Archive for the ‘recolocação’ Category

Qual a Sua Utilidade?

terça-feira, setembro 1st, 2009

É quase unânime: ao dizer para o funcionário se auto-avaliar, começa a choradeira.

Sempre acha que faz muito, ganha pouco, que o escritório não vive sem ele.

Em fato a visão que ele tem de si é que está equivocada.

Todos, sem exceção, somos substituíveis. Aí você pensa: Menos o dono.

Engano seu, a exemplo disto, leia a estória do Steve Jobs. Ele criou a Apple e foi demitido da mesma aos 30 anos. Hoje está de volta porque a Apple comprou uma empresa que ele fundou.

Todos podem ser substituídos, inclusive o chefe. Mas, como trabalhar com esta espada na cabeça?

Pensando como o dono do negócio, ou seja, não exatamente nas funções em si que exerce, mas sim na utilidade que elas tem no contexto.

Por exemplo: A faxineira do escritório tem uma utilidade imprescindível na limpeza do mesmo. Agora, se ela não vier, não limpar adequadamente, o que será feito? Será substituida, mesmo o seu trabalho sendo fundamental.

E onde fica o investimento no funcionário?

O investimento no funcionário se dá através de metas cumpridas, retornos alcançados, objetivos cumpridos. Deve ser financeiro e por palavras e atitudes.

Contudo, é obrigação do funcionário prestar bem o seu ofício.

Outro exemplo: estagiário que busca um alvará num processo. Se ele trouxer o alvará e o processo ou até mesmo apenas o alvará, ele terá cumprido o seu ofício, ou seja, ele é um estagiário. Agora, se ele vai buscar o alvará, já passou no banco, verificou como pode ser sacado, indagou se quem sabe não poderia ele mesmo resolver com uma autorização do advogado, este não é um estagiário. Este é um funcionário que tem utilidade, tem valor.

Percebe a diferença?

Ter valor é agregar valor ao negócio.

Se queres ser reconhecido, agregue valor ao teu trabalho.

“Ah! nem adianta, porque eles não vão me reconhecer. Você não conhece o meu escritório, aqui é diferente”. Se esta é a sua realidade, o que você está fazendo nesta empresa? Vai a luta! Procure alternativas!!!

Não deixe a empresa ditar o seu futuro. Construa o seu futuro junto com a empresa e se ela não quiser, procure alguma que queira.

Se você agrega valor, sempre há mercado.

Reflita e repense suas atitudes.

Sobretudo, agregue valor a si mesmo. É o primeiro passo para o sucesso.

O sucesso não virá da empresa ou do teu chefe. Ele vem de ti. A tua estrela brilha independente da constelação. Há inúmeras constelações no universo.

Sente-se sem brilho e sabes o brilho que tens, procure outra constelação. Quem sabe Orion não valoriza mais que a Via Láctea?

Muito sucesso!!!

