por procurar novas oportunidades, além do currículo, o networking e a entrevista são as principais ferramentas nessa etapa, principalmente para aqueles que ficaram muito tempo no mesmo posto.

Passo a passo

Confira abaixo as dicas dadas pelo Carrer Center para o profissional se destacar no processo de seleção:

Currículo: os resultados obtidos em empregos anteriores mostram o que você pode agregar à empresa. “Não adianta colocar o que fez, tem de dizer o impacto que causou na empresa e mostrar que o profissional busca resultados”, afirmou a consultora do Carrer Center, Claudia Monari.

Networking: segundo dados do Carrer Center, 57% de seus clientes são recolocados no mercado por meio de networking, ou uma rede de contatos formada por reuniões, eventos e etc. Atualmente, manter uma rede de contatos é questão de sobrevivência e aprendizado.

Planejamento financeiro: é importante se programar, para não passar por dificuldades financeiras no período de busca de trabalho. Portanto, fazer um planejamento adequado é essencial para não ter maiores problemas durante o processo de reinserção no mercado.

Antes da entrevista: descubra tudo sobre a empresa na qual participará de processo seletivo. Informações sobre o mercado em que a empresa está inserida, sua origem, número de funcionários, localização, principais produtos e concorrentes ajudarão. Cuidar da apresentação pessoal, da empatia e não chegar atrasado são pontos a serem priorizados.

Durante a entrevista: não existe fórmula para enfrentar uma entrevista de emprego. O que pode levar o profissional ao sucesso são objetivos compatíveis com os da empresa. Algumas dicas podem ajudar nesse momento, como responder somente ao que for perguntado, evitar respostas prontas e decoradas e relatar de forma clara os objetivos pelos quais saiu da empresa anterior.

Salário: somente no final da entrevista é indicado falar sobre salário. Primeiro, descubra mais sobre o cargo disponível, suas características e atribuições. Se necessário, comente sobre seu último salário e benefícios, e sempre esteja aberto para negociações. Outra dica é conhecer os benefícios da empresa antes de falar sua faixa salarial.


Flávia Furlan Nunes – InfoMoney

Começo de ano: cinco dicas para organizar suas atividades no trabalho

segunda-feira, fevereiro 16th, 2009

“Tenho analisado a crise mundial e percebi que os resilientes são aqueles que estão conseguindo superar este momento. Eles não esperam um acontecimento ruim para somente depois fazer algo a respeito. E, mesmo diante das dificuldades em âmbito financeiro, estão entregando resultados”.

A explicação é do consultor organizacional Eduardo Carmello, diretor da Entheusiasmos Consultoria em Talentos Humanos e autor do livro “Resiliência – A transformação como ferramenta para construir empresas de valor”, da Editora Gente.

Carmello concluiu que resiliência não é somente a competência mais abordada nos últimos anos. É também a competência mais importante em um momento de crise.

Afinal, resiliente é aquele que suporta a pressão, se recupera rapidamente após um tombo e, acima de tudo, consegue antecipar os eventos.

“Alguns profissionais conseguiram prever a crise e criaram estratégias e alternativas para transpor a turbulência econômica. Já outros foram pegos de surpresa”.


Pratique a resiliência

“Em janeiro, soube de uma imobiliária que, ao contrário de suas concorrentes, estavam vendendo centenas de imóveis. O motivo é que um de seus vendedores havia sacado que, com a crise atingindo as instituições financeiras, as pessoas tirariam o dinheiro do banco para investir em casas e apartamentos. Ele criou um programa focado nesse comportamento”, conta o consultor organizacional.

Agir rapidamente frente a uma dificuldade, enxergar soluções e criar planos B. Isso é ser resiliente. “As pessoas têm a escolha de ficarem chateadas com a crise, lamentando seus efeitos negativos sobre os negócios, ou de superá-la, ajudando as empresas para as quais trabalham. Agora, é uma boa oportunidade para ser resiliente”, garante Carmello.

Enxergue sua carreira com olhos resilientes

O momento é único também para ser resiliente no planejamento de carreira. As empresas estão demitindo e ninguém está a salvo. Por isso, antecipe-se. “Setenta por cento das pessoas estão receosas com relação ao futuro de seus empregos. Eles não sabem se estão dentro ou fora dos planos de suas empresas”, afirma o especialista.

Para evitar que seja desligado da organização, ajude-a na superação da crise. Seja proativo, demonstre iniciativa e se dedique. “Melhore sua capacidade de entrega”, recomenda. “Se não tenho certeza do que irá acontecer, darei o melhor de mim, irei focar nos meus talentos e entregar resultados”.

Ao mesmo tempo, porém, vislumbre um plano B para sua carreira. Por que não realizar aquele antigo sonho de abrir o próprio negócio? Pesquise as oportunidades existentes e os meios para atingir seus objetivos. Para quem já está insatisfeito há muito tempo com o emprego, por exemplo, talvez seja o momento ideal para buscar uma colocação que tenha mais a ver com seus valores e ideais. Ative sua rede de relacionamentos e pergunte aos amigos se sabem de algum oportunidade.

“No lugar de enxergarem o momento atual como crítico, as pessoas poderiam aproveitar para repensar suas carreiras e arquitetar melhor seus futuros e projetos de vida”, finaliza.

Por Flávia Furlan Nunes – InfoMoney

56 Atitudes infalíveis – Longo, mas vale MUITO a pena.

sexta-feira, fevereiro 13th, 2009

Apesar de engraçado, o desenho ao lado mais se assemelha a uma representação do inferno corporativo.

É o chefe tentando puxar o tapete do colega de equipe; o gerente que quer dar um murro nas fuças da diretora, por não conseguir alinhar com ela as metas para o trimestre; o analista que, observando todo esse caos, não vê a hora de a sexta-feira chegar, para descer a serra rumo à praia; e a assistente que, diante de tudo isso, só pensa em procurar um emprego novo.

Pois é, o desenho é um esboço do que pode vir a ser o seu dia-a-dia este ano. Estamos diante de uma das maiores crises econômicas da história. O impacto dela sobre as empresas ainda é incerto. Já o seu efeito sobre os nervos das pessoas é imediato. “A crise desperta o medo de perder o emprego e isso leva os profissionais a adotar atitudes defensivas”, diz o professor Joel Dutra, coordenador do Programa em Gestão de Pessoas, da Fundação Instituto de Administração, de São Paulo.

