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Inércia profissional: Agir ou não agir, eis a questão…

segunda-feira, outubro 26th, 2009

servicesVocê é aquela pessoa que percebe a sua carreira como responsabilidade exclusiva da empresa? Acredita que sua ascensão é uma questão de sorte (estar no lugar e na hora certa)? Ou assume a responsabilidade pelo seu plano de carreira e investe no seu crescimento por conta própria?

De acordo com o Coach Carlos Cruz, especialista em gestão e desenvolvimento, saber responder a essas perguntas é refletir no seu futuro profissional.

O Coach explica que “no passado quanto mais tempo você trabalhava na mesma instituição, mais era remunerado e com maiores possibilidades de ascensão funcional: as empresas eram responsáveis pela carreira dos seus empregados”.

“Atualmente, as coisas mudaram e não há espaço para a inércia profissional. Quem compete no mercado de trabalho tem que investir mais na própria formação, aprender a negociar seu talento com maior desenvoltura e assumir total responsabilidade pelo seu plano de carreira, independentemente da empresa em que trabalha”, conclui.

Para Arlindo Felipe Jr, diretor executivo do Grupo Soma, o profissional para sair da inércia precisa analisar os motivos da própria imobilidade e, em seguida, investir decisivamente em treinamento, palestras, atualização profissional, mudança de área, sempre com planejamentos. “O desenvolvimento ou não profissional depende única e exclusivamente de cada um”, relata.

Para isso, a dica é primeiro identificar suas qualidades profissionais, depois saber se elas estão sendo bem aproveitadas no emprego atual, e a partir daí, avaliar se pode crescer na função, ou se precisa mudar de função ou mudar de emprego,usando o planejamento e investindo sempre na melhoria das qualificações profissionais.

Aprenda os passos com Arlindo Felipe Jr. para começar essa mudança a partir de agora:

1º passo: Identificar qual a sua principal vocação, existem ferramentas, profissionais e consultorias para auxiliá-los nesse quesito, feito isso o profissional saberá em quais áreas ou campo de atuação ele poderá ter mais êxito ou sua vocação melhor canalizada.

2º passo: Realizar planejamento para atingir determinada posição ou função na carreira desejada.

3º passo: Fazer apontamento do andamento de sua carreira para eventuais correções, etc.

4º passo: Fazer benchmarking com profissionais mais experientes, pois certos ensinamentos não estão nos livros e nem em cursos, somente na experiência e maturidade que somente o tempo traz.

Muitos fatores podem estar atrapalhando você para avançar sua carreira profissional. Busque estratégias e se dedique no que faz para que a inércia e o comodismo não dominem o seu empenho profissional.

Liderança Motivacional: extraindo o melhor de cada profissional

quinta-feira, junho 4th, 2009
As habilidades para lidar com pessoas merecem mais atenção do que normalmente recebem em discussões sobre liderança. Num mundo cujo principal atributo é a comunicação, o que se ganha com a liderança pela força? Mais fácil é listar o que se perde: inovação, produtividade, desenvolvimento de habilidades, competências e muito mais, no começo da lista de prejuízos. Tudo isso em função de se desconhecer como lidar com o ser humano.
A necessidade dos gestores desenvolverem novas habilidades e atitudes com relação ao acompanhamento e orientação de suas equipes é fundamental para a condução das pessoas, que hoje esperam uma nova postura de seus líderes, já que os requisitos exigidos para o desempenho das atividades nas empresas modernas também mudaram.
Como desenvolver a liderança e fazer com que as pessoas possam realmente liderar com mais eficiência, respeitando os valores humanos e também buscando, a princípio, equacionar o ponto de encontro entre o desafio de liderar, de motivar versus a obtenção dos resultados organizacionais?
Por meio da liderança motivacional, um termo que vem sendo amplamente estudado e aplicado nas mais diversas organizações. Entretanto, para se chegar à essência do termo, se faz necessário revisitar alguns conceitos sobre dominância cerebral e liderança, que são a base do modelo.
Dominância Cerebral

Ned Herrmann vem pesquisando há mais de 30 anos as habilidades de homens e mulheres, e suas relações com a dominância cerebral. Em seus estudos, concluiu que o equilíbrio das energias racional e emocional é altamente contributivo para a execução das tarefas profissionais e pessoais. Ele dividiu o cérebro não apenas em lado esquerdo e lado direito, mas também estudou o efeito da dominância superior e inferior.
Com isto, surgiram quatro estilos de dominância cerebral. Esses estilos caracterizam nossos impulsos e habilidades para atividades do dia-a-dia, influenciando nossa criatividade, energia emocional, trabalho em equipe, iniciativa e desempenho nas negociações.
Para Herrmann, a utilização dos quatro quadrantes deve ser a mais equilibrada possível, mas ele reconhece em seus estudos, que isto é difícil. A energia racional está na interação dos quadrantes lado esquerdo, e nossa energia emocional está representada pelos quadrantes lado direito.
Analítico – A – ANALISA os fatos – trata-os de forma lógica e racional.
Experimental – E – VISUALIZA os “fatos” – trata-os de forma intuitiva e holística.
Controlador – C – ORGANIZA os fatos – trata os detalhes de forma realista e cronológica.
Relacional – R – SENTE os “fatos” – trata-os de forma expressiva e interpessoal.