Enfrente os medos

sexta-feira, julho 24th, 2009

Com a economia e o mercado de trabalho instáveis, a insegurança no escritório aumenta. Veja como lidar com ela sem estresse
Por BRUNO VIEIRA FEIJÓ
A incerteza econômica e o sobe e desce das estatísticas de emprego acabam alimentando a insegurança no trabalho, pois, a reboque dos indicadores externos, vêm pressão por corte de custos e maior cobrança por resultados. Quem já passou por outras crises garante que nessas horas é melhor deixar o radar ligado para detectar o clima entre os colegas da equipe e ficar antenado nos rumos da empresa. O executivo João Neto, diretor de marketing para a América do Sul da Anixter, distribuidora de produtos de telecomunicações, garante que o segredo é manter a calma e a produtividade em alta. Há 13 anos na companhia, ele viu crises como o estouro da bolha da internet e a queda na economia após os atentados ao World Trade Center, em 2001, nos Estados Unidos. “No 11 de setembro, nosso faturamento caiu mais de 40%”, diz. “Foi a crise mais grave pela qual passei.” Das experiências, João aprendeu a reagir quando a insegurança ameaça imobilizar sua capacidade produtiva. “O profissional não pode se trancar numa sala. Tem que agir.”
Acompanhe a seguir um plano de ação para não se abalar em situações de insegurança e garantir o desempenho quando……
seu chefe está inseguro
Já imaginou a pressão que tem vindo de cima por resultados e cortes no orçamento? Tente se colocar no lugar do chefe. “Quando faz mudanças bruscas de rota, o líder pode estar tentando se adaptar à nova realidade, mas o funcionário interpreta isso como uma deficiência”, diz Rodrigo Soares, gerente da divisão de recrutamento em vendas e marketing da Hays, no Rio de Janeiro. Se você tem alternativas para sugerir, fale sem criar uma ameaça a mais. “Compartilhe possíveis, e inéditas, soluções.”… seus pares estão insegurosEvite o desespero e procure ajudar seus colegas a trabalhar positivamente. “A influência sobre pares e colegas é limitada, o importante é discordar de maneira agradável, propondo parcerias e evitando alimentar fofocas”, diz a psicóloga Ana Fraiman, autora do livro O Chefe dos Meus Sonhos (Alexa Editorial). Tente apontar os benefícios do trabalho em equipe e mostre que a crise é um teste de lealdade, que revela com quem a empresa pode realmente contar. “Diga ao colega que vocês precisam estar nessa lista”, diz Ana Fraiman….
seus subordinados estão inseguros.
A dica é deixar a equipe à vontade para dar vazão aos sentimentos sobre a situação atual. Seja transparente. Para isso, duas orientações são importantes, segundo Elaine Saad, gerente-geral da consultoria Right Management. A primeira: o que você acha que é importante para os subordinados pode não ser o que eles acham que é importante para eles. E a segunda: reconheça que você não tem todas as respostas. “Se comunique, mesmo que seja para falar que não sabe”, diz Elaine…. você mesmo está inseguroSentir um frio na barriga de vez em quando é normal. O problema é quando o indivíduo entra em uma ansiedade patológica, se cobrando excessivamente e antecipando fatos negativos que podem nem acontecer — uma demissão, por exemplo. Aí, a cobrança, que só era externa, encontra um cúmplice poderoso. “Às vezes, não dá para fazer tudo que deveria ter sido feito. Reconheça seus limites”, diz Adriana Fellipelli, sócia-diretora da consultoria Fellipelli. “Fale com pessoas experientes e pergunte como já lidaram com situações parecidas.”
COMO LIDAR COM A INSERGURANÇA
> IDENTIFIQUE O PROBLEMA
A insegurança letal vem daqueles que colocam o atual emprego em primeiro lugar, e não a carreira em si. Quem vê o emprego como única opção tende a ser mais inseguro. “Deixe o comodismo de lado”, diz a psicóloga Ana Fraiman. >
> ENCARE O MEDO COM SERENIDADE
Separe seus medos reais dos medos imaginários. Em muitos casos, os “monstros” só estão na sua cabeça e o medo do perigo acaba sendo muito maior do que o próprio perigo. “Reserve um tempo para pensar os problemas de forma distanciada”, dizRodrigo Soares, da Hays.
> NÃO ESQUEÇA O PLANO B
Os especialistas em carreira são unânimes: tenha um plano B para o trabalho e para a vida pessoal. Quem aposta todas as fichas em uma só jogada fica mais vulnerável às leis do mercado e sujeito à insegurança.
> MANTENHA O FOCO NO FUTURO
Nos momentos de tensão, não perca seus valores, princípios e convicções. Mantenha a confiança em si e, acima de tudo, tenha foco em seus planos. “Só quem sabe com clareza aonde quer chegar mantém a autoestima elevada”, diz a consultora Adriana Fellippelli.

Na crise, é importante se destacar… Mas você sabe fazer isso?

quarta-feira, abril 15th, 2009

De acordo com a empresa de Recursos Humanos (RH) e gestão de carreira, Carrer Center, quando um profissional decide por procurar novas oportunidades, além do currículo, o networking e a entrevista são as principais ferramentas nessa etapa, principalmente para aqueles que ficaram muito tempo no mesmo posto.