Mas não é só isso. Mudaram também as regras do jogo e aumentou a pressão sobre os altos executivos — vice-presidentes e diretores. Isso torna a cobrança maior nos níveis abaixo dos cartolas. As avaliações de desempenho, antes feitas de forma descontraída e até displicente, visto que os resultados eram quase sempre garantidos, agora ficam bem mais sérias. Daqui pra frente, é bom ser muito específico ao justificar uma meta não atingida. Diante desse quadro, os conflitos emergem com mais facilidade. “Perde-se a descontração e o escritório pode virar um barril de pólvora”, diz o professor Joel. Se deixar contaminar pela tensão que está no ar, pode ser uma terrível armadilha para a sua carreira. Por isso, mapeamos as situações mais críticas que podem aparecer nesse cenário em que tudo está de pernas para o ar. A reportagem de Você S/A ouviu 23 executivos, especialistas do mercado, acadêmicos, consultores e headhunters para entender qual o impacto dos fatores externos sobre o ambiente de trabalho e de que forma as pessoas reagem em momentos de incerteza. Cruzamos o resultado dessas entrevistas com as histórias que os internautas nos enviaram ao longo do último mês, relatando como a crise está afetando o cotidiano nas empresas em que eles trabalham. Assim chegamos às 20 situações mais desafiadoras nesse cenário. A partir delas, apresentamos — junto com os especialistas ouvidos pela reportagem — 56 atitudes que farão você atravessar bem este período de incertezas, superando os dramas e saindo ainda mais forte quando a poeira baixar.

As 20 situações mais desafiadoras no escritório:

Chefe estressado, Colega competitivo, Assédio moral, Falta de espaço para dar idéias, Mudanças constantes, Excesso de rigidez, Colega que virou chefe, Promoção frustrada, Politicagem, Excesso de níveis hierárquicos, Chefe ausente, Falta de identificação com a empresa, Excesso de pressão, Inveja no trabalho, Colega folgado, Chefe tirano, Dificuldade de influenciar o chefe, Dificuldade de abordar o chefe, Dificuldade de manter a produtividade e Excesso de individualismo.

1 TROQUE O CHIP MENTAL - Antes da crise começar, você era visto como um talento? Então uma má notícia: o cenário mudou para você também. Aproveite o prestígio, mas avalie o que precisa fazer de diferente para se adaptar à nova realidade. “Em tempo de demissão, fica no emprego quem realmente traz resultados e tem as habilidades que a empresa precisa no momento”, diz Cláudio Garcia, presidente da consultoria DBM, em São Paulo.

2 É TEMPO DE SER POLÍTICO – Fazer política — estabelecer e conduzir relacionamentos dentro da empresa — é fundamental para fortalecer a carreira. Mexa seus pauzinhos, mas com ética. A linha entre a política saudável e a maléfica é tênue. “O que define é a intenção. Você quer adesão à sua ideia ou derrubar a do seu colega?”, diz o consultor José Augusto Minarelli, da Lens & Minarelli.

3 TÁ NERVOSO? CHÁ DE CAMOMILA – Se você está pressionado, pode perder a calma mais depressa. O jeito é aprender a controlar os nervos. “Para crescer, o profissional precisa entender por que reage assim”, diz Adriana Fellipelli, diretora-geral da Fellipelli, consultoria de recursos humanos. Isso exige autoconhecimento. Na hora do conflito, use uma lição prática: não faça nada enquanto estiver irritado. Espere uns minutos, tome um chá de camomila e, quando a fervura baixar, tome uma decisão.

4 MEU CHEFE ADORAVA GRITAR – Rodrigo Drysdale, 46 anos, diretor de marketing da Warner Home Entertainment, trabalhava em uma empresa familiar, em 2001, e respondia a um diretor neurótico. O sujeito tinha o hábito de gritar com todos. “Cansei de ver pessoas chorando. Nos dois anos que passei lá, vi uns 12 gerentes entrar e sair”, lembra. ATITUDE: Para aguentar, Rodrigo não dava ouvidos à histeria e aconselhava o time a fazer o mesmo. Para relaxar, passou a jogar tênis diariamente. E se apegava à certeza de que a situação era provisória.

5 EVITE SEGURAR O ROJÃO SOZINHO - Não assuma, com boa intenção de colaborar, mais responsabilidades do que consegue. Em 2009, isso pode acabar em demissão.

6 TEM QUE NEGOCIAR – Você vai ter que ser bom de negociação esse ano. Por quê? Porque o número de controles internos vai aumentar. E a disposição das pessoas em ajudar vai diminuir. E aí, para fazer as coisas andarem, só com muita conversa. Siga essa dica, que vale para chefes e profissionais de outras áreas da empresa. “Durante a negociação, não se prenda ao passado e mostre ao interlocutor o que ele vai ganhar no futuro com aquela ideia”, aconselha Donald MacNicol, consultor em negociações e professor do Ibmec São Paulo.

7 LUTE PELAS SUAS IDEIAS (DESDE QUE ELAS SEJAM EFICIENTES) – Para conseguir cumprir seus deveres,você vai precisar defender suas ideias. Mas cuidado com as discussões improdutivas. Para ter sucesso num debate, o professor de gestão Robert Sutton, da Universidade Stanford, sugere que o profissional lute pela sua ideia “como se estivesse certo” e ouça o interlocutor “como se estivesse errado”. Faça o dever de casa: estude o assunto antes de abri-lo para o chefe ou colegas de equipe.

8 FAÇA UM CHECK-UP DIÁRIO – 11 perguntas para começar o dia: • Como a crise está impactando o setor em que atuo? • A empresa em que trabalho foi afetada? Como? • Como a empresa em que trabalho está reagindo? • Como a crise afeta meu departamento? • O que o meu chefe espera de mim nesse mês? • As conversas de corredor aumentaram? • Até que ponto dá para confiar nelas? • Como a crise afeta cargos como o meu? • O que eu faço é imprescindível para a organização? • Quais são os critérios de demissão na minha empresa? • Como foi meu desempenho na última avaliação periódica? • Como foi meu desempenho comparado ao de meus pares?