Características do analítico – Analisa, quantifica, é lógico, é crítico, é realista, gosta de números, entende de dinheiro, sabe como as coisas funcionam.
Características do controlador – Toma providências, estabelece procedimentos, faz acontecer, é confiável, organiza, é arrumado, é pontual, planeja.
Características do relacional – É curioso, brinca, é sensível com os outros, gosta de ensinar, toca muito as pessoas, gosta de apoiar, é expressivo, é emocional, fala muito.
Características do experimental – Sintetiza, adivinha, imagina, especula, corre riscos, é impetuoso, quebra regras, gosta de surpresas.
Liderança Situacional

Parte do princípio de que não existe um único estilo ou característica de liderança válida para toda e qualquer situação, a fim de que se alcance a eficácia dos subordinados.
Para um mesmo subordinado, o líder pode assumir diferentes padrões de liderança, que passam do controle total até a delegação de poderes, dentro dos limites da organização. Em situações em que o funcionário apresenta eficiência, o gestor pode dar-lhe liberdade nas decisões, mas se o subordinado apresenta erros seguidos, o líder pode impor-lhe maior autoridade pessoal e menor liberdade de trabalho.
O modelo de liderança situacional não concentra a atenção exclusivamente na figura do líder para o fenômeno da liderança. Alerta que ela é uma relação entre líderes e liderados. Por meio deste conceito, os gestores desenvolvem habilidades básicas e o conhecimento necessário para compreender, predizer e influenciar o comportamento dos outros.
A utilização deste modelo baseia-se em duas variáveis: comportamento diretivo (com ênfase na tarefa) e comportamento de apoio (com ênfase nas relações). Na verdade, comportamento seria o estilo de liderança adotado pelo líder dentro de cada situação de trabalho, para influenciar seu liderado.
Comportamento diretivo (ênfase na tarefa): caracterizado por uma comunicação unidirecional, através da explicação exata e detalhada do papel a ser desempenhado pelo subordinado, orientação clara do que fazer, como fazer, onde fazer e quando fazer e supervisão atenta do desempenho do liderado.
Comportamento de apoio (ênfase nas relações): caracterizado por uma comunicação bidirecional, por escutar, dar apoio e estímulo, facilitar a interação e fazer o subordinado participar da tomada de decisões.
Modelo de Liderança Motivacional

Por que unir os modelos de dominância cerebral e liderança situacional? Um líder adota o estilo de liderança ideal quando consegue perceber em que nível de maturidade – motivação de realização, disposição e capacidade para aceitar responsabilidades, educação e experiência – determinado subordinado encontra-se em relação à tarefa a ser desempenhada. Contudo, entendemos que, nos tempos em que a mudança é uma constante nas organizações, e consequentemente, na vida das pessoas, o líder precisa ser dinâmico e flexível, avaliando continuamente seus subordinados e alterando seu estilo de liderança.
Como o líder faz isso?

Adotando o estilo de liderança mais adequado a cada situação (liderança situacional) combinado com a forma de como ele vai interagir com o subordinado em termos de comunicação (dominância cerebral).
A partir do momento em que o líder consegue perceber os diferentes comportamentos dos membros da equipe, potencializa sua performance em liderança e motivação de pessoas, obtendo ganhos não apenas na forma de liderar bem como no relacionamento interpessoal.
Desbloquear a sinergia potencial que as pessoas trazem à organização e canalizar a energia liberada, ao mesmo tempo em que toma cuidado para que ela não venha a ser estancada ou mesmo perdida por frustrações e desenganos, é atributo dos líderes.
Alberto Pirró Ruggiero – RH.com.br

Queixas improdutivas

segunda-feira, maio 4th, 2009


De acordo com Fredy Kofman, autor de Metamanagement, Editora Campus, não existe nada mais prejudicial para as empresas, e para o próprio ser humano, do que aquilo que ele denomina de queixas improdutivas. Eu mesmo já fui vítima delas, nos meus áureos tempos de mundo corporativo, ao sofrer as consequências das queixas expressadas contra mim e até mesmo quando eu me queixava de terceiros para terceiros, inutilmente.