Passo a passo

Confira abaixo as dicas dadas pelo Carrer Center para o profissional se destacar no processo de seleção:

Currículo: os resultados obtidos em empregos anteriores mostram o que você pode agregar à empresa. “Não adianta colocar o que fez, tem de dizer o impacto que causou na empresa e mostrar que o profissional busca resultados”, afirmou a consultora do Carrer Center, Claudia Monari.

Networking: segundo dados do Carrer Center, 57% de seus clientes são recolocados no mercado por meio de networking, ou uma rede de contatos formada por reuniões, eventos e etc. Atualmente, manter uma rede de contatos é questão de sobrevivência e aprendizado.

Planejamento financeiro: é importante se programar, para não passar por dificuldades financeiras no período de busca de trabalho. Portanto, fazer um planejamento adequado é essencial para não ter maiores problemas durante o processo de reinserção no mercado.

Antes da entrevista: descubra tudo sobre a empresa na qual participará de processo seletivo. Informações sobre o mercado em que a empresa está inserida, sua origem, número de funcionários, localização, principais produtos e concorrentes ajudarão. Cuidar da apresentação pessoal, da empatia e não chegar atrasado são pontos a serem priorizados.

Durante a entrevista: não existe fórmula para enfrentar uma entrevista de emprego. O que pode levar o profissional ao sucesso são objetivos compatíveis com os da empresa. Algumas dicas podem ajudar nesse momento, como responder somente ao que for perguntado, evitar respostas prontas e decoradas e relatar de forma clara os objetivos pelos quais saiu da empresa anterior.

Salário: somente no final da entrevista é indicado falar sobre salário. Primeiro, descubra mais sobre o cargo disponível, suas características e atribuições. Se necessário, comente sobre seu último salário e benefícios, e sempre esteja aberto para negociações. Outra dica é conhecer os benefícios da empresa antes de falar sua faixa salarial.


Flávia Furlan Nunes – InfoMoney

segunda-feira, janeiro 5th, 2009

Por mais que se diga que a competitividade profissional de hoje torne as coisas mais difíceis, não se pode negar que jamais houve uma época com tantas possibilidades para os que se capacitam e decidem partir em busca de um objetivo. Isto porquê vivemos no capitalismo uma mudança inédita e que está pondo tudo de pernas para o ar. Com produtos e serviços ficando dia a dia mais parecidos, o ponto nevrálgico do sucesso das empresas deixa de de ser o capital de giro para ser o capital humano.

Uma das concepções mais atualizadas em relação à gestão de pessoas atual diz respeito à aplicação de um modelo participativo de administração nas empresas, no qual os próprios colaboradores são chamados a contribuir para o processo criativo e de melhoria contínua em busca dos objetivos da organização.
É por isso que as empresas estão tão exigentes em relação ao perfil das pessoas que contratam como empregados ou prestadores de serviço. Porque compreendem que a partir de agora as pessoas serão o cerne de todo o movimento que as permitirá permanecer verdadeiramente competitivas. E sabe de uma coisa, as elas estão ávidas por encontrar estas pessoas, e principalmente por conquistá-lás.
Sempre se ouve falar em revistas especializadas, que a maior dificuldade para as organizações hoje pouco tem a ver com falta de capital ou infra estrutura, o que falta é gente. Ou melhor, gente capacitada!

As empresas não dependem mais de ter dinheiro para ganharem a competição, elas dependem de idéias, de boas idéias!
Percebe a grande novidade aí?

Ora, o modelo do capitalismo tradicional sempre valorizou o aporte de dinheiro (capital financeiro), como fonte propulsora do desenvolvimento capaz de levar as empresas a obter o sucesso. Quem tinha dinheiro disparava na frente e fazia as coisas acontecerem. Não faz mais!
Agora, o que está acontecendo é que o dinheiro, embora continue necessário, não é mais a única, nem mesmo a principal fonte de vantagem competitiva das empresas mais ousadas. O capital financeiro já não é mais a grande mola que impulsiona o desenvolvimento, e sim o capital humano.
Com um milhão de reais e sem uma idéia boa não se faz muita coisa no mundo de hoje. Agora, com uma idéia excelente e atitude empreendedora qualquer um pode encontrar investidores que estejam dispostos a colocar muito mais que isso em um negócio, ou ajudar uma empresa a fazer bons negócios. A questão decisiva agora, não é apenas “ter dinheiro para fazer”; e sim ter cérebro para descobrir “o que é para ser feito”.
E em um ambiente no qual o importante é ter idéias e fazer as coisas bem feitas o conhecimento torna-se muitíssimo mais valorizado que o dinheiro apenas. É isto que tem causado uma mudança enorme na maneira como as organizações buscam as pessoas, e principalmente na maneira como se relacionam com elas.
Porque é possível à empresa ser dona de prédios, carros, computadores e máquinas, mas ela não pode ser dona da cabeça das pessoas. E como não podem “possuir” os funcionários, resta às empresas cada vez mais agradar a eles, que constituem o seu maior patrimônio, seu capital mais imprescindível. Você!
Isto simplesmente inverte a lógica tradicional do capitalismo, vira tudo ao avesso e abre um enorme leque de oportunidades para as pessoas que sejam mesmo capazes e ousem trabalhar nestes novos tempos. A mesa virou, e quem tem competência, muito mais do que quem tem dinheiro, está por cima.
O mundo agora é dos que sabem e fazem, não mais dos que têm! E você, vai ficar parado?

Literatura recomendada.

domingo, janeiro 4th, 2009

Como mais um ano se inicia, o mercado está aquecido atrás de profissionais nas mais variadas áreas de atuação. Como conhecimento e estratégias nunca são demais, recomendo este ótimo livro, que além de estar recheado de excelentes dicas sobre recolocação, nos leva a uma reflexão a respeito da relação entre carreira, trabalho e satisfação pessoal.

Como mandar seu currículo? O que escrever nele? Como se comportar em uma entrevista? Será que esse emprego é mesmo para você?

Essas e outras dúvidas passam pela cabeça de quem deseja progredir na vida. Uns se perdem buscando as respostas; outros estabelecem metas e realizam ações para atingi-las, aliando uma série de valores que aprendem a reconhecer e, mais importante, quer os tenham adotado, quer tenham nascido com eles, aprendem a desenvolver. Quando se fala em emprego, muitos têm uma visão simplificada. Acham que ter um emprego é apenas uma maneira de satisfazer as necessidades básicas e obter estabilidade na vida. São pensamentos como esses que bloqueiam o sucesso pessoal e impedem o desenvolvimento da carreira.

Neste Superdicas para conquistar um ótimo emprego, Robert Wong, autoridade no assunto, demonstra que o emprego é algo muito mais complexo, pois representa apenas o primeiro degrau, ou seja, é o primeiro passo de uma Missão que a cada um foi dada desempenhar na vida. Para galgar esses altos patamares, entretanto, é preciso atitude, coerência, competência, dedicação e comprometimento. É neste conjunto de sessenta dicas que você aprenderá como esses elementos são indispensáveis para conquistar um ótimo emprego, sabendo como agir do modo mais eficaz para sair-se bem em uma entrevista, ter as respostas certas, delimitar seu foco e conquistar seu objetivo, para crescer social, econômica e espiritualmente. Este livro pode significar a diferença entre conseguir ou não o seu intento.

Boa leitura!

O profissional certo no lugar certo.

quarta-feira, novembro 26th, 2008

Complementando meu post de ontem, segue uma entrevista muito interessante com a psicóloga Rachel Esteves da Cruz, que é consultora de Gestão de Mudanças na Sonda ProcWork, empresa líder brasileira em serviços de consultoria e integração de soluções de TI.

Como o final de ano é uma época propícia pra se iniciar a busca por recolocação, acredito que quanto mais informações tivermos sobre o assunto, melhor. Espero que o conteúdo seja útil.

A insatisfação no trabalho pode ser um sinal de que seu tempo lá acabou. Basta saber se foi você quem procurou por isso ou se a sua carreira está seguindo um curso natural de evolução.

Sentir que o seu dia-a-dia no trabalho virou uma rotina é relativamente comum, acontece com todo mundo. Todos vivem aquelas fases mornas, quando parece não haver nada novo nas atividades e um trabalho que não é operacional acaba passando essa sensação. A questão é: isso é uma fase ou virou a sua realidade no trabalho?
Muitos podem ser os sinais de que já não é mais para você fazer aquilo que está fazendo. Só é importante perceber se foi você mesmo quem deu origem a essa situação por meio de desempenho abaixo do esperado ou se você não tem mesmo o perfil daquela empresa ou mesmo do setor no qual trabalha.
A psicóloga Rachel Esteves da Cruz é consultora de Gestão de Mudanças na Sonda ProcWork, empresa líder brasileira em serviços de consultoria e integração de soluções de TI. Ela mesma diz já ter vivido situações parecidas em empregos anteriores. Rachel faz uma análise de suas experiências e do que observa no mundo dos Recursos Humanos, principalmente na área de tecnologia, e afirma que identificação com o negócio da empresa é fundamental para que o funcionário se sinta motivado.

Veja aqui umas perguntas que a consultora responde para dar um norte àqueles que se encontram nesse momento de questionamento:

É importante o profissional se identificar com o negócio da empresa? Por que?
Sim. É importante que isso aconteça, pois, assim, o profissional terá mais prazer ao desenvolver suas atividades e, além disso, buscará mais conhecimentos, se especializará mais no negócio da empresa. Isso fará com que o mesmo realize um trabalho de qualidade e se desenvolva lá dentro.
Esperar promoções ou outro tipo de reconhecimento: existe um tempo máximo de espera? Se em alguns anos isso nunca aconteceu, é sinal de desempenho ruim?
Depende muito de cada empresa. Mas, geralmente, se em dois anos nada acontecer pode ser um sinal de alerta. Mas, não necessariamente é um sinal de desempenho ruim, pode ser falta de marketing pessoal, ausência de uma estratégia da empresa para o desenvolvimento de carreira de cada profissional, além de questões pessoais com as lideranças, entre outras variáveis.
Qual é a importância de ser chamado para projetos e reuniões importantes?
É importante, pois, além de ter acesso a informações importantes para a empresa, o profissional tem a oportunidade de expor as suas opiniões e os seus conhecimentos nos assuntos discutidos nesses eventos.
Se o chefe implicou com o colaborador uma época e agora não o faz mais, é necessariamente um sinal positivo?
Pode ser um sinal positivo, caso o colaborador realmente tenha melhorado o seu desempenho em relação às questões apontadas anteriormente pelo seu chefe, ou se o mesmo resolveu “pegar no pé” de outra pessoa. Mas pode ser também um sinal de que o líder desistiu desse colaborador e não se interessa mais em desenvolvê-lo. Nesse caso, há muitas variáveis, e o ideal é ter uma conversa franca com o líder, para perceber o que realmente está acontecendo.
Quais são os sinais mais evidentes de que aquele emprego ou função já “deu o que tinha que dar” para o profissional?
Primeiramente, se o profissional não vislumbra mais oportunidades de desenvolvimento profissional nem de novos aprendizados. Além disso, se o profissional está constantemente insatisfeito, estressado, sentindo-se injustiçado e sobrecarregado, também podem ser grandes indícios de que o profissional precisa buscar novas oportunidades.

Deu vontade de jogar tudo para o ar? Confira conselho de coaches.

quinta-feira, outubro 23rd, 2008
Falta de reconhecimento; salário baixo; excesso de trabalho; estagnação; competição entre membros da equipe; chefe que não sabe liderar; ausência de novos desafios; ambiente pesado; escassez de benefícios; injustiças; falta de oportunidades. Os motivos são muitos para os profissionais estarem insatisfeitos.

Há quem já acorde desanimado, pensando no duro dia que terá pela frente ou naquela pessoa que não quer encontrar. A esses profissionais, resta saber qual o melhor momento de se demitir, uma vez que a demissão parece já ter sido decidida.

Antes de jogar tudo para o ar, há muito em que se pensar. Para o coach e autor do livro “Executivo, o super-homem solitário”, Emerson Ciociorowski, não se deve largar o emprego assim, sem mais nem menos, ainda mais em tempos de crise econômica, como a que tem assombrado o mundo há mais de um mês.

Primeiro passo:

Na avaliação do coach e conferencista em Desenvolvimento Humano e Diretor da UP Treinamentos e Consultoria, Carlos Cruz, o primeiro passo é descobrir a fonte da insatisfação. Como já foi dito, existem inúmeras possibilidades. Pergunte a si mesmo: não suporto mais as políticas da empresa; meus colegas de trabalho; meu chefe; ou o que faço? É possível que algumas pessoas cheguem à conclusão de que estão insatisfeitas consigo mesmas, de forma que o problema não está fora, mas dentro.

Cruz propõe que o profissional pondere se está fazendo o possível para crescer na empresa; se está trabalhando apenas por dinheiro, sem gostar do que faz; se está buscando feedback e colocando suas opiniões. “Às vezes, a vontade de jogar tudo para o alto é uma desculpa inconsciente para não precisar entrar em ação”, diz ele.

Por exemplo, existem pessoas que não vêem a hora de mudar de emprego, mas apenas porque suas metas não são claras, de forma que não sabem o que é esperado delas. “Pense o que ainda é possível fazer na sua empresa. Será que, ao jogar tudo para o alto, não estará fugindo? O fato é que as pessoas, as empresas e o mercado não são como queremos que fossem”.

Plano B:

“Se o profissional perceber que a empresa de fato não está de acordo com seus valores, deve buscar um plano B. Em outras palavras, ao pedir as contas, tenha outro emprego nas mãos. Para tanto, é necessário estar sempre atento ao mercado”, analisa Ciociorowski.
Para ele, ter outro emprego nas mãos significa não ter o pudor de procurá-lo. “Existe um certo pudor por parte dos profissionais. Eles pensam: “não vou falar com o headhunter porque estarei sendo infiel à empresa; não vou à entrevista de emprego porque terei que mentir ao meu atual chefe”. Mas é preciso conduzir esse tipo de situação, sem medo de retaliações futuras. É necessário quebrar esse tabu. E é até bom que o chefe saiba que o profissional foi procurado por outra empresa. Os grandes executivos estão sempre conversando com diretores de outras empresas”.

Para conseguir esse plano B, é necessário utilizar o networking. Não tenha receio em perguntar aos amigos que atuam na mesma área que a sua se estão sabendo de alguma vaga. “Se o indivíduo não dá resultado, é sumariamente demitido. Então deve haver o outro lado da moeda”, diz o escritor.

“O que não recomendo é que o indivíduo se torne um desempregado procurando emprego, à mercê da sorte. Essa situação se agrava quando a pessoa não fez um planejamento financeiro. Já o problema com relação ao networking é que é muito comum os profissionais se dedicarem tanto à empresa que esquecem do mundo lá fora, se esquecem de cuidar de sua imagem no mercado, de cultivar os relacionamentos profissionais e de se vender”, acrescenta Ciociorowski.

O que você quer?

Não basta saber o que não quer. Não basta decidir se demitir. É necessário saber o que deseja para si. “É fácil dizer “eu não quero mais trabalhar aqui”, mas o que você quer?”, indaga Carlos Cruz. Antes de se demitir, mentalize as possibilidades existentes, o tipo de empresa em que deseja trabalhar, em qual ambiente, com quais profissionais.

“A gente tem que tomar muito cuidado com essa vontade de querer jogar tudo para o alto. Afinal, você quer jogar tudo para o alto, porque não quer mais viver determinada situação ou porque quer fazer uma escolha mais alinhada com seus objetivos, valores e sonhos?”, finaliza Cruz.

Por Karin Sato – InfoMoney