9 RELAXE E MÃOS À OBRA – Quando as notícias sobre demissão começam a pipocar, bate o medo de perder o emprego. Afaste esse fantasma. Pense bem, há quanto tempo você já lida com a falta de estabilidade no trabalho? “O profissional hoje está o tempo inteiro preocupado com a demissão”, diz Carmelina Nickel, da DBM. Ou seja, antes da crise, você já pensava na questão. Agora que o cenário piorou, mantenha a calma. Se você se desesperar, sua produtividade vai cair. E, aí sim, você se tornará um candidato ao corte.

10 CAUTELA ACIMA DE TUDO – Apesar do cenário ruim, você pode receber um convite de emprego. Avalie com cautela redobrada cada proposta. Se a situação na atual empresa estiver insuportável, mude. Agora, se estiver com alguma dúvida, o melhor é esperar. Ninguém sabe, nem os economistas e analistas financeiros, como será o dia de amanhã.

11 INSISTA, SEM SER CHATO – Quando as pessoas estão na defensiva, a primeira reação é rejeitar propostas novas. Portanto, prepare-se para ouvir muitos “nãos”. Para conseguir o que deseja, seja insistente. Tenha tato para saber a hora e a maneira certas de retomar o assunto sem ser chato.

12 SEJA PARTE DA SOLUÇÃO, NÃO DO PROBLEMA – A ordem é cortar gastos. Bater na tecla de que não há despesas que possam ser reduzidas não vai adiantar. Ao fazer isso, você vai parecer do contra e passará a ideia de que não está alinhado com os planos da empresa. “É preciso fazer parte da solução e se mostrar disposto a ajudar no que for preciso”, diz Patrícia Molino, sócia-líder da KPMG, consultoria em gestão de RH.

13 PEGUE LEVE COM O CHEFE – Boa parte dos resultados ruins decorre da falta de clareza na delegação de tarefas. Os chefes não são claros mesmo. Às vezes, eles também não entenderam direito o que quer o chefe deles. A falta de clareza faz parte do processo. Por isso, pergunte, tire dúvidas, desconfie. Isso evitará conflitos e retrabalho.

14 PERGUNTE-SE COMO - Questione no dia-a-dia de sua área como economizar. Como reduzir o desperdício de papel? Dá para adiar investimentos, como? Com que fornecedores posso renegociar valores? E pense em alternativas.

15 NÃO SE PRECIPITE – Sob pressão, as pessoas tendem a agir pior do que em condições normais. Isso vale para chefes e colegas. Evite fazer julgamentos precipitados. Avalie as diferenças na forma como uma pessoa se relaciona com chefes e subordinados — principalmente se ela trata esses últimos com respeito. Quando a poeira baixar, você vai saber separar alhos de bugalhos.

16 DISCORDE, SEM BATER BOCA – Cinco passos para argumentar sem transformar a sala de reunião num ringue: 1. Amarre e relacione suas ideias às metas da empresa. 2. Ofereça sugestões em vez de apenas levantar problemas. 3. Mostre como sua ideia contribui para evitar danos ou superar riscos. 4. Apresente mais de uma opção. 5. Considere as preocupações e medos do interlocutor.

17 PRATIQUE A AUTOMOTIVAÇÃO – Alguns artifícios podem manter a sua motivação em alta. Confira: • Converse com muita gente > A troca de experiências vai ajudá-lo a perceber que as incertezas da crise afetam os outros. É, o problema não é só seu. • Busque o simples > Retome aquelas pequenas coisas, que por vezes ficam de lado, mas que melhoram (e muito!) o astral fora do trabalho. Por exemplo, ir a academia. • Estabeleça pequenas metas > Combine com seu chefe metas informais intermediárias. Cumpri-las vai lhe dar forças para buscar o objetivo principal.

18 EXERCITE O BOM HUMOR – 53% dos profissionais brasileiros de 30 a 39 anos dizem que preferem trabalhar em ambientes divertidos. Veja como agradar o chefe sem escorregar na falta de ética: • Nada de piadas racistas ou apelativas. • Tenha claramente quais brincadeiras são aceitáveis. • Se suas tiradas não fazem sucesso, não force a barra. • Não confunda humor com palhaçada. • Saiba a hora certa de parar.

19 MEÇA AS PALAVRAS – Durante a crise é preciso ter mais sensibilidade para dar opiniões. Você pode ter um estilo pessoal, mas tente variar o jeito de falar conforme o interlocutor. Por exemplo, você acha que um comentário crítico vai colaborar com o trabalho da sua equipe? Antes de fazê-lo, verifique se, no lugar de ajudar, você não criará um transtorno maior. Resumindo: calcule bem os efeitos do que você diz.

20 TINHA MEDO DE DECEPCIONAR DOIS CHEFES – Em seu primeiro dia de trabalho na fabricante de celulares Sony Ericsson, Beni Harari, 27 anos, gerente nacional de trade marketing descobriu que teria duas chefes: uma no Brasil e outra nos Estados Unidos, seguindo a estrutura gerencial da empresa. Fiquei com medo de me complicar com ordens cruzadas”, lembra. ATITUDE: Beni traçou metas semestrais, que revisa periodicamente com as duas chefes. “Assim, sei se estou no caminho certo”, diz. Quando uma tarefa extra aparece, discuto os impactos no meu trabalho com as duas.

21 RESPIRE FUNDO – Sabe aquela promoção que o chefe havia prometido? E aquela bolsa para o MBA? Não se surpreenda se planos desse tipo forem congelados. As empresas estão cortando investimentos novos. “É preciso estar preparado para frustrações, porque elas vão ocorrer com frequência”, diz Patrícia Molino, da KPMG. Encare possíveis adiamentos como algo temporário e baixe as expectativas. Assim, diminuem as chances de você se desmotivar.

22 AGUENTE O TRANCO – A sobrecarga de trabalho é uma das principais reclamações de profissionais e uma fonte permanente de conflitos no trabalho. Neste ano, com demissões e equipes enxutas, a coisa tende a piorar. Para dar conta de tudo, fique atento às prioridades. “Se tentar atender todas as demandas, você não fará nenhuma bem feita”, diz José Augusto Minarelli, presidente da consultoria Lens & Minarelli Associados, de São Paulo. Portanto, organize-se: • liste tarefas e solicitações; • separe o importante do urgente; • comunique os envolvidos; • se um deles chiar — mesmo que seja o chefe —, mostre seus critérios de priorização e a importância disso para o bom desempenho do trabalho.

23 NÃO PISE NA BOLA – Cuide da sua reputação, pois você continuará com ela quando as coisas se normalizarem. Não seja oportunista em negociações, por exemplo. Não confunda disposição para superar a adversidade com uma carga excessiva de agressividade nos relacionamentos. Em outras palavras, não pise na bola.

24 DESCARTE A RÁDIO-PEÃO – Na crise, a fofoca aumenta. Esse é um sério risco à sua produtividade. Tome muito cuidado para não se enrolar com a boataria. Se o assunto for sobre a empresa, a melhor solução é esclarecer com o chefe. Como isso nem sempre é possível , observe o ambiente atentamente e tire suas próprias conclusões. Repercutir fofocas, nem pensar. Além de ser perda de tempo, faz mal à sua imagem. “Aos fofoqueiros não é confiada a liderança de grupos ou participações em projetos estratégicos”, diz Patrícia Molino, da KPMG.

25 PÉ NO ACELERADOR – Aumente o empenho com que realiza suas tarefas. A pressão por resultados é uma realidade no mundo corporativo, mas em momentos como este — com algumas equipes reduzidas, financiamentos mais demorados e regras mais rígidas —, para atingir o mesmo resultado às vezes é preciso de uma dose extra de sacrifício. Encare como uma fase e tenha claro aonde quer chegar (uma promoção, reconhecimento, aprendizado). Assim, fica mais fácil aguentar as dificuldades!

26 USE E ABUSE DO TIME – “Combinar competências é o segredo para conseguir extrair ações inovadoras e diferenciadas das equipes”, diz Henri Vahdat, diretor da área de capital humano da Deloitte. Para identificar competências, siga as seguintes ideias: • tome um café com seus subordinados de vez em quando; • pergunte a cada um que pontos fortes acreditam ter; • delegue e acompanhe a execução; • observe que tarefas são mais adequadas para cada um; • crie situações que possibilitem a integração da equipe.

27 CÉREBRO EM ATIVIDADE – Você vai ouvir essa atitude de outras fontes, mas ela é tão importante que vale ressaltar: seja criativo, pense fora da caixa. “Ficar focado no problema não resolve nada. Sai na frente quem consegue romper a mesmice e buscar alternativas”, diz Patrícia Molino, da KPMG. Faça perguntas e procure fontes alternativas. Veja como seus concorrentes resolveram o mesmo problema. Descubra os exemplos internacionais. Discuta suas ideias com alguém que entenda do assunto e verifique a validade delas.

28 PERDI A OPORTUNIDADE DE SER PROMOVIDO – Danilo Puchetti, 35 anos, gerente de administração de vendas da Ducoco Alimentos, ficou frustrado ao ser preterido para suceder o chefe em seu emprego anterior. “Sentia que estava preparado e acreditava que seria o escolhido”, diz. ATITUDE: Desde o primeiro momento optou por dizer ao novo chefe que queria o cargo, mas que gostaria de ajudá-lo a conduzir o time e o negócio. “Preferi ser transparente, para não causar mal-entendido. Trabalhamos alinhados, ajudei no que foi possível e quando ele foi promovido me indicou para a vaga”, diz Danilo.

29 UM POUCO MENOS DE EMOÇÃO – Em momentos de incerteza, as pessoas estão mais vulneráveis a expor seus sentimentos. Isso traz impactos à racionalidade e, consequentemente, piora a capacidade de decisão. Identifique e separe razão de emoção. Dosar os sentimentos é fundamental para manter-se engajado e produtivo.

30 APRENDA TRABALHANDO – As empresas vão investir menos no desenvolvimento de funcionários este ano. Se você não quer bancar cursos caros agora, aproveite para aprender enquanto trabalha. Segundo dados da Fundação Instituto de Administração (FIA), de São Paulo, 85% do desenvolvimento das pessoas ocorre na prática. Por isso, aceite tarefas desafiadoras, peça ajuda, procure conhecer os dilemas de outras áreas e as soluções que encontraram e encare as situações como inéditas. “Admitir a sua incapacidade para lidar com certas situações é o primeiro passo para aprender”, diz Cláudio Garcia, da consultoria DBM.

31 CAPITALIZE SEU NETWORKING – Na hora da pressão, informações sobre a empresa e o mercado ganham valor. Não espere que seu chefe dê tudo mastigado para você. Diversifique as fontes com gente de fora da empresa. “Você vai agregar visões importantes, que podem virar uma boa moeda de troca”, diz o professor Joel Dutra, coordenador do Programa de Estudos em Gestão de Pessoas, da FIA.

32 O CHEFE TEM O PODER… MAS VOCÊ ESTÁ NO COMANDO – Este ano, por causa da crise econômica, o poder está de volta às mãos das empresas — e dos chefes. Mas, mesmo em desvantagem, você pode avaliar como as companhias em que gostaria de trabalhar se comportam. Elas demitem? Elas se esforçam para reter? Avalie quais, de fato, tratam os funcionários como “o seu maior ativo”.

33 FAÇA SEU TRABALHO APARECER – As empresas buscam (mais do que nunca) eficiência e estão de olho em seus melhores profissionais. É importante que o seu trabalho apareça. Mas cuidado, tem gente que confunde marketing pessoal com exibicionismo. Siga essas dicas para vender seu peixe: • Apresente suas realizações com informações, clareza e objetividade. • Só mostre trabalhos completos, para não causar uma primeira impressão errada. • Comunique-se com o seu chefe. É ele quem precisa estar ciente do seu trabalho. • Coloque-se à disposição para assumir tarefas complexas.

34 ESCOLHA OS MELHORES – A perda de um talento produz efeitos graves. “A saída de um profissional-chave da empresa pode ser onerosa e significar até a perda de negócios importantes”, diz Henri Vahdat, da Deloitte. Se você é gestor, identifique quem são as pessoas imprescindíveis e cuide bem delas.

35 CRIE UMA BLINDAGEM ANTIPESSIMISMO – OK, a crise está aí. Mas não fique pensando exclusivamente nela. Além de tirar a concentração, isso aumenta o pessimismo. “Focar apenas no agora pode criar expectativas ruins e levar os profissionais a tomar atitudes derrotistas e conservadoras”, diz Henri Vahdat, diretor da área de capital humano da Deloitte. A atitude negativa limita seu raciocínio e prejudica seu desempenho. Para manter-se otimista e focado, pense nas perspectivas de médio e longo prazos.

36 SEJA GENTE FINA (COM O COLEGA) – Quando a empresa enfrenta dificuldades, os empregados se tornam mais individualistas e tendem a se fechar mais. Em ambientes que já eram competitivos, isso se traduz em um nível baixíssimo de coleguismo. Rompa esse ciclo. “Um profissional que é visto como alguém disposto a ajudar contribui para o bom clima e tem mais chances de ser promovido a cargos de liderança”, diz Patrícia Molino, sócia-líder da KPMG, consultoria de RH.

37 SEJA GENTE FINA (COM O CHEFE) – “Culturalmente, o chefe é visto como super-herói, sem fraquezas”, diz Cláudio Garcia, presidente da consultoria DBM. Muitas vezes, o próprio líder veste essa camisa. Isso é um erro que o isola dos subordinados. Chefes normalmente receberam pouco treino para comandar equipes. Leve isso em conta no seu relacionamento e procure ajudá-lo a chefiar. “Essa sensibilidade pode estreitar a relação e abrir portas”, aponta Cláudio.

38 SEJA CLARO NO FEEDBACK – O entrosamento das equipes será fundamental para atravessar as turbulências deste ano sem conflitos. Por isso, não espere a avaliação de desempenho para dar e pedir feedback. Faça isso periodicamente. Nas conversas, seja claro e objetivo. Evite os rodeios e as indiretas. “Temos medo de magoar as pessoas com frases incisivas, mas um feedback vai ajudar, por mais duro que ele seja”, diz José Augusto Minarelli, da consultoria Lens & Minarelli Associados.

39 QUANTO MAIS FLEXÍVEL, MELHOR – Acostume-se à ideia de mudar de atividade com frequência dentro da empresa. “A vida corporativa atual está mais focada em projetos do que em rotina.”, diz Henri Vahdat, da consultoria Deloitte. Quem se adapta a um trabalho flexível ganha créditos e cresce.

40 CONCENTRE-SE NO QUE IMPORTA – Aumente a concentração no trabalho. Tudo o que as empresas precisam neste momento é foco. Faça o seguinte: • Descubra as pessoas e assuntos que distraem sua atenção e evite-os. • Identifique os processos que mais consomem tempo. • Busque um bom método de otimização das tarefas. • Evite se envolver em situações que façam você desperdiçar energia, como as fofocas na hora do café ou picuinhas desnecessárias no escritório.

41 MEU CHEFE ME PERSEGUIA – Renata Duarte Conceição de Oliva, 29 anos, coordenadora de relações com investidores da Comgás, viveu o drama de se sentir perseguida por um chefe em seu emprego anterior. “Tive trabalhos cancelados e uma bolsa de estudo sabotada.” ATITUDE: Renata optou por não reagir às provocações. Engolia os desaforos. Quando sentiu que a situação brecava seu crescimento profissional, procurou um novo emprego. Levou dois meses para se recolocar. “Foi um período difícil, mas que me ensinou a lidar com adversidades, além de dar um baita jogo de cintura”

42 ASSUMA SEUS ERROS – 62% dos executivos consideram que o pior defeito de um chefe é não admitir os próprios erros. Superar essa atitude negativa é prova de humildade. Nos momentos de tensão, isso demonstra abertura para aprender e capacidade de negociação.

43 FUJA DA CAÇA ÀS BRUXAS – Evite transformar um erro cometido por um colega em uma caça às bruxas. “É importante tomar cuidado, para não criar um clima de intolerância ao erro”, diz o professor Joel Dutra, coordenador do Programa de Estudos em Gestão de Pessoas, da FIA. Tenha em mente que todos estão na mesma situação e o momento é de cooperar, e não de empurrar a culpa pra frente.

44 ELEJA O SEU GURU – Escolha uma pessoa experiente, de fora da organização, para orientar seus passos e tirar dúvidas de carreira. Periodicamente marque conversas para contar como anda o trabalho e com quais situações você tem mais dificuldade em lidar. O seu guru deve ser alguém que: • Inspire confiança . • Você conheça e admire a trajetória de carreira. • Tenha uma conduta irrepreensível. • Seja acessível.

45 AMPLIE SUA VISÃO ESTRATÉGICA – Muitos profissionais tendem a centralizar tarefas. É uma atitude equivocada de autopreservação. Quem faz isso acha que o controle das situações minimiza riscos e aumenta o poder. Besteira. “Quem se prende às atividades operacionais não gera a oportunidade de participar mais da estratégia”, diz o professor Joel Dutra, da FIA.

46 RESULTADOS JÁ! – Este ano os resultados terão de aparecer rapidamente. De maneira geral, as empresas estão mais preocupadas em salvar o trimestre do que em planejar o futuro. “Elas precisam de profissionais que deem passos curtos e precisos”, diz Elaine Saad, da Right Management. Avalie bem os riscos antes de tomar decisões.

47 MAIS AÇÃO, MENOS RECLAMAÇÃO – “As pessoas tendem a colocar a culpa pelas suas incapacidades nos outros”, diz José Augusto Minarelli, da consultoria Lens & Minarelli Associados. Apesar de ser uma atitude comum, ficar sentado colocando a culpa no chefe, no colega, na empresa ou na crise não vai resolver nada. Coloque-se à disposição para ajudar a resolver os problemas. Aja.

48 É CHATO? EU TOPO – “Em 2009 as tarefas podem não ser desafiadoras, mas é preciso fazer concessões”, diz Patrícia Molino, da KPMG. Traduzindo: prepare-se para aceitar tarefas chatas. E gostar. 49 VÁ DIRETO AO PONTO Seja objetivo. Este ano, ninguém tem tempo a perder e: • pense por que aquela informação interessa ao interlocutor; • liste os pontos mais relevantes; • para cada tópico, estruture começo, meio e ? m para o discurso; • escolha um bom momento para falar; • fale de forma direta e simples; • procure identificar o estilo de comunicação de cada pessoa.

50 FAÇA VALER SUA EMPATIA – Em qualquer situação, antes de reagir, avalie o contexto e imagine o que você faria se estivesse no lugar de seu chefe ou colega. “A empatia está relacionada à maturidade. Quem tem esta habilidade consegue agir com mais segurança”, diz o consultor José Augusto Minarelli.

51 FIQUE DE OLHO NOS EXPERIENTES – 70% dos executivos consideram que a melhor forma de aprendizado é ser treinado por profissionais mais experientes. Enquanto essa crise durar, cole no cara grisalho do departamento. Ele já experimentou — e sobreviveu — a outras crises.

52 SEM BYPASS, PLEASE – A ansiedade para se destacar será grande neste ano. Quando for fazer propaganda de suas realizações, porém, cuidado para não atropelar seu chefe, e já ir direto falar com o diretor sobre o excelente resultado de vendas da sua área. “Muitas vezes, esse buypass é desnecessário. A melhor forma de uma pessoa aparecer não é essa”, diz Elaine Saad, da Right Management.

53 PENSE BEM ANTES DE PEDIR AUMENTO – Você realmente quer pedir aumento no meio da crise? Saiba que, na maioria das vezes, isso vai soar como a mais completa falta de noção. E, se isso ocorrer, seu nome pode ir parar na lista de corte. Então, antes de falar com o chefe, avalie se: …você tem superado as metas e merece ganhar mais; …pode dar mais um tempo com o salário atual; …você está preparado para queimar uma ficha.

54 COM SEGURANÇA, MAS SEM ARROGÂNCIA – Mais do que nunca, você vai precisar confiar no seu taco para tomar decisões e dar opiniões. Mas cuidado: segurança nada tem a ver com arrogância e teimosia. Aparecer como o dono da verdade é péssimo negócio para sua carreira. “Ao desmerecer a opinião alheia, você perde pontos de vista importantes para desempenhar melhor o seu trabalho”, diz o professor Joel Dutra, da Fundação Instituto de Administração (FIA), de São Paulo.

55 EU DISCUTIA DEMAIS – Rogério Cabral, 36 anos, diretor comercial da empresa de previdência privada Previna, acabou com a fama de brigão em seu emprego anterior por insistir em apresentar clientes que estavam fora do perfil da empresa. “A cada cliente negado, eu batia o pé e discutia”, diz. Demorou seis meses para sacar que a cultura da empresa era diferente. A partir daí, reformulou suas atitudes e melhorou seu desempenho. ATITUDE: Antes de apresentar um novo cliente, Rogério passou a caprichar nos relatórios, com argumentos mais consistentes e informações mais completas.

56 ENGAJE-SE – Evite assumir uma atitude individualista. Satisfazer-se apenas em cumprir suas tarefas e assegurar somente o seu bônus são comportamentos que acabam por aliená-lo do que ocorre na empresa. “Demonstre interesse pelo negócio”, sugere Cláudio Garcia, presidente da DBM. Essa atitude vai melhorar sua empregabilidade. “Os profissionais preocupados apenas em segurar o cargo são identificados e logo são mandados embora.”

Princípio 100 Graus

terça-feira, novembro 11th, 2008
Você conhece o príncípio 100 graus? Sabe como usá-lo para alcançar o sucesso? Conhece, mas não se lembra muito bem? Então vamos a ele: esse princípio revela que aos 99 graus a água está muito quente, mas somente aos 100 graus ela ferve. Ao ferver ela gera vapor. O vapor tem força para mover uma locomotiva com muitas toneladas. O princípio nos ensina que apenas UM grau faz toda a diferença. Sem esse grau a locomotiva não sai do lugar, o atleta é ultrapassado e a vitória não acontece. O fato é que UM grau extra de esforço nos negócios ou na vida separa o ótimo do bom, os habilidosos dos invejosos e os vencedores dos perdedores.
Você sabia que, na média, as vitórias nas competições esportivas, nos últimos 25 anos, são definidas por frações mínimas? Em boa parte das disputas, o vencedor leva para casa prêmios milionários graças ao esforço extra obtido nos últimos segundos. Veja os medalhista de ouro olímpicos nos cem metros rasos: a diferença é tão pequena que não dá para identificar, a olho nu, o vencedor. O mesmo acontece na natação, na corrida de cavalos, onde muitas vezes o vencedor leva o prêmio por menos de um focinho, entre outras.
Outro exemplo, é a fórmula Indy em que o vencedor, nos últimos dez anos, tem conquistado uma pequena fortuna (mais que o dobro do segundo colocado) em prêmios por vantagem que fica em torno de UM segundo.
Essa é a realidade que separa os vencedores dos perdedores. E você é o único responsável pelos seus resultados. É tempo de ir para a ponta. Saiba que para ter o que você nunca teve, você terá que fazer o que nunca fez. E, para isso, terá que agir de acordo com os seguintes mandamentos:
100 graus de Atitude – A única coisa que separa uma pessoa de seus sonhos é a sua capacidade de agir usando os conhecimentos e habilidades de forma inteligente e direcionada. Também, não pode nunca abandonar a fé que mantém a chama da realização acesa;
100 graus de Generosidade – Não podemos chegar muito longe sem uma boa dose de generosidade. Veja o que nos ensina Ralph Waldo Emerson: “A generosidade é uma das mais belas compensações na vida… Nós não podemos ajudar o outro sem ajudar a nós mesmos”;
100 graus de Crença – Acreditar com todo o entusiasmo, pois ele é capaz de transformar-se em paixão, aquecer a alma e fortalecer o nosso espírito;
100 graus de Foco – Como nos ensina o dito popular: “não há bons ventos para quem não sabe para onde vai”. Não é sábio sair “atirando” para todos os lados. Ter foco e persegui-lo com obstinação fará grande diferença na caminhada para o sucesso;
100 graus de Perseverança – Perseverar é uma qualidade que sempre encontramos nos vencedores. Porém devemos lembrar do que nos ensinou Walter Elliot: “A perseverança não é uma corrida longa: ela é o somatório de várias pequenas corridas, uma após a outra”.
100 graus de Amor – O amor é o bem que devemos carregar sempre em nosso coração. Nenhuma outra virtude é maior que o amor de verdade. Veja o que diz um trecho do poema em Télugo (Língua dravídica falada em Andhra Pradesh, Índia): “Uma indagação profunda revelará que, neste mundo, nada se iguala ao amor, seja a caridade, rituais sagrados, penitências, sabedoria, pureza ou a adesão à verdade e à Religião Eterna”. Ainda sobre o tema nos ensina o apóstolo João (I João 4:7:8 ): “Caríssimos, amemos-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus, e todo o que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor”.
Agora que você sabe de tudo isso, eu pergunto: você sabe para onde vai? Tem alvo bem definido para tudo que faz? Está usando o princípio 100 graus para chegar aonde deseja?
Evaldo Costa

Mais do que apenas Iniciativa, tenha “Acabativa”

segunda-feira, novembro 10th, 2008
Quantos projetos você já iniciou em sua vida? Quantas coisas você já fez por que lhe disseram que era para fazer? Quantas outras você sequer começou, pelo motivo que lhe disseram que não adiantaria fazer? De quantos projetos ou idéias você já desistiu antes mesmo de começá-los?
Não são raras as pessoas, aliás, são muitas, que têm planos, algumas até traçam metas para realizá-los, todavia, acabam com seus planos quando eles ainda estão na fase embrionária.Ocorre que, com freqüência, não somos capazes de iniciar aquilo que pretendíamos, por vários motivos, dentre os quais:

- Medo do desconhecido;
- Ausência de metas escritas;
- Escassez de recursos;
- Dificuldades e obstáculos previstos;
- Julgamentos antecipados vindos do externo.

Todos esses motivos relacionados têm seu peso, mas não duvide que o pior deles seja os “julgamentos antecipados vindos do externo”. Pessoas medíocres que nos impedem, psicologicamente, de darmos seguimento aos projetos, idéias, vontades e desejos que possuímos e até poderíamos ter boas chances de realizá-los, mas paramos porque essas pessoas nos induzem ao negativo, ao “não dará certo”. O mais importante que ter idéias é iniciá-las. Entretanto, mais do que iniciá-las é preciso seguir em frente e, se você está convicto de suas idéias, se ponderou as conseqüências, se se preparou para realizá-las, não dê ouvidos aos negativos, inicie seu projeto, fique ao lado de pessoas que lhe digam coisas boas e que o motivem ao sucesso.

Porém, é preciso mais que isso. O mundo está repleto de pessoas com iniciativa, mas pouquíssimas têm “acabativa”. O que é isso? Calma, chegamos lá! Muitas pessoas param seus estudos muito cedo, por vários motivos, como já vimos anteriormente. Ocorre que muitas delas com o passar dos anos, tentam reiteradas vezes, retornar, mas, quando percebem o tempo que precisará ser dedicado, coisas que deverão deixar de fazer (assistir novelas, ficar enrolado no cobertor naquele frio, dormir depois da meia-noite) ou até mesmo, alguns motivos justos (trabalhos temporários ou permanentes, mas não na carreira e salário que deseja) elas desistem no meio do caminho, quando chegam a iniciá-lo. E se não começarem nunca? O tempo passa e elas continuarão reclamando de não ter estudado, e passarão a vida inteira culpando o governo pelas políticas que não colaboram, as empresas por exigirem “estudo” até para trabalhar de gari, enfim, culparão enquanto estarão caindo, cavando um pouco mais o poço já transformado num abismo.

Outro exemplo claro são as pessoas que iniciam regimes. Toda vez que se olham nuas em frente ao espelho (coisa linda), que tentam vestir aquela roupa de dois ou três anos atrás, quando reencontram antigos amigos que dizem: “nossa, você está mais fofinho (a) (gentileza), elas logo iniciam, mentalmente, um regime. Mas, quando é hora de pôr em prática todas as idéias mentais, “stop”; depois de mais alguns meses a idéia volta, vai, volta, vai… Profissionalmente não é diferente. Boa parte das pessoas vive reclamando que não trabalha no que gosta, que o trabalho toma todo o seu tempo. Entretanto, quando estão sem trabalho reclamam que não têm como viver; que paradoxo!

Acompanho muitos profissionais que afirmam que no próximo pagamento falarão com o chefe sobre as condições inadequadas a que são submetidos. O “próximo” deles já faz uns dez anos. Outros reclamam, reclamam da empresa, do baixo salário, da falta de reconhecimento, todavia, faz quinze anos que laboram no mesmo lugar e, é claro, na mesma função. Em várias consultorias e orientações que prestei a profissionais que estão há tempos obsoletos, mas que, por um instante, pensam retornar ao mercado de trabalho, percebo a falta de tenacidade dessas pessoas quando o assunto é iniciar a atualização, seja em cursos universitários, técnicos ou profissionalizantes. Elas logo encerram novamente o que pensaram iniciar. Portanto, quero dizer-lhe que, a parte mais fácil, embora pareça que não, é iniciar algum projeto, porque até então, na maioria das vezes, o único esforço que você teve foi pensar (embora para muitos, isto seja um grande esforço). O que vem após esse início é que faz com que apareça o medíocre que há em nós, que não nos deixa evoluir, que não nos permite seguir em frente, enfim, que não nos permite que tenhamos ACABATIVA, que é concluir o que iniciamos.

Paulo Sérgio Buhrer

Motivação não é Agitação!

segunda-feira, novembro 3rd, 2008

Não sei se é coincidência, mas ultimamente tenho literalmente “trombado” com mensagens, fóruns de discussão e reportagens que questionam as palestras motivacionais. Com a experiência de quem vive tendo como fonte de renda tais palestras posso logo afirmar: palestras motivacionais trazem resultados e quando bem-feitas contribuem não para motivar, mas no máximo inspirar e como sempre brinco “quem sabe dar aquele empurrãozinho” para o início de uma mudança em sua vida, carreira ou organização. Veja alguns pontos que motivam e que se bem usados transformam a sua vida:

Motivação tem a ver com significado pessoal. Gostar do seu trabalho e do ambiente em que ganha o seu pão é requisito primordial para acordar motivado! Não dá para passar as melhores horas da sua vida fazendo o que não gosta. Mudar essa situação é sua responsabilidade e já vou deixando claro que só você pode mudar a sua vida. Isso nenhum palestrante, o bispo ou o seu chefe irá fazer por você.

Motivação tem a ver com conhecer de forma clara quais são os seus pontos fortes. São poucos o que pagam do próprio bolso um profissional para que mapeie suas competências, que pedem um feedback sincero para colegas e chefes, e ouvem com o coração e mente aberta sem se preocupar em se defender das críticas que recebe. A maioria acha isso bobagem! Papo de filósofo! A pergunta que lhe faço é essa: – Meu amigo, você é bom em quê?

Motivação externa é tão importante quanto a automotivação. É importante descobrir como se automotivar, colocar sonhos no papel e transformar em ações. Valorizar aquilo que você é e o que têm para aí sim buscar algo mais. Eu só posso provocar uma transformação a partir do momento que conheço minha realidade atual. Mas também é importante ter um mentor, colegas de trabalho, amigos, familiares, cônjuges que nos apóiem, reconheçam nossas qualidades, se sentir amado e aceito em seu meio. É justo você buscar tais condições e também proporcionar um bom ambiente para as pessoas que convivem com você.

Motivação tem a ver com planejamento e assumir a responsabilidade pela sua vida. Planejar e definir metas são muito diferentes de ter um desejo. Desejo todo mundo têm! Desejo mudar de carro ou de emprego. Mas ali planejadinho no papel, descrevendo como fazer isso, o quanto vai custar, com prazo e responsáveis definidos, aí é outra história. Dizem que planejar é besteira, pois tudo dá errado mesmo! Planejamento existe para dar um norte as nossas ações e não para engessar a sua vida, carreira ou empresa.

Aqui relatei o que tento fazer dia após dia para vencer no mercado e me sentir uma pessoa realizada. Não é receita e muito menos dicas infundadas das quais você nunca ouviu falar. É só um artigo escrito por alguém que acredita piamente que motivação tem tudo a ver com a forma com que você conduz a sua vida e que a maior responsabilidade por colocá-la em prática é toda sua.

Paulo Araújo

Deu vontade de jogar tudo para o ar? Confira conselho de coaches.

quinta-feira, outubro 23rd, 2008
Falta de reconhecimento; salário baixo; excesso de trabalho; estagnação; competição entre membros da equipe; chefe que não sabe liderar; ausência de novos desafios; ambiente pesado; escassez de benefícios; injustiças; falta de oportunidades. Os motivos são muitos para os profissionais estarem insatisfeitos.

Há quem já acorde desanimado, pensando no duro dia que terá pela frente ou naquela pessoa que não quer encontrar. A esses profissionais, resta saber qual o melhor momento de se demitir, uma vez que a demissão parece já ter sido decidida.

Antes de jogar tudo para o ar, há muito em que se pensar. Para o coach e autor do livro “Executivo, o super-homem solitário”, Emerson Ciociorowski, não se deve largar o emprego assim, sem mais nem menos, ainda mais em tempos de crise econômica, como a que tem assombrado o mundo há mais de um mês.

Primeiro passo:

Na avaliação do coach e conferencista em Desenvolvimento Humano e Diretor da UP Treinamentos e Consultoria, Carlos Cruz, o primeiro passo é descobrir a fonte da insatisfação. Como já foi dito, existem inúmeras possibilidades. Pergunte a si mesmo: não suporto mais as políticas da empresa; meus colegas de trabalho; meu chefe; ou o que faço? É possível que algumas pessoas cheguem à conclusão de que estão insatisfeitas consigo mesmas, de forma que o problema não está fora, mas dentro.

Cruz propõe que o profissional pondere se está fazendo o possível para crescer na empresa; se está trabalhando apenas por dinheiro, sem gostar do que faz; se está buscando feedback e colocando suas opiniões. “Às vezes, a vontade de jogar tudo para o alto é uma desculpa inconsciente para não precisar entrar em ação”, diz ele.

Por exemplo, existem pessoas que não vêem a hora de mudar de emprego, mas apenas porque suas metas não são claras, de forma que não sabem o que é esperado delas. “Pense o que ainda é possível fazer na sua empresa. Será que, ao jogar tudo para o alto, não estará fugindo? O fato é que as pessoas, as empresas e o mercado não são como queremos que fossem”.

Plano B:

“Se o profissional perceber que a empresa de fato não está de acordo com seus valores, deve buscar um plano B. Em outras palavras, ao pedir as contas, tenha outro emprego nas mãos. Para tanto, é necessário estar sempre atento ao mercado”, analisa Ciociorowski.
Para ele, ter outro emprego nas mãos significa não ter o pudor de procurá-lo. “Existe um certo pudor por parte dos profissionais. Eles pensam: “não vou falar com o headhunter porque estarei sendo infiel à empresa; não vou à entrevista de emprego porque terei que mentir ao meu atual chefe”. Mas é preciso conduzir esse tipo de situação, sem medo de retaliações futuras. É necessário quebrar esse tabu. E é até bom que o chefe saiba que o profissional foi procurado por outra empresa. Os grandes executivos estão sempre conversando com diretores de outras empresas”.

Para conseguir esse plano B, é necessário utilizar o networking. Não tenha receio em perguntar aos amigos que atuam na mesma área que a sua se estão sabendo de alguma vaga. “Se o indivíduo não dá resultado, é sumariamente demitido. Então deve haver o outro lado da moeda”, diz o escritor.

“O que não recomendo é que o indivíduo se torne um desempregado procurando emprego, à mercê da sorte. Essa situação se agrava quando a pessoa não fez um planejamento financeiro. Já o problema com relação ao networking é que é muito comum os profissionais se dedicarem tanto à empresa que esquecem do mundo lá fora, se esquecem de cuidar de sua imagem no mercado, de cultivar os relacionamentos profissionais e de se vender”, acrescenta Ciociorowski.

O que você quer?

Não basta saber o que não quer. Não basta decidir se demitir. É necessário saber o que deseja para si. “É fácil dizer “eu não quero mais trabalhar aqui”, mas o que você quer?”, indaga Carlos Cruz. Antes de se demitir, mentalize as possibilidades existentes, o tipo de empresa em que deseja trabalhar, em qual ambiente, com quais profissionais.

“A gente tem que tomar muito cuidado com essa vontade de querer jogar tudo para o alto. Afinal, você quer jogar tudo para o alto, porque não quer mais viver determinada situação ou porque quer fazer uma escolha mais alinhada com seus objetivos, valores e sonhos?”, finaliza Cruz.

Por Karin Sato – InfoMoney