De fato, isso nunca me levou a lugar algum. Ao contrário, esse tipo de comportamento afastou-me de muitas pessoas, cujo relacionamento é difícil de recuperar. Contudo, existem certas coisas que a gente pratica de teimoso, ainda que você tenha consciência da perda, por vezes temporária, outras não. Graças a Deus, a vida vai batendo na gente e você vê que o diálogo aberto e o respeito entre as partes ainda são os maiores antídotos contra esse tipo de problema.

Em geral, as queixas improdutivas no ambiente de trabalho, embora ocorram em qualquer círculo de relacionamento, são caracterizadas pelas seguintes atitudes, segundo Kofman:

-Geralmente, são expressadas diante de terceiros: trata-se de um péssimo hábito do ser humano ao tratar o problema paralelamente, nos corredores ou no banheiro, em vez de discutir com os envolvidos ou com aqueles que têm o poder de resolvê-lo;

-Buscam simpatia e apoio: por mais que não façam sentido, buscam a concordância de um terceiro, em geral com afinidade em relação ao mesmo problema; imagine dois descontentes compartilhando uma insatisfação por um longo período;
-São repetitivas: a pessoa gosta de sofrer ao ficar repetindo, o tempo todo, a mesma coisa; depois de cinco anos, você encontra o sujeito, descontente como tal, sem coragem de enfrentar a situação, mas ainda continua na empresa;
-Conduzem a juízos pessoais negativos: como os problemas não são tratados na essência e são carregados de uma boa dose de emoção, tendem a desmoralizar o sistema ou a outra parte com comentários negativos, pejorativos e desmoralizantes que induzem a um raciocínio impreciso;
-Estão orientados para a descarga emocional: como o ser humano está sempre à procura de um ombro amigo, as queixas improdutivas são um prato cheio para o início de um desabafo sem sentido;
-Buscam vingança: trata-se da consequência mais devastadora, ainda mais quando carregada de emoção e subjetividade considerando que os nossos instintos primitivos estão apenas adormecidos; o apoio é, quase sempre, a alavanca para despertar o que já está latente dentro de uma pessoa mal intencionada;
-Geram rancor e inimizade entre as facções: as queixas improdutivas estimulam o fortalecimento das forças de coalizão; a energia que poderia ser canalizada para a solução do problema ou para a criação do espírito de equipe acaba dissipada com magoas, ressentimentos, empobrecimento do afeto e inimizade entre as facções.

Existe um momento na vida em que cada ser humano deve repensar a sua missão no mundo e ao fazê-lo, de maneira consciente, vai chegar à conclusão que só existem três maneiras de se livrar das queixas improdutivas que castigam a sua forma de agir e pensar no ambiente de trabalho e na sociedade em geral:

Dificilmente uma empresa muda a sua forma de trabalho porque um dos seus colaboradores anda se queixando há mais de dez anos pelos corredores. Portanto, é mais fácil mudar o colaborador; hoje, em função da crise, as empresas tendem a ser menos complacentes ainda com aqueles que, apesar de tudo, continuam reclamando.

A melhor forma de resolver o problema é tratá-lo diretamente com aquele que o causou ou, então, com aquele que tem poder – autoridade formal – para isso; o seu colega de trabalho jamais vai dar a cara para bater em favor de algo que você mesmo é incapaz de enfrentar.
Se você não tem objetivos na vida, torna-se improdutivo e crítico do trabalho alheio; portanto, ao contrário do que diz o ditado, em vez de cabeça vazia, que tal uma oficina de ideias, otimismo e alegria?

Por fim, lembre-se: você é o único responsável por aquilo que acontece ao seu redor. Comece a enumerar as queixas que você faz diariamente em todos os lugares que passa e verá que a única solução para livrar-se delas é transformá-las em reclamações produtivas, ou seja, aquelas que são objeto de reflexão, análise e uma mudança definitiva de comportamento. Pense nisso e seja feliz!

Ao longo de vinte e cinco anos de carreira, Jerônimo Mendes trabalhou em empresas como Kablin, Bamerindus, Brahma, Texaco, Volvo e CSN. É Professor Universitário, palestrante e administrador de empresas formado pela FAE – Faculdade Católica de Administração e Economia, com curso de especialização em Logística Empresarial também pela FAE e Formação em Consultoria pelo IEA – Instituto de Estudos Avançados, de Santa Catarina. É especialista em empreendedorismo, plano de negócios e gestão de empresas, tendo publicado vários artigos sobre o assunto em jornais, revistas e sites especializados na Internet. Sócio-gerente da Consult Consultoria de Gestão e Treinamento, tem a missão de assessorar empresas em todo o país com treinamentos e consultorias na elaboração de planos de negócios, reestruturação e gestão integral. www.jeronimos.com